Feocromocitoma – O que é?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios endócrinos


Dicionário

O feocromocitoma é um tumor de ocorrência rara, que pode originar de qualquer parte do organismo onde existe tecido só sistema nervoso simpático (tecido cromafin), sendo mais freqüente em topografia de supra-renais e gânglios para-aórticos. Cêrca de 90% dos tumores originam-se das células cromafins da camada medular das glândulas adrenais (figura), sendo 7% desses bilaterais, 10% múltiplos, localização preferencialmente em espaço atrás do pâncreas (retropancreático), intestino, próstata e bexiga.

Sintomatologia – As células cromafins produzem catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) provocando o aumento súbito da pressão arterial, com cefaléia, sudorese e palpitações. Assim,  a principal manifestação do feocromocitoma é a hipertensão arterial sistêmica secundária que é a manifestação potencialmente curável cirúrgicamente. A crise hipertensiva se faz de forma súbita pela descarga de adrenalina na corrente sanguínea. Aproximadamente  0,2 % dos pacientes portadores de hipertensão arterial diastólica, tem como causa o feocromocitoma.

Glândula Adrenal Diagnóstico – A confirmação diagnóstica é através da bioquímica e possível em praticamente todos os pacientes. O exame dos produtos da catecolaminas ( ácido vanil-mandélico(VMA) e metanefrinas (MET)) na urina faz o diagnóstico em 95% dos casos.

Nos últimos anos, a utilização de análise radioisotópica através do I-131-meta-benzilguanidina, cuja estrutura farmacológica e semelhante a norepinefrina, e possuindo afinidade pelo tecido cromafin, entrando neste tecido de maneira semelhante ao hormônio natural, tem melhorado sensivelmente a capacidade diagnóstica, principalmente dos tumores de localização extra-adrenal e das metástases, outra de difícil detecção.

Tratamento – O tratamento é cirúrgico com remoção do tumor.

Referências:

Engelman K – Pheochromocytoma. Clin Endocrinol Metab, 1977;6:769-797.
Manger WM, Grifford RW Jr, Hoffman BB – Pheochromocytoma, a clínical and experimental overview. Curr Probl Cancer,1985;9:1.

Legenda:1. Rim esquerdo; 2. suprarenais; 3.Veia porta; 4. epiplom;5. intestino grosso; 6.artéria renal; 7 ureter do rim direito; 8 fígado.

Tags: , , , , , , ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Neurotransmissores – O que são?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios neurológicos


Dicionário

Neurotransmissores são substâncias químicas que se prestam para permitir o impulso nervoso de um neurônio a outro.
Os neurotransmissores são sintetizados no corpo celular do neurônio e são armazenados em vesículas sinápticas junto ao botão terminal das sinápses nervosas. Quando do impulso nervoso o neurotransmissor é liberado da vesícula sináptica para a fenda, agindo sobre os receptores específicos, que se localizam no outro neurônio após a sinápse (receptores pós-sinápticos).
Como a síntese de neurotransmissores ocorre constantemente, e em diferentes níveis celulares, se formam dois compartimentos ou “pools” de neuro-transmissores: o “pools lábil” ou recém sintetizado e o “pool fixo” ou estável. Após sua liberação, nas fendas sinápticas, o neurotransmissor pode ser metabolizado por enzimas específicas ou ser recapturado pela terminação sináptica e rearmazenado novamente nas vesículas sinápticas.
Os neurotransmissores podem ser dos seguintes tipos: Catecolamimas (Noradrenalina, Dopamina,), Indolamina (serotonina), Histamina, Acetilcolina e Ácido gama-amino-butirico “GABA”.

Tags: , , , ,


Veja Também:

Comments (3)     Envio por Email Envio por Email


Insulina – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios endócrinos, Distúrbios metabólicos


Dicionário

A glicose é uma das principais fontes de energia para nossas células, mas para as células do sistema nervoso, é a única fonte. Para essas células, ficar sem energia por tempo prolongado pode produzir danos severos e irreversíveis. Para garantir o bem estar e o bom funcionamento do organismo, como um todo, a glicemia deve ser mantida dentro de limites estáveis, o que se consegue através da interação entre ingestão de glicose, sua liberação de depósitos endógenos e a liberação de vários hormônios. Hormônios da família dos glicocorticóides, adrenalina, glucagon, hormônio de crescimento e a insulina participam da regulação dos níveis de glicose sérica.

Insulina

insulina

Dentre os hormônios, o mais importante é, sem dúvida nenhuma, a insulina. A insulina é produzida pelas células beta, localizadas nas ilhotas de Langerhans, no interior do pâncreas, e tem a função de regular a quantidade de glicose existente no organismo.

A glicose penetra nas células graças à ação da insulina. No diabetes há “falta” de insulina e portanto a glicose não penetra nas células permanecendo na circulação. O nível normal de açúcar no sangue é de 70 a 110 mg/dL. Acima de 110 e até 126 mg fala-se em intolerância à glicose e após 126mg – diabetes mellitus.

Referências:

ALBUQUERQUE Reginaldo. Hipoglicemia. Sociedade Brasileira de Diabetes. [on line]

Diabetes Mellitus. [on line]

FAJANS, Stefan S. Diabetes Mellitus; Hipoglicemias. Manual Merck, Seção 13 – Distúrbios Hormonais, Capítulo 148 – Hipoglicemia. [on line]

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Seção Conteúdo Público. O que é Diabetes? [on line]

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Diabetes Mellitus. [on line]

Tags: , , , ,


Veja Também:

Comments (1)     Envio por Email Envio por Email