Miocardite viral – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Manifestações clínicas

A apresentação clínica da miocardite comporta duas fases distintas: aguda e crônica, com uma fase subaguda intermediária nem sempre claramente delimitada. Na fase aguda pode haver sintomas relacionados à infecção: mal-estar, febre, mialgias, faringite, e manifestações de infecção das vias aéreas superiores e do trato gastrointestinal.

À ausculta do coração chama a atenção a presença de taquicardia persistente e desvinculada do quadro de insuficiência cardíaca. A menos que haja bloqueio atrioventricular ou sinoatrial.

Terceira bulha é freqüente, assim como a ausculta de sopro sistólico de regurgitação mitral, com irradiação variável para axila e dorso. Eventualmente pode-se ouvir atrito pericárdico, denotando acometimento concomitante dessa membrana (miopericardite). Outras manifestações cardiovasculares incluem sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva e baixo débito anterógrado: estase jugular, edema de membros inferiores, aumento do figado (hepatomegalia), estertores pulmonares, pulso filiforme (alternante, nos casos mais graves), palidez cutaneomucosa, etc.

Há ocasiões, no entanto, nas quais a miocardite aguda é totalmente silenciosa do ponto de vista clínico, passando despercebida ou, mais raramente, tendo na morte súbita e nos quadros sincopais sua primeira manifestação.

Referências:

Arteaga E, Pereira Barretto AC, Mady C. O dilema na terapêutica das miocardites. Arq Bras Cardiol 1994;62:281-3.

Burch G, Giles TD. The role of viruses in the production of heart disease. Am J Cardiol 1972;29:231-40.

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Pericardite – Como se manifesta?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


A pericardite aguda, geralmente, se manifesta com dor em aperto no peito, continua, que aumenta com a inspiração profunda, rotação do tórax. O alivio ocorre quando o o paciente assume instintivamente, a posição sentada curvando-se para frente, colocando o peito em direção aos joelhos  (posição genu-peitoral). A dor é resultante do atrito entre os folhetos pericárdicos e melhora quando existe acumulo de líquido (derrame pericárdico) e estes folhetos ficam afastados.

Os outros sintomas cardíacos da pericardite são: dispnéia (falta de ar), taquicardia e tamponamento cardíaco. A pericardite pode apresentar-se com manifestações sistêmicas como febre, dores articulares, fadiga e lesões cutâneas.

O átrio pericárdico é o achado característico da doença.  Este sinal deve ser pesquisado com o paciente em várias posições, ocorrendo muitas vezes a medida que o coração e mobilizado e os folhetos pericárdicos se aproximam. O médico pode diagnosticar o atrito pericárdico palpando como um roçar sob a mão na região do peito, ou auscultando como um ruído curto e rangente, como “ruído de couro de sapato novo”. A sensibilização da ausculta e feita com a compressão da parte do diafragma do estetoscópio contra a parede torácica. Os achados propedêuticos da pericardite dependem da velocidade de formação deste do líquido entre os folhetos do pericárdio, chamado derrame pericárdico.

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