Arquivo de Distúrbios osteoarticulares

Síndrome do tunel do carpo – Como se faz o diagnóstico?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares


Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do tunel do carpo é feito pela observação do quadro clínicoque é bem  típico, caracterizado por dor noturna em queimação na mão que acorda o paciente,obrigando-o a sacudir vigorosamente a mão, acompanhada de formigamento nos dedos, relacionando com atividades que exijam movimentos manuais repetitivos de flexão da mão.

Algumas manobras clínicas simples são fundamentais e permitem auxiliar o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo. O sinal de Tinel consiste numa percussão suave com martelinho de boracha  no punho em posição de extensão. O paciente refere sensação de choque, com irradiação para os dedos indicador, médio e polegar. O teste de Phalen consiste em manter o punho em flexão por 30 a 60 segundos, devendo haver reprodução ou exacerbação dos sintomas. Para confirmação dos achados clínicos é importante a realização de eletroneuromiografia, que fornece o grau de lesão do nervo, podendo esclarecer se ela é sensorial, motora ou sensorial e motora.

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Síndrome do túnel do carpo – Qual o tratamento?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares


Tratamento

Para o tratamento da síndrome do túnel do carpo nos casos leves, a utilização que órtese no período noturno que mantenham o punho em posição neutra desempenha papel básico.

O paciente deve ser orientado a evitar as atividades que determinem constante flexão do punho. As infiltrações com corticosteróides podem servir de prova terapêutica, em casos duvidosos, ou de tratamento. Deve ser indicada com cuidado por poder lesar o nervo até sua ruptura, além de outras possíveis complicações, como infecções e depósito irritativos de cristais. Quando o tratamento conservador falha, a descompressão cirúrgica do túnel do carpo por liberação do ligamento transverso do carpo deve ser realizada.

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Nefropatia da Espondilite Anquilosante – Como é?

Categoria(s): Distúrbios osteoarticulares, Distúrbios renais


Dicionário

espondiliteA Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que acomete preferencialmente a coluna vertebral, evoluindo para limitação funcional progressiva e anquilose (soldadura dos corpos vertebrais). Tem início da segunda a quarta década da vida, preferencialmente do sexo masculino, numa proporção de 5:1, e da raça caucasóide.  O predomínio da doença em homens jovens (a partir da fase de maturidade sexual) suscita questões sobre a importância dos hormônios sexuais na gênese da EA.

A freqüente associação com o antígeno de histocompatibilidade HLA‑B 27 faz com que a EA seja mais comum em populações caucasóides, onde sua prevalência pode chegar de 0,1 a 0,2% da população. Por sua vez, a positividade do HLA‑B 27 nos pacientes espondilíticos pode variar de 80 a 98%.

A nefropatia da espondilite anquilosante é por depósito de imunocomplexo do tipo IgA, causando, hematúria e proteinúria geralmente leves.

Diagnóstico – O diagnóstico é realizado por biópsia do tecido  renal revelando depósitos mesangiais de lgA e a amiloidose secundária podendo acometer até 5 a 10% dos pacientes espondilíticos num seguimento prolongado, evoluindo com insuficiência renal, e sendo a causa freqüente de óbito.

Referências:

1. Brooks PM:NSAIDS. In Klippel’s: Rheumatology, 2th ed, London, Mosby, 1998, p.5.1-5.6 (sec.3).

2. Clegg DO: Sulfassalazine. In Koopman WJ: Arthritis and Allied Conditions- A Textbook of Rheumatology, 13th ed, Baltimore, Willians & Wilkins, 1996,

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