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Medicina Hiperbárica – O que é?

Categoria(s): Equipamentos, Terapias complementares


Tratamento

Medicina Hiperbárica

Desde meados do século XVII tem sido observado que as pessoas que vivem nas montanhas “se sentem melhor” quando se dirigem para locais situados ao nível do mar. Este fato se deve à maior pressão atmosférica neste nível.
Lembrem-se que a pressão de O2 alveolar (PAO2) depende da pressão barométrica (sempre maior à medida que nos aproximamos do nível do mar), e uma vez que a fração de O2 é sempre mantida, em “ar ambiente”, isto é, 21%.
PAO2 = FIO2(Pb-47)-1.2(PaCO2)

Esta observação empírica permitiu o surgimento da terapia hiperbárica no século XX, com o trabalho clássico de Boerema em 1955.

1. O combate à despressurização

A medicina hiperbárica dedica-se ao estudo do tratamento de pessoas acometidas de diversas doenças nas quais podemos utilisar o O2 como agente terapêutico (que é), e das consequências decorrentes de certas situações como o mergulho, da despressurização de certos ambientes (como interior de aeronaves) ou dos benefícios advindos do tratamento em ambientes pressurizados.

No Brasil, assim como em outros países, têm ocorrido muitos sequelas graves, até fatais, com mergulhadores amadores, atendidos em Serviços de Emergência, por equipes sem informações mínimas de como conduzir o atendimento.

As médidas iniciais envolvem a oxigenação a 100%, reposições com soluções de Ringer-Lactato e controle da diurese (para tamponamento da elevação de CO2), decúbito lateral esquerdo com proteção para cabeças e vias aéreas (cabeça e os pés devem ficar no mesmo nível), como prevenção de fenômenos embólicos.

2. Oxigenoterapia Hiperbárica

A oxigenoterapia hiperbárica é uma forma de tratamento que consiste em submeter o paciente à ventilação, espontânea ou não, com oxigênio puro e em ambiente estanque e pressurizado, a chamada câmara hiperbárica (emprego da pressão do oxigênio a se administrar).

Existem inúmeras indicações para a oxigenoterapia hiperbárica, seja como tratamento principal ou como coadjuvante, em doenças agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou simplesmente inflamatória , geralmente resistentes aos tratamentos habituais. Seu emprego também tem sido aventado para o tratamento de alguns casos de nefropatia diabética, e transplantes renais.

As indicações são cientificamente reconhecidas e constam da resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1457/95.

Brito, T – Medicina Hiperbárica/Oxigenoterapia Hiperbárica – Conselho Federal de Medicina, maio/junho 2002.
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Hemodiálise – Como agir nos diabéticos?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios endócrinos, Distúrbios renais, Equipamentos


uso da insulinoterapia

Um tópico que merece destaque com relação à terapêutica dialítica peritoneal diz respeito a administração da insulina, em diabéticos, através da própria diálise. Como o paciente diabético é muito freqüente nos programas de pacientes renais mantidos em vida sob regime de diálise, deve-se saber que a introdução de insulina nas bolsas pode proporcionar um meio de se repor o hormônio por uma via mais natural do que a subcutânea, muscular ou venosa (afinal de contas, ela será reabsorvida e se dirigirá prontamente para o fígado).

Mas como calcular o quanto de insulina devemos infundir nas bolsas?

Vejamos a resposta através de um caso clínico fictício: suponhamos um paciente que faz 4 trocas diárias de bolsas (utilisando-se da técnica da CAPD), sendo 3 delas empregando bolsas com concentração de 1.5%, e uma de concentração 4.25%. Em primeiro lugar, para neutralizar esta glicose, responsável pela tonicidade das bolsas, devemos infundir 2 U de insulina regular nas bolsas de 1.5% e 4 U nas de 4.25%. Depois, dividimos o total de insulina que o paciente fazia uso (a partir de 0.4 U X Kg) antes da diálise, pelo número de trocas de bolsas que fará, e “convertemos” este número para insulina simples, regular.

Iremos adicionar esta insulina, sempre como insulina simples, às bolsas. Daí deveremos corrigir a hiperglicemia que poderá estar ainda presente: antes de realizarmos as trocas de bolsas, determinamos a glicemia por auto-monitoramento,(observe, imediatamente antes da infusão!) e então: 1- se ela estiver entre 80 e 120 mg%, retiramos 2 U dos cálculos feitos anteriormente, de quantidade de infusão da insulina; 2- glicemia entre 120 e 180 mg%, não adicionamos e nem retiramos insulina nas bolsas; 3- entre 180 e 240 mg%, adicionamos 2U; 4- entre 20 e 400 mg%, 4U e, se houver mais do que 400 mg% de glicemia, 6 U de insulina regular.

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DIU (Dispositivo Intra-Uterino) – O que é?

Categoria(s): Equipamentos, Programas de saúde, Sexualidade e DST


O DIU é um aparelho muito simples colocado dentro do útero. Os mais modernos são pequenos, feitos de plástico, com formato parecido com a letra T. São colocados pelo médico dentro da cavidade do útero por meio de um aplicador em forma de tubo, sem necessidade de cirurgia ou anestesia, o procedimento é quase indolor.

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