Arquivo de Distúrbios urogenitais

Menopausa – Quais as consequencias para a saúde da mulher?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios urogenitais


Consequencias

Com a menopausa ocorre um declínio abrupto na produção ovariana de estrógeno com importantes alterações no corpo da mulher como a atrofia do aparelho urológico, genital e da pele. Além disso, aumenta o risco de osteoporose, doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares, câncer colorretal, câncer de mama, alterações na retina, degeneração macular, catarata, perda dentária e distúrbios no sistema labiríntico interferindo na postura no equilíbrio, elevando o risco de quedas.

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Menopausa – Quais as ações genitais e urológicas?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios urogenitais


Efeito sobre o sistema labiríntico

Os órgãos genitais femininos são caracterizados pela abundância de receptores estrogênicos. Com a deficiência estrogênica na menopausa, ocorrem fenômenos atróficos que fragilizam estes tecidos e os tecidos vaginais e vulvares se tornam menos vascularizados. O pH vaginal se eleva aumentando a suscetibilidade a infecções. A atrofia vaginal e redução de seu tamanho podem levar ao prurido, lubrificação deficiente, dispareunia (dor no ato sexual) e uretrite pós-coital.

A bexiga, a uretra também têm grande quantidade de receptores estrogênicos, assim com a menopausa ocorre alterações atróficas que afetam a uretra, o trígono vesical e a bexiga e são acompanhadas pela redução dos receptores alfa-adrenérgicos que contribuem para a urgência urinária e incontinência urinária de esforço. Infecções no trato urinário são freqüentes.

Tratamento – Com a diminuição dos receptores estrogênicos nestes locais necessita-se de uma suplementação hormonal local para prevenir a atrofica dos tecidos e aparecimentos da incontinência urinária e cistites de repetição. Pois, as mulheres na pós-menopausa perdem a proteção estrogênica.

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Galactorreia – O que é?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios endócrinos, Distúrbios urogenitais


Dicionário

Durante a gravidez se verifica hiperplasia das células produtoras de prolactina da hipófise com resultante aumento do hormônio prolactina responsável pela produção de leite. Sob determinadas condições a mulher pode apresentar a produção de leite fora do período de amamentação. Esse fato recebe o nome de galactorreia. O excesso de produção do hormônio prolactina pode aparecer nos casos de tumores da glândula hipófise, os prolactinomas ou como efeito colateral de alguns medicamentos como os antieméticos e os procinéticos.

Prolactinomas – Dentre os tumores hipofisários se destacam os adenomas secretores de prolactina ou prolactinomas que, quando atingem maiores dimensões, podem apresentar-se como massas que ocupam a cela túrsica, levando à compressão de estruturas adjacentes como a hipófise, seio cavernoso e nervos ópticos. São classificados em microprolactinomas (diâmetro < 10 mm), os quais representam a grande maioria dos prolactinomas, e macroprolactinomas (diâmetro > 10 mm), que determinam sinais e sintomas específicos como elevada taxa de prolactina, cefaléia crônica, distúrbios visuais, sendo ainda causa comum de disfunção sexual e reprodutiva, disfunção menstrual além da galactorreia.

Tratamento – Tanto os micro como os macroprolactinomas respondem bem aos agonistas dopaminérgicos como a bromoergocriptina e a cabergolina. Foi documentado que a bromocriptina é capaz de reduzir os níveis de prolactina, bem como a massa tumoral e a cabergolina é frequentemente sugerida como primeira escolha para o tratamento dos prolactinomas por sua excelente tolerabilidade e posologia conveniente.

Antieméticos – Antieméticos e estimuladores da motilidade gastrointestinal (procinéticos) têm sua melhor indicação nos casos de síndrome do desconforto pós-prandial: .

A metoclopramida é um antagonista dopaminérgico em nível central e periférico, parecendo também possuir efeitos tipo colinérgicos. Efeitos adversos, contudo, como ansiedade, fraqueza, sonolência, inquietação, sintomas extrapiramidais, galactorreia e ginecomastia, muitas vezes limitam o uso crônico.

Referências:

Nomikos P, Buchfelder M, Fahlbusch R. – Current management of prolactinomas. J Neurooncol 2001 Sep 54(2): 139-50.
Molitch ME. – Medical management of prolactin-secreting pituitary adenomas. Pituitary 2002 5(2): 55-65.
Bronstein MD. – Prolactinomas and Pregnancy. Pituitary 2005 8:31-38.

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