Síndrome de Eisenmenger – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios genéticos


Cardiopatia congênita

Síndrome de Eisenmenger

Algumas cardiopatia congenitas como persistência do canal arterial e a comunicação interventricular congênita devido o do canal arterial de comunica a aorta com a pulmonar e o defeito no septo interventricular o sangue da aorta ou do ventrículo esquerdo, que estão em regime de maior pressão, passa para a artéria pulmonar e o ventrículo direito respectivamente, durante a sístole ventricular, provocando o chamado “shunt” esquerda/direita. Este volume de sangue a mais que chega no ventrículo direito é ejetado em cada sístole a arvore arterial pulmonar, causando aumento de fluxo sangüíneo para o pulmão (hiperfluxo pulmonar). Ao longo do tempo, este regime maior de fluxo para o pulmão acaba provocando aumento da pressão nas artérias pulmonares (normal de 35 a 40 mmHg) e posteriormente aumento da resistência vascular pulmonar causando aumento da parede das arteríolas e artérias pulmonares (veja figura abaixo) e nos graus extremos provoca a a chamada Síndrome de Eisenmenger.

A síndrome de Eisenmenger é uma condição extrema gravidade causando grande aumento da parede do ventrículo direito e posteriormente insuficiência cardíaca e cianose.

O exame radiológico do tórax mostra fluxo das artérias pulmonares quase que exclusivamente na região do hilo torácico e muito pouco vasos na periferia dos pulmões, chamada imagem de árvore podada.

A área cardíaca mostra aumento do ventrículo direito e grande dilatação da artéria pulmonar.

TRATAMENTO – O melhor tratamento é o preventivo com correção cirúrgica precoce dessas anomalias congênitas evitando o hiperfluxo pulmonar é o aumento da resistência pulmonar com suas consequências. Nos casos em que já ocorreu a síndrome de Eisenmenger o tratamento médico é de suporte. A hipertensão pulmonar pode ser tratada com antagonista da prostaciclina e da endotelina, e nos casos extremos as medidas heróicas de transplante coração-pulmão.

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Comunicação interventricular (CIV) – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Cardiopatia congênita

COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR CIV

A comunicação interventricular congênita  resulta de defeitos do septo interventricular que é composto de três partes musculares: câmara de entrada, porção trabecular e câmara de saída, além do componente fibroso, denominado septo membranoso.

Manifestações Clínicas - Nas comunicações interventriculares devido o defeito no septo interventricular o sangue do ventrículo esquerdo, que está em regime de maior pressão, passa para o ventrículo direito durante a sístole ventricular, provocando o chamado “shunt” esquerda/direita. Este volume de sangue a mais que chega no ventrículo direito é ejetado em cada sístole a arvore arterial pulmonar, causando aumento de fluxo sangüíneo para o pulmão (hiperfluxo pulmonar). Ao longo do tempo, este regime maior de fluxo para o pulmão acaba provocando aumento da pressão nas artérias pulmonares (normal de 35 a 40 mmHg) e posteriormente aumento da resistência vascular pulmonar causando nos graus extremos a chamada Síndrome de Eisenmenger.

As alterações hemodinâmicas dependem do tamanho do defeito, da relação entre a resistência sistêmica e pulmonar e da presença de lesões associadas. Cerca de 25% das CIV fecham-se completamente, aproximadamente 40% diminui de diâmetro até os seis anos de idade, ou seja, o coração cresce proporcionalmente mais que o orifício da CIV. O paciente que já apresentou insuficiência cardíaca congestiva (ICC) exibe incidência menor de fechamento espontâneo da CIV (7%). As CIVs podem ser classificadas anatomicamente e clinicamente, nesta última forma em defeitos pequenos, moderados e graves.

ECODOPPLERCARDIOGRAMA – ECO As CIVs são perfeitamente identificáveis pelo uso do eco color. É possível medir o defeito, bem como estimar o gradiente pressórico através deste. Quando o gradiente é alto o orifício de comunicação entre os ventrículos é pequeno e sem sobrecarga de volume de sangue nas câmaras direitas. O uso do color-doppler é fundamental para a localização das pequenas CIVs, sobretudo nas causadas por defeito no septo trabecular (muscular).

INDICAÇÃO CIRÚRGICA – A indicação de correção cirúrgica pelo ecodoppler ou cateterismo cardíaco se baseia na verificação da pressão pulmonar elevada, acima de 50% da pressão arterial sistêmica. Os fatores determinantes da época ideal para a correção cirúrgica são: 1. risco operatório com relação à idade; 2. qualidade da correção cirúrgica (paliativa ou definitiva); 3. efeitos deletérios pré-operatórios da lesão sobre o miocárdio, vasculatura pulmonar e sua reversibilidade.

Referência:
Zamorano MMB – Aspectos anatômicos das cardiopatias congênitas não cianogênicas. RSCESP. 1993 3(1):17-28.
Soto B et al – Ventricular septal defect: a surgical viewpoint. J Am Cardiol 1989;14:1291-1297.
Ribeiro RC – Conduta diante das comunicações interventriculares isoladas. Arq Bras Cardiol. 1988;50(5):351-357.
Ebaid M, Azeka E, Ikari NM, Atik E – Cardiopatia Congênita – Classificação e aproximação diagnóstica. RSCESP 1933;3(1):9-16.
Kaplan S et al – Natural history of ventricular septal defect. Am J. Child. 1963;105:581.
Kirklin JW, DuShane JW – Indication for repair of ventricular septal defects . Am J Cardiol.1963;12:75.

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