Cirrose hepática – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios digestivos


Dicionário

Cirrose hepática

Como o fígado tem reserva funcional muito grande, a maior parte das pessoas desenvolve hepatites crônicas assintomaticamente. Muitos casos de cirrose hepática são diagnósticos através de exames ultrassonográficos do abdome por motivos diversos. Quando manifesta a cirrose se apresenta com fadiga, perda de peso (desnutrição), sangramentos digestivos (varizes esofagianas) aumento do volume de líquido abdominal (ascite) e numa fase mais avançada distúrbios de comportamento e quadros neurológicos (encefalopatia hepática).

o diagnóstico de cirrose hepática é, antes de tudo, histológico e os novos métodos imunoistoquímicos podem trazer subsídios para o diagnóstico etiológico. Apesar da etiologia tóxica pelo álcool ser a mais frequente muita outra etiologias devem ser afastadas. No tratamento deve existir três tipos de abordagem: a nutricional, a estabilização da lesão e a específica para a etiologia.

Referências:

Mincis M. Gastroenterologia & Hepatologia. São Paulo, 3ª ed, Lemos Editorial 2002

Mattos AA, Dantas W. editores. Compêndio de hepatologia. 2ª ed. São Paulo, Fundo Editorial Byk. 2001

Coelho JCV. Aparelho Digestivo. Clínica e Cirurgia. São Paulo, Atheneu 2005

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Insuficiência cardíaca direita – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios cardiocirculatórios


Conceito

Insuficiência cardíaca direita

A insuficiência cardíaca direita (ICD) se apresenta em decorrência de falência crônica da função ventricular direita. Como o ventrículo direito funciona principalmente na forma de capacitância estes fenômenos ocorrem de forma lenta e gradual. Os sinais e sintomas apresentados pelos pacientes são de edema periférico (inchaço nos pés, pernas, abdome e braços), congestão visceral – figado com hepatomegalia dolorosa, esplenomegalia e edema das alças abdominais, além de coleção de líquido entre as serosas (ascite, derrame pleura, derrame pericárdico). As veias mostram-se bastante distendidas, especialmente as jugulares e safenas.

As imagens mostram a congestão hepática e a dilatação das veis supra hepáticas.

Estudo hemodinâmico – Em secção transversal o ventrículo direito (VD) tem a forma de meia-lua, na qual a parede livre é côncava e o septo convexo; o VD apresenta 1/3 da espessura do VE sendo irrigado predominantemente pela artéria coronária direita.

A pressão sistólica normal é de 25 mmHg – 30 mmHg e a diastólica final de 0 mmHg – 5 mmHg. Devido a baixa pressão sistólica, os vasos coronarianos intramiocárdicos não são comprometidos nesta fase, portanto, ao contrário do VE, sua perfusão é bifásica (sistólica e diastólica). Nas situações de importante aumento da pós-carga, a elevação da pressão sistólica comprime os vasos intramiocárdicos, ficando a perfusão dependente da fase diastólica o que agrava a função contrátil e a IC direita.

Este fato ocorre com a súbita oclusão das artérias pulmonares resultante das embolias pulmonares, sendo que estas dependerão da severidade da área vascular ocluída, da capacidade do VD em vencer a elevação da pós-carga e da reserva de perfusão coronária direita para este ventrículo.

Veja – Cor pulmonale

Referências:

Westaby S, Karp RB, Blackstone EH, Bishop SS – Adult human valve dimensions and their surgical significance. Am J Cardiol. 1984;53:553.

Cournand A, Ranges HÁ – Catheterization of the right auricle in man. Proc Soc Exp Biol. 1941;46:462.

Kitabatake A, Inouse M, Asão M et al – Noninvasive evaluation of pulmonary hypertension by a pulsed Doppler technique. Circulation 1983;68:302-309.

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