Botox (Toxina botulínica) – O que é?

Categoria(s): Distúrbios neurológicos, Distúrbios urogenitais, Terapias complementares


Tratamento

A Toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que age nas placas neuromusculares impedindo a liberação do neurotransmissor acetilcolina, e consequentemente que o músculo se contraia. Foi usado inicialmente para corrigir problemas neuromusculares, como espasmo na pálpebra e estrabismo. Hoje vem sendo utilizada nas clínicas de estética para suavizar rugas de espressão, com também nos casos de distonias (doença neurológica com movimentos involuntários de piscar os olhos, torcer o pescoço, retorcer o tronco), hiperidrose (transpiração excessiva) e bexiga hiperativa.

Uso nas sequelas de ACV – Pessoas que sofreram um derrame cerebral (Acidentes vascular cerebral) e ficaram com rigidez muscular que impede a locomoção ou o uso do braço lesado podem se beneficiar com injeções de toxina butulínica nos músculo flexores liberando o movimento do braço ou da perna paralizada. Este procedimento deve ser feito por médico neurologista, que muitas vezes utilizam medicamentos antiespasmódicos como tizanide e baclofen, que usados via oral atinge todos os músculos indistintamente e não somente os afetados pela paralisia.

Uso na incontinência urinária – A bexiga hiperativa é uma alteração funcional que obriga a pessoa urinar inúmeras vezes durante o dia (mais de oito vezes) ou urgência, caso contrário perde urina involuntariamente. Este fato causa muito estresse e reclusão social, onde a pessoa evita de sair de casa pelo constrangimento de nnao conseguir segurar a urina. Nas pessoas normais, o nervo parassimpático libera o neurotransmissor acetilcolina em quantidade suficiente para que ele se una ao músculo da bexiga (músculo detrussor), que se contrai e libera a urina quando a bexiga estiver cheia (aproximadamente 400 mL).  Nas pessoas com incontinência urinária por bexiga hiperativa, há um excesso de liberação de acetilcolina e a bexiga passa a contrair involuntariamente a toda hora e a pessoa perde urina antes mesmo de conseguir chegar ao banheiro. Injeções  (aproximadamente 30 aplicações) de toxina botulínica no músculo da bexiga realizado por médico urologista, via uroscópia, ajuda a controlar o problema. O efeito é de nove meses a um ano, devendo ser repetido o procedimento após este período.

Contraindicação – A toxina butilínica é contra indicada nos pacientes com insuficiência respiratória.

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BOTULISMO – O que é?

Categoria(s): Bacilo, Dicionário, Distúrbios neurológicos, Emergências


Dicionário

O Botulismo é uma doença não-contagiosa, resultante da ingestão e absorção pela mucosa digestiva de toxinas pré-formadas do Clostridium botulinum, que levam a pessoa a um quadro de paralisia motora progressiva pela ação de potente neurotoxina. Apresenta-se sob três formas: Botulismo alimentar, Botulismo por ferimentos e Botulismo intestinal. O local de produção da toxina botulínica é diferente em cada uma dessas formas, porém todas se caracterizam clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrintestinais. É uma doença de elevada letalidade, considerada como emergência médica e de saúde pública. Para minimizar o risco de morte e sequelas, é essencial que o diagnóstico seja feito rapidamente e o tratamento instituído precocemente por meio das medidas gerais de urgência.

O Clostridium botulinum é um bacilo anaeróbio, gram-positivo, formador de esporos, encontrado no solo, água, matéria orgânica de origem animal e vegetal, e no trato gastrointestinal dos animais. Os esporos são extremamente resistentes, podendo sobreviver por longos períodos nos mais diversos ambientes, proliferando em carcaças ou material vegetal em decomposição, nos quais produz a neurotoxina que, quando ingerida, causa a doença.

Referência:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

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