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Infarto do miocárdio – Como é o eletrocardiograma?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Exames laboratoriais


Interpretação clínica


infarto diafragmático

O exame eletrocardiográfico do paciente na fase aguda do infarto pode ser normal, porém em bom número de casos apresenta algumas característica como a corrente de lesão (supradesnivelamento do segmento ST) que permite confirmar a suspeita clínica do diagnóstico. No exemplo ilustrado acima vemos uma corrente de lesão nas DII, DIII e aVF, região da parede inferior ou diafragmática do coração. Este achado eletrocardiográfico é compatível com fase aguda do infarto do miocárdio.

A artéria que irriga esta região é a coronária direita, que também dá ramo para o nó atrioventricular. Este fato é muito importante pois, assim, existe a possibilidade de isquemia do nó atrioventricular e ocorrer um bloqueio de condução elétrica do coração, o chamado bloqueio AV total (atrioventricular total), que é uma complicação grave neste já gravíssimo quadro de infarto do miocárdio.

Alguns casos de miocardite ou pericardite podem apresentar alterações do segmento ST no eletrocardiograma, confundindo com infarto do miocárdio

Referência:

Soc. Bras. Cardiol. – III Diretriz sobre o Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio 2004 Arq Bras Cardiol vol 83 supl IV set2004 [on line]

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Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios Inflamatórios, Emergências, Exames laboratoriais


Conceitos

O diagnóstico de infarto do miocárdio com a utilização dos marcadores de lesão miocárdica é extremamente importante para o início do tratamento, pois as alterações eletrocardiográficas podem demoram a surgir. Porém, este método também tem suas limitações, como veremos a seguir.

Creatinaquinase – A creatinaquinase é uma enzima que catalisa a transferência de fosfato de alta energia da molécula do trifosfato de adenosina para produzir a creatina fosfato. Embora sensível para o diagnóstico de lesão muscular, não é específica para o diagnóstico de lesão miocárdica.

Mioglobina – A mioglobina é uma hemoproteína citoplasmática de baixo peso molecular, encontrada tanto em músculo cardíaco como em periférico, sendo, portanto, inespecífica. Como é liberada rapidamente e com vida média curta, o que limita seu uso. Não é um marcador a ser utilizado para diagnóstico, principalmente por causa de sua inespecificidade (se eleva nas lesões musculares, além do cardíaco). No infarto do miocárdio, os níveis se encontram entre 0,15 e 0,5 microgramas/mL e se elevam antes da creatinoquinase.

Troponinas – As troponinas são proteínas regulatórias localizadas no músculo estriado ligadas ao aparato contrátil celular. As tropinas I e T são específicas para o diagnóstico de lesão miocárdica por possuírem cadeia de aminoácidos diferente da cadeia de aminoácidos das troponinas do músculo esquelético. A troponina C apresenta cadeia de aminoácidos idêntica para ambos os músculos; por isso, é um marcador inespecífico e não é utilizada.

Normalmente a troponina T cardíaca não está presente no sangue circulante. Sua quantificação é feito por imunoensaio. É considerada o padrão-ouro (melhor exame) entre os marcadores bioquímicos da necrose (lesão por morte) do tecido miocárdico, com excelente sensibilidade e especificidade. Os valores máximos ocorrem entre 24 e 48 horas, permancendo elevados até 14 dias após o infarto agudo do miocárdio.

Proteínas ligadas ao ácido graxo – As proteínas ligadas ao ácido graxo devem estar envolvidas no transporte de ácidos graxos de cadeia longa do sarcolema aos diferentes locais de oxidação e esterificação. Possuem baixo peso molecular de 15 kilodaltons, são hidrofílicas e encontram-se no citoplasma celular. Novos testes com anticorpo monoclonal para esse marcador estão sendo desenvolvidos, o que permitirá sua utilização futura.

Glicogênio 6 fosforilase – Glicogênio 6 fosforilase é a enzima chave para a glicogenólise e possui três isoenzimas: BB (cerebral), MM (muscular) e LL (fígado). A isoenzima BB é também encontrada no miocárdio, onde é predominante, enquanto a isoenzima MM é exclusivamente de musculatura periférica. Durante episódios isquêmicos, a glicogenólise é aumentada e grandes quantidades da isoenzima BB são liberadas.

Atinge a circulação sanguínea mais precocemente que a CK-MB e que as troponinas e apresenta reação cruzada em menos de 1% com as isoenzimas LL e MM. Dados preliminares indicam que a forma BB é um sensível marcador de lesão miocárdica.

Referências:

Birdi I, Angelini GD, Bryan AJ. Biochemical markers of myocardial injury during cardiac operations. Ann Thorac Surg 1997;63:879-84.

Mair P, Mair J, Seibt I, et al. Cardiac troponin T: a new marker of myocardial tissue damage in bypass surgery. J Cardiothorac Vasc Anesth 1993;7(6):674-8.

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Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios neurológicos, Exames laboratoriais


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