Avaliação geriátrica ampla (AVA) – O que é?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Dicionário, Programas de saúde


A avaliação geriátrica ampla (AGA) foi iniciada por volta de 1930 e consequentemente através de novos estudos e pesquisas foi se difundindo tendo seu conceito cada vez mais conhecido. A médica britânica Marjory Warren interessou pela importância da AGA, após ter assumido um hospital com pacientes incapacitados, deu inicio a uma reabilitação a todos, conseguindo a alta para a maioria, depois de um planejamento e um diagnostico preciso teve a indicação para internações em clinicas de longa permanência. A AGA são elementos de um exame clinico eficaz, avaliação neuropsicológicos, e uma avaliação do âmbito social de cada idoso ou uma população.

Basicamente interdisciplinar, objetivando um planejamento do cuidado e um acompanhamento em longo prazo aos idosos, baseado em escalas e testes quantitativos, assim tendo uma visão do idoso como um “todo”. Por ser um método que contem instrumentos que quantificam a capacidade funcional e avaliam limites psicológicos e sociais, há conseqüentemente uma intervenção, no ato da internação, da reabilitação, ou apenas de aconselhamento.

A AGA tem utilidades trazendo benefícios para o idoso em sua individualidade com um diagnóstico preciso determinando o grau e a extensão da incapacidade motora, psíquica e mental, identificando riscos funcionais, estado nutricional, indicando novas especialidades para restaurar e preservar a saúde, estabelecendo medidas de prevenção. Ainda na avaliação individual há a orientação ou observação em mudanças e adaptações ambientais em que vive, reduzindo suas desvantagens e preservando sua independência. Por fim, estabelece critérios para indicação de internação hospitalar ou instituições de longa permanência. A AGA também consiste em benefícios a nível populacional, onde se avalia a capacidade funcional e a qualidade de vida, assim identificando populações de riscos para medidas de prevenção, servindo de planejamento para ações e políticas de saúde.

A Organização Mundial de Saúde conceitua e classifica três diferentes domínios em que um determinado dano ou lesão pode causar disfunção para o paciente:

1. Deficiência (Impairment) – anomalia ou perda da estrutura corporal, aparência ou função de um órgão ou sistema;

2. Incapacidade (Disability) – restrição ou perda de habilidades;

3. Desvantagem (Handicap) – restrições ou perdas sociais e/ou ocupacionais experimentadas pelo indivíduo.

Conclui-se que a avaliação geriátrica ampla tem como objetivo identificar as deficiências, incapacidades e desvantagens que os idosos apresentam, quantificando e identificando os mais frágeis e de alto risco, estabelecendo medidas preventivas, terapêuticas e de reabilitação, resultando em aconselhamento apenas, ou internação em hospitais ou clínicas de longa permanência

Porém há estudos que indicam falhas nestas avaliações geriátricas amplas, por não serem adaptadas na utilização para nossa população. Apenas 2 são adaptadas ao Brasil, e mesmo assim são usadas sem uma adaptação formal prévia, onde a avaliação é incompleta e pouco sistematizada no Brasil.

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Fragilidade – Como entender?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Cuidados preventivos, Dicionário, Programas de saúde


Entendendo o assunto

Idosa

Fragilidade é o estado de redução da reserva dos diversos sistemas fisiológicos determinada pelo efeito combinado do envelhecimento biológico, condições crônicas e abuso (tabagismo, alcoolismo) ou desuso (sedentarismo), priva os idosos de uma “margem de segurança” e aumenta a susceptibilidade às doenças e à incapacidade. Com a idade ocorre o declínio de em média 50% da capacidade vital pulmonar e do fluxo sangüíneo renal entre os 30 e 80 anos de idade. Em condições limítrofes de equilíbrio, eventos simples como uma infecção respiratória podem desencadear conseqüências em outros sistemas como a descompensação de insuficiência cardíaca e insuficiência renal, elevando a mortalidade.

No estado de fragilidade é comum observar manifestações atípicas de doenças comuns, como sintomas respiratórios predominando na apresentação clínica da pielonefrite ou ausência de dor e sinais de irritação peritoneal em pacientes com apendicite, determinando dificuldades adicionais ao diagnóstico e agravando o prognóstico. Por serem tão comuns na população idosa, algumas condições foram denominadas “gigantes da geriatria”: virtualmente qualquer agravo à saúde do idoso pode se manifestar como – ou determinar – o surgimento de instabilidade postural e quedas, incontinências, demência, delirium, imobilidade e depressão.

Por outro lado, a freqüência com que estes diagnósticos deixam de ser firmados deu origem a outro termo, o “fenômeno do iceberg”, que alerta para a grande proporção de condições clínicas ocultas, ou “submersas”. A abundância de diagnósticos incorretos ou mesmo corretos não raro provoca outros problemas comuns em pacientes idosos como o uso inadequado de drogas e a polifarmácia.

Dessa forma e considerando-se as múltiplas faces das apresentação da fragilidade houva a necessidade de se padronizar um instrumento que avalia-se as condições clínicas do idoso. Para tanto, a avaliação geriátrica ampla.

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