Menopausa – Qual o efeito sobre o cérebro?

Categoria(s): Distúrbios neurológicos


Efeito sobre o sistema nervoso central

Como na menopausa ocorre um declínio abrupto na produção ovariana de estrogênio a mulher perde os efeitos positivos deste hormônio na homeostase cerebral pela preservação da plasticidade e trofismo em diversas populações de neurônios dos sistemas nervoso central, particularmente dos neurônios responsáveis pela transmissão de informações relacionadas à memória e raciocínio. O estrogênio exerce o efeito protetor direto na sobrevivência dos neurônios através de mecanismos de neuroproteção.

Efeito terapêutico – Evidências clínicas e experimentais sugerem a função terapêutica do estrógeno sobre os neurônios após uma lesão ou doença, pelo aprimoramento das propriedades regenerativas dos neurônios motores. O estrógeno promove a secreção dos fatores intrínsecos de regeneração, a manutenção da viabilidade neuronal e a estimulação do crescimento rápido de axônios. Assim, deve sempre pensar em utilizar a terapia de reposição hormonal (TRH) nos casos de doença de Alzheimer, salvo contra indicações formais, como câncer de mama.

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Menopausa – Qual o efeito sobre o equilíbrio?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Distúrbios do equilíbrio, Distúrbios endócrinos


Efeito sobre o sistema labiríntico

As mulheres na pós-menopausa com sintomas vasomotores estão mais predispostas aos distúrbios de equilíbrio por perda perde dos efeitos positivos deste hormônio na homeostase cerebral. O hipoestrogenismo parece acarretar o aumento do risco de quedas e fraturas devido à instabilidade no sistema nervoso central que altera as condições de equilíbrio.

Tratamento hormonal – As mulheres menopausadas sofrendo de crises vertiginosas se beneficiam com o tratamento hormonal, pois o estrogênio exerce o efeito protetor direto na sobrevivência dos neurônios. Percebe-se que o tratamento fisioterápico das “labirintites” são mais eficazes na mulhere com terapia de reposição hormonal, pois o hormônio preserva da plasticidade e trofismo em diversas populações de neurônios dos sistemas nervoso central e periférico. Em conclusão, a TRH pode prevenir as crises labirínticas e as quedas nas idosas.

Obs – O termo correto é labirintopatias e não labirintite que é uma condição específica de inflamação do orgão do equilíbrio labirinto.

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Menopausa – Quais as ações genitais e urológicas?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios urogenitais


Efeito sobre o sistema labiríntico

Os órgãos genitais femininos são caracterizados pela abundância de receptores estrogênicos. Com a deficiência estrogênica na menopausa, ocorrem fenômenos atróficos que fragilizam estes tecidos e os tecidos vaginais e vulvares se tornam menos vascularizados. O pH vaginal se eleva aumentando a suscetibilidade a infecções. A atrofia vaginal e redução de seu tamanho podem levar ao prurido, lubrificação deficiente, dispareunia (dor no ato sexual) e uretrite pós-coital.

A bexiga, a uretra também têm grande quantidade de receptores estrogênicos, assim com a menopausa ocorre alterações atróficas que afetam a uretra, o trígono vesical e a bexiga e são acompanhadas pela redução dos receptores alfa-adrenérgicos que contribuem para a urgência urinária e incontinência urinária de esforço. Infecções no trato urinário são freqüentes.

Tratamento – Com a diminuição dos receptores estrogênicos nestes locais necessita-se de uma suplementação hormonal local para prevenir a atrofica dos tecidos e aparecimentos da incontinência urinária e cistites de repetição. Pois, as mulheres na pós-menopausa perdem a proteção estrogênica.

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