Colite isquêmica – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios digestivos, Emergências, Infectologia


Dicionário

Doenças isquêmicas intestinais

Existe três padrões típicos de doenças isquêmicas intestinais, cada um com fisiopatologia e terapia características: isquemia mesentérica crônica, isquemia mesentérica aguda e colite isquêmica.

Colite isquêmica - A colite isquêmica é resultante do baixo fluxo no mesentério, decorrente de hipotensão, desidratação, hipercoagulabidade e vasculite. O lado esquerdo do cólon é a região mais freqüentemente afetada. As “impressões digitiformes”, ou haustrações edemaciadas, podem ser vistas nas radiografias de abdome. Neste caso devemos fazer o diagnóstico diferencial com megacólon tóxico, que é uma complicação grave da retocolite ulcerativa, que apesar da baixa indicidência, tem alta mortalidade (25% a 30%). A figura ilustra essa situação.

A presença de dor abdominal, diarréia, sangramento intestinal e inflamação no angulo esplênico do cólon caracteriza a colite isquêmica. O local mais comum de isquemia do cólon é o ângulo esplênico, a área divisória de fluxo (watershed) entre as artérias cólica média e mesentérica inferior. Estreitamento da luz intestinal com ulceração em área claramente demarcada é típico. Fatores predisponentes incluem desidratação, hipercoagulabilidade, baixo fluxo (arteriopatia aterosclerótica) e infecção por Escherichia coli.

Diagnóstico – Avaliação endoscópica pode mostrar a escassez de vasos, ulcerações aftóides e áreas de inflamação, fortemente demarcadas.

Tratamento – O tratamento de colite isquêmica consiste em hidratação e antibióticoterapia. Menos de 20% de pacientes necessitarão de ressecção do segmento intestinal afetado.

Referência:

Greenwald DA, Brandt LJ – Colonic ischemia. J Clin Gastroenterol. 1991;27:122-128.

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Isquemia intestinal – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios digestivos


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Doenças isquêmicas intestinais

Existe três padrões típicos de doenças isquêmicas intestinais, cada um com fisiopatologia e terapia características: isquemia mesentérica crônica, isquemia mesentérica aguda e colite isquêmica.

Colite isquêmica – A colite isquêmica é resultante do baixo fluxo no mesentério, decorrente de hipotensão, desidratação, hipercoagulabidade e vasculite. O lado esquerdo do cólon é a região mais freqüentemente afetada. As “impressões digitiformes”, ou haustrações edemaciadas, podem ser vistas nas radiografias de abdome. Neste caso devemos fazer o diagnóstico diferencial com megacólon tóxico, que é uma complicação grave da retocolite ulcerativa, que apesar da baixa indicidência, tem alta mortalidade (25% a 30%). A figura ilustra essa situação. Avaliação endoscópica pode mostrar a escassez de vasos, ulcerações aftóides e áreas de inflamação, fortemente demarcadas.

A presença de dor abdominal, diarréia, sangramento intestinal e inflamação no angulo esplênico do cólon caracteriza a colite isquêmica. O local mais comum de isquemia do cólon é o ângulo esplênico, a área divisória de fluxo (watershed) entre as artérias cólica média e mesentérica inferior. Estreitamento da luz intestinal com ulceração em área claramente demarcada é típico. Fatores predisponentes incluem desidratação, hipercoagulabilidade, baixo fluxo (arteriopatia aterosclerótica) e infecção por Escherichia coli. O tratamento de colite isquêmica consiste em hidratação e antibióticoterapia. Menos de 20% de pacientes necessitarão de ressecção do segmento intestinal afetado.

Isquemia mesentérica aguda – Isquemia mesentérica aguda é resultante do embolismo na artéria celíaca ou mesentérica superior causada por valvopatia mitral e/ou aórtica ou fibrilação atrial. Pacientes que apresentem um estado de baixo fluxo (Ex. desidratação) e hipercoagulabilidade podem sofrer isquemia mesentérica aguda por trombose arterial. Clinicamente, esses pacientes apresentam dor periumbilical súbita e grave, náuseas, vômitos, sensibilidade abdominal difusa à palpação, leucocitose e íleo adinâmico. O pronto reconhecimento desta doença é vital, porque o tratamento imediato é fundamental. Angiografia de urgência, seguida de trombólise ou cirurgia imediata, é a única forma de prevenir o infarto mesentérico e a alta mortalidade associada.

Isquemia mesentérica crônica – A isquemia mesentérica crônica (angina intestinal) é causada por diminuição do fluxo sangüíneo devido à aterosclerose dos vasos mesentéricos proximais. Achados típicos são dor abdominal pós-prandial, medo de se alimentar e grande perda de peso. O diagnóstico pode ser sugerido por ultrassonografia doppler dúplex ou angiografia mesentérica.

Tratamento – revascularização cirúrgica ( com melhores resultados) ou angioplastia

Referências:

Greenwald DA, Brandt LJ – Colonic ischemia. J Clin Gastroenterol. 1991;27:122-128.

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Isquemia mesentérica – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios digestivos, Emergências


Existe três padrões típicos de doenças isquêmicas intestinais, cada um com fisiopatologia e terapia características: isquemia mesentérica crônica, isquemia mesentérica aguda e colite isquêmica.

Isquemia mesentérica aguda – Isquemia mesentérica aguda é resultante do embolismo na artéria celíaca ou mesentérica superior causada por valvopatia mitral e/ou aórtica ou fibrilação atrial. Pacientes que apresentem um estado de baixo fluxo (Ex. desidratação) e hipercoagulabilidade podem sofrer isquemia mesentérica aguda por trombose arterial. Clinicamente, esses pacientes apresentam dor periumbilical súbita e grave, náuseas, vômitos, sensibilidade abdominal difusa à palpação, leucocitose e íleo adinâmico. O pronto reconhecimento desta doença é vital, porque o tratamento imediato é fundamental.

Diagnóstico e tratamento – Angiografia de urgência, seguida de trombólise ou cirurgia imediata, é a única forma de prevenir o infarto mesentérico (também conhecido com infarto intestinal) e a alta mortalidade associada.

Isquemia mesentérica crônica – A isquemia mesentérica crônica (angina intestinal) é causada por diminuição do fluxo sangüíneo devido à aterosclerose dos vasos mesentéricos proximais. Achados típicos são dor abdominal pós-prandial, medo de se alimentar e grande perda de peso. O diagnóstico pode ser sugerido por ultrassonografia doppler dúplex ou angiografia mesentérica.

Tratamento – revascularização cirúrgica ( com melhores resultados) ou angioplastia

Colite isquêmica – A colite isquêmica é resultante do baixo fluxo no mesentério, decorrente de hipotensão, desidratação, hipercoagulabidade e vasculite. A presença de dor abdominal, diarréia, sangramento intestinal e inflamação no angulo esplênico do cólon caracteriza a colite isquêmica. O local mais comum de isquemia do cólon é o ângulo esplênico, a área divisória de fluxo (watershed) entre as artérias cólica média e mesentérica inferior. Estreitamento da luz intestinal com ulceração em área claramente demarcada é típico. Fatores predisponentes incluem desidratação, hipercoagulabilidade, baixo fluxo (arteriopatia aterosclerótica) e infecção por Escherichia coli.

Diagnóstico – Avaliação endoscópica pode mostrar a escassez de vasos, ulcerações aftóides e áreas de inflamação, fortemente demarcadas. Neste caso deve-se fazer o diagnóstico diferencial com megacólon tóxico, que é uma complicação grave da retocolite ulcerativa, que apesar da baixa indicidência, tem alta mortalidade (25% a 30%).

Tratamento – O tratamento de colite isquêmica consiste em hidratação e antibióticoterapia. Menos de 20% de pacientes necessitarão de ressecção do segmento intestinal afetado.

Referências:

Greenwald DA, Brandt LJ – Colonic ischemia. J Clin Gastroenterol. 1991;27:122-128.

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