Furunculose – O que é?

Categoria(s): Distúrbios da pele, Infectologia


Dicionário

stafilococcus

As infecções cutâneas superficiais como, impetigo, foliculite, furunculose, são muito comuns, mesmo em pessoas idosas saudáveis, e podem ser tratadas com antibióticos locais ou orais. Já, processos mais profundos, abscessos subcutâneo, antraz, freqüentemente requerem incisão e drenagem. As bactérias mais comuns nesses processos são Streptococcus pyogenes e Stafilococcus aureus (figura abaixo). Com excessão do impetigo, que é uma infecção restrita à epiderme superficial, as infecções  estafilocóccicas cutâneas estão centradas em torno dos folículos pilosos.

O furúnculo é uma inflamação supurativa focal da pele e de tecidos subcutâneos, tanto isoladas como múltiplas ou recorrentes. São mais frequentes nas áreas úmidas e cobertas com cabelos, como face, axilas, virilha, pernas e dobras submamárias.

Portadores de diabetes Mellitus ou insuficiência renal crônica (especialmente aqueles em regime de hemodiálise) podem apresentar furunculose recorrente, muitas vezes necessitando de drenagem por incisão. Estes paciente podem ser portadores de S. aureus na cavidade nasal.

Referências:

Chapnick EK, Abter EI – Necrotizing solt-tissue infections. Infect Dis Clin North AM. 10:835-855,1996.

Warren HS – Strategies for treatment of sepsis N Engl J Med 336:952-953,1997.

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Diabetes mellitus – Qual o papel da terapia antioxidante?

Categoria(s): Terapias complementares


Resenha

Por ser uma doença plurimetabólica o diabetes mellitus apresenta o estresse oxidativo como o seu maior e mais importante comemorativo. Além do aumento dos lipoperóxidos, os diabéticos apresentam níveis de glutationa eritrocitária baixos, rápido consumo de ascorbato e altas concentrações de dehidroascorbato plasmáticos com menores concentrações de tocoferol (vitamina E) plaquetárias.

frutasNo controle deste grande estresse oxidativo podemos utilizar uma gama enorme de medicamentos, das mais diversas categorias como: minerais, vitaminas, aminoácidos, nutrientes e fitoterápicos.

1. Aminoácidos

Arginina intensifica o aumento da secreção de hormônios e insulina com efeitos anabólicos em pacientes no pós-operatório.

Cisteína – O diabético tem um aumento da necessidade de cisteína.

A cisteína e a metionina são importantes na síntese do ácido lipóico que provém do ácido linolêico. O ácido lipóico pode reduzir a necessidade de insulina e é benéfico no diabetes. Funciona bem na neuropatia diabética. Dose do ácido alfa-lipóico: 100 a 600 mg/dia por 3 meses, via oral.

Ornitina intensifica o aumento da secreção de hormônios e insulina com efeitos anabólicos em pacientes no pós-operatório.

Taurina – O diabético tem um aumento da necessidade de taurina. Durante a cetose, pacientes diabéticos excretam grandes quantidades de aminoácidos sulfidrílicos.

A L-glutamina é essencial para o transporte de nitrogênio e à proteção contra os radicais livres (como precursor da glutationa). Utilizado em doses de 2 a 4 gramas/dia.

2. Enzimas

Coenzima Q10 – Atua na cicatrização do tecido gengival e periodontal, possui sinergismo com a vitamina E, potencializando a antioxidação, diminuí a toxicidade de vários medicamentos de uso contínuo em patologias crônicas como o diabetes, Parkinson e Alzheimer. Dose recomendada: 10 mg a 30 mg, 3 vezes ao dia.

3. Fitoterápicos

Bioflavonóides – Os bioflavonóides aumenta a absorção e a utilização da vitamina C. Possui atividade anti-viral quando combinado com a vitamina C. Previne processos de inativação da vitamina C pela oxidação dos radicais livres. Sugestão de formulação: 100 mg de bioflavonóides + 500 mg de vitamina C + 100 mg de rutina, 3 vezes ao dia.

Ginkgo bibloba -Protege as membranas celulares contra os radicais livres. Dose recomendada: – de 120 a 160 mg/dia, podendo até ser triplicada sem efeitos colaterais.

4. Lipídeos

Ácidos graxos -As deficiências de ácidos graxos essenciais ou alterações metabólicas podem levar à redução na efetividade da insulina, causando: opacificação da córnea, dificuldades na cicatrização, atrofia glandular, dificuldade na retenção da glicose e aumento do risco da aterosclerose. Dosagem recomendada : ômega 6 – 1 a 4 gramas ao dia.

O ácido lipóico pode reduzir a necessidade de insulina e é benéfico no diabetes. Funciona bem na neuropatia diabética.

Dose do ácido alfa-lipóico: 100 a 600 mg/dia por 3 meses, via oral ou injetável.

5. Minerais

Cromo -O fator de tolerância à glicose (GTF) regula a homeostase da glicose orgânica e é dependente de cromo; – o GTF melhora a ligação de insulina com os seus receptores, altera o metabolismo lipídico e secundariamente o metabolismo glicídico. Deverá ser realizada a suplementação com cromo em pacientes diabéticos não insulino-dependentes. Dosagem: picolinato de cromo: 50 a 400 mcg/dia.

Cobre – O cobre é grande gerador de radicais livres, só devendo ser reposto se houver deficiência severa. Apesar da deficiência de cobre estar associada com alteração da tolerância à glicose, em modelos experimentais, a deficiência de cobre não é um problema muito comum no diabetes. Dosagem de cobre quelado: 0,5 a 2,0 mg/dia

Manganês -A deficiência de manganês reduz a atividade da insulina. O manganês é necessário para ativação de enzimas-chave para converter a glicose em energia, por tanto, sendo, essencial para a fosforilação oxidativa.Dosagem do manganês quelado: 10 a 20 mg/dia.

Magnésio – O magnésio está envolvido na homeostase da glicose. Os diabéticos com glicosúria e cetoacidose podem ter perdas excessivas de magnésio pela urina. O Mg modula o transporte de glicose através das membranas celulares. É um cofator em várias vias enzimáticas, envolvendo oxidação da glicose. Altas doses de magnésio pode gerar depressão e fraqueza muscular.Dosagem do magnésio quelado: 50 a 500 mg/dia.

Vanádio – O vanádio é constituinte da estrutura química da insulina, emimetiza a ação da insulina nos adipócitos por diminuir a atividade das enzimas envolvidas na gliconeogênese.
Dosagem do vanádio quelado: 200 mcg/dia.

Zinco – A deficiência de zinco está associada com a redução da secreção da insulina e ao aumento da resistência tissular à insulina. O zinco aumenta a ligação da insulina às membranas dos hepatácitos. O efeito do zinco sobre a secreção de insulina é bifásico; concentrações muito altas ou muito baixas alteram a secreção insulínica. A deficiência severa de zinco pode ocasionar a intolerância à glicose. Dosagem de zinco quelado: 10 a 100 mg/dia

6. Vitaminas

Vitamina A – A vitamina A é essencial à visão (principalmente à visão noturna); regulação da divisão celular; reprodução masculina e feminina; imunidade; anti-neoplásica (especialmente do parênquima respiratório); produção de hemácias; acelera a cicatrização de tecidos; combate as doenças de pele; pode reverter o envelhecimento.Dosagem: Vitamina A (retinoi): 5.000 a 20.000 Ul por dia via oral.

Betacaroteno (pró-vitamina A): 1 0.000 a 25.000 Ul por dia via oral. Os diabéticos podem ter dificuldades em transformar o betacaroteno em retinol. A enzima que faz esta conversão estará diminuída se houver deficiência protéica (cerca de 50%). Altas doses de vitamina A pré-formada (retinol), poderão ocorrer efeitos colaterais de toxicidade (emagrecimento, perda do apetite, problemas na formação óssea, problemas hepáticos e menstruais).

Vitamina B2 (riboflavina) – Denominada riboflavina é também conhecida como vitamina G. Não é encontrada abundantemente nos alimentos, sendo sua deficiência muito comum. Componente essencial de enzimas produtoras de energia e atuantes nos processos de oxirredução, atuando, também, no metabolismo de lipídios e proteínas. Dosagem: 10 a 100 mg

Vitamina B3 (nicotinamida) – Há dois tipos de compostos vitamínicos: niacina (ácido nicotínico) e nicotinamida. A niacina é uma das vitaminas do complexo B mais estáveis. A vitamina B3 está envolvida na produção de Energia. Utilizando o triptofano, na presença das vitaminas B1, B2 , o organismo é capaz de produzir sua própria niacina (60mg de triptofano sintetizam 1 mg de B3). No organismo a niacina converte-se nas formas ativas de coenzimas NAD (Nicotinamida adenina di nucleotídeo) e NADPH2. Participa em mais de 50 reações metabólicas, rápidamente absorvida e estável resistindo ao calor e alcoois.

Vitamina B5 (ácido pantotênico) – Denominada ácido pantotênico ou panteonato de cálcio, acha-se presente na totalidade das células vivas e funciona como parte da coenzima A. É bastante comum na alimentação e amplamente sintetizada no intestino humano. Citada, por alguns autores, como vitamina “anti-stress”, por estar ligada à função adrenocortical.

Vitamina B6 – Relaciona-se a dois compostos: fosfato de piridoxal (que é a forma ativa) e piridoxina. A vitamina B6 intervém em grande série de reações metabólicas, especialmente no metabolismo dos aminoácidos e no SNC, quando participa da formação do ácido gama-aminobutírico (GABA). A administração de 2 a 4 gramas de GABA aumenta o efeito da insulina e não deve ser utilizada por hipoglicêmicos. Colabora na conversão do triptofano em niacina e do ácido araquidônico em prostaglandina E2. Estimula a glicogênese hepática e muscular (ajudando a assimilar adequadamente as proteínas e as gorduras).

Reduz os espasmos musculares noturnos, câimbras nas pernas e dormência nas mãos, porque participa da manutenção dos níveis de magnésio intracelular, importante no funcionamento elétrico dos nervos, coração e músculo-esquelético. Promove a síntese dos ácidos nucléicos (RNA e DNA) que retardam o envelhecimento.

Vitamina B12 – Conhecida como “vitamina vermelha” e também cianocobalamina, contém cobalto em sua molécula. Admite-se que ela exerça efeito protetor sobre a bainha de mielina bem como na sua síntese. Por isso é muito utilizada na neuropatia diabética.

Vitamina C – Complicações decorrentes do diabetis como: gengivites, envelhecimento cutâneo acelerado, dificuldades de cicatrização, podem ser reduzidos com a vitamina C. Dose recomendada para estes casos: 3,0 gramas/dia. Para aumentar a regulação da glicemia no diabetes tipo lI, podemos utilizar formulação contendo: cromo + magnésio + vitamina C + germe de trigo.

Vitamina E – A vitamina E é um importante antioxidante, sendo o mais antigo antioxidante biológico identificado. É essencial a todas as formas de vida que respiram oxigênio. Interage sinergicamente com o ácido ascórbico. Doses recomendadas: Bebês menores que 1 ano: não devem tomar mais do que 50 UI/dia. Crianças entre 1 a 10 anos: até 200 Ul/dia. Adultos:de 300 a 1200 Ul/dia. Na redução da dose de insulina do diabetes tipo 1, devemos usara a associação da vitamina E + manganês + fósforo + niacina.

Referências:

Olszewer E – Radicais Livres em mediciana Fundo editorial BYK. São Paulo 1992.

Guilland JC, Lequeu B – As Vitaminas – Do nutriente ao medicamentos Ed. Santos 1995. Trad. Oliveira EG.

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Diabetes mellitus – Qual o papel das vitaminas?

Categoria(s): Cuidados alimentares, Distúrbios endócrinos, Distúrbios metabólicos, Terapias complementares


Tratamento biomolecular

Por ser uma doença plurimetabólica o diabetes mellitus apresenta o estresse oxidativo como o seu maior e mais importante comemorativo. Além do aumento dos lipoperóxidos, os diabéticos apresentam níveis de glutationa eritrocitária baixos, rápido consumo de ascorbato e altas concentrações de dehidroascorbato plasmáticos com menores concentrações de tocoferol (vitamina E) plaquetárias.

frutasNo controle deste grande estresse oxidativo podemos utilizar uma gama enorme de medicamentos, das mais diversas categorias como: minerais, vitaminas, aminoácidos, nutrientes e fitoterápicos.

Vitaminas

Vitamina A – A vitamina A é essencial à visão (principalmente à visão noturna); regulação da divisão celular; reprodução masculina e feminina; imunidade; anti-neoplásica (especialmente do parênquima respiratório); produção de hemácias; acelera a cicatrização de tecidos; combate as doenças de pele; pode reverter o envelhecimento.Dosagem: Vitamina A (retinoi): 5.000 a 20.000 Ul por dia via oral.

Betacaroteno (pró-vitamina A): 1 0.000 a 25.000 Ul por dia via oral. Os diabéticos podem ter dificuldades em transformar o betacaroteno em retinol. A enzima que faz esta conversão estará diminuída se houver deficiência protéica (cerca de 50%). Altas doses de vitamina A pré-formada (retinol), poderão ocorrer efeitos colaterais de toxicidade (emagrecimento, perda do apetite, problemas na formação óssea, problemas hepáticos e menstruais).

Vitamina B2 (riboflavina) – Denominada riboflavina é também conhecida como vitamina G. Não é encontrada abundantemente nos alimentos, sendo sua deficiência muito comum. Componente essencial de enzimas produtoras de energia e atuantes nos processos de oxirredução, atuando, também, no metabolismo de lipídios e proteínas. Dosagem: 10 a 100 mg

Vitamina B3 (nicotinamida) – Há dois tipos de compostos vitamínicos: niacina (ácido nicotínico) e nicotinamida. A niacina é uma das vitaminas do complexo B mais estáveis. A vitamina B3 está envolvida na produção de Energia. Utilizando o triptofano, na presença das vitaminas B1, B2 , o organismo é capaz de produzir sua própria niacina (60mg de triptofano sintetizam 1 mg de B3). No organismo a niacina converte-se nas formas ativas de coenzimas NAD (Nicotinamida adenina di nucleotídeo) e NADPH2. Participa em mais de 50 reações metabólicas, rápidamente absorvida e estável resistindo ao calor e alcoois.

Vitamina B5 (ácido pantotênico) – Denominada ácido pantotênico ou panteonato de cálcio, acha-se presente na totalidade das células vivas e funciona como parte da coenzima A. É bastante comum na alimentação e amplamente sintetizada no intestino humano. Citada, por alguns autores, como vitamina “anti-stress”, por estar ligada à função adrenocortical.

Vitamina B6 – Relaciona-se a dois compostos: fosfato de piridoxal (que é a forma ativa) e piridoxina. A vitamina B6 intervém em grande série de reações metabólicas, especialmente no metabolismo dos aminoácidos e no SNC, quando participa da formação do ácido gama-aminobutírico (GABA). A administração de 2 a 4 gramas de GABA aumenta o efeito da insulina e não deve ser utilizada por hipoglicêmicos. Colabora na conversão do triptofano em niacina e do ácido araquidônico em prostaglandina E2. Estimula a glicogênese hepática e muscular (ajudando a assimilar adequadamente as proteínas e as gorduras).

Reduz os espasmos musculares noturnos, câimbras nas pernas e dormência nas mãos, porque participa da manutenção dos níveis de magnésio intracelular, importante no funcionamento elétrico dos nervos, coração e músculo-esquelético. Promove a síntese dos ácidos nucléicos (RNA e DNA) que retardam o envelhecimento.

Vitamina B12 – Conhecida como “vitamina vermelha” e também cianocobalamina, contém cobalto em sua molécula. Admite-se que ela exerça efeito protetor sobre a bainha de mielina bem como na sua síntese. Por isso é muito utilizada na neuropatia diabética.

Vitamina C – Complicações decorrentes do diabetis como: gengivites, envelhecimento cutâneo acelerado, dificuldades de cicatrização, podem ser reduzidos com a vitamina C. Dose recomendada para estes casos: 3,0 gramas/dia. Para aumentar a regulação da glicemia no diabetes tipo lI, podemos utilizar formulação contendo: cromo + magnésio + vitamina C + germe de trigo.

Vitamina E – A vitamina E é um importante antioxidante, sendo o mais antigo antioxidante biológico identificado. É essencial a todas as formas de vida que respiram oxigênio. Interage sinergicamente com o ácido ascórbico. Doses recomendadas: Bebês menores que 1 ano: não devem tomar mais do que 50 UI/dia. Crianças entre 1 a 10 anos: até 200 Ul/dia. Adultos:de 300 a 1200 Ul/dia. Na redução da dose de insulina do diabetes tipo 1, devemos usara a associação da vitamina E + manganês + fósforo + niacina.

Referências:

Olszewer E – Radicais Livres em mediciana Fundo editorial BYK. São Paulo 1992.

Guilland JC, Lequeu B – As Vitaminas – Do nutriente ao medicamentos Ed. Santos 1995. Trad. Oliveira EG.

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