Diabetes mellitus – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios endócrinos, Distúrbios Inflamatórios


Dicionário

O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome heterogênea de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina ou, também, da incapacidade da insulina em exercer adequadamente seus efeitos. Caracteriza-se por uma persistente taxa elevada de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia) crônica com distúrbios do metabolismo intermediário dos carboidratos, lipídios e proteínas que está associada às complicações crônicas e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos e vasos sangüíneos. A grande maioria dos diabéticos tem mais de 45 anos e no Brasil existem em torno de 15 milhões de diabéticos.

Diabetes tipo 1 – Resultante da destruição da célula beta por auto-imunidade ou idiopática. No primeiro caso há presença de anticorpos circulantes. Inicia-se mais freqüentemente na infância ou adolescência, mas pode ocorrer em qualquer idade. Diabetes tipo 2 – Anteriormente denominado não insulino-dependente (NIDDM, tipo II) ou diabetes do adulto, o diabetes mellitus tipo 2 é caracterizado pela insulinopenia (baixa taxa de insulina) relativa. Os pacientes com este tipo de diabetes apresentam capacidade secretória residual de insulina inadequada para suplantar a resistência insulínica concomitante. Como resultado, advém a hiperglicemia. Oitenta por cento dos pacientes são obesos, apresentam história familiar de diabetes e podem ser assintomáticos ao diagnóstico. Um terceiro tipo de diabetes ocorre durante a gravidez e recebe o nome de diabetes gestacional.

Papel da hormonal

A glicose é uma das principais fontes de energia para nossas células, mas para as células do sistema nervoso, é a única fonte. Para essas células, ficar sem energia por tempo prolongado pode produzir danos severos e irreversíveis. Para garantir o bem estar e o bom funcionamento do organismo, como um todo, a glicemia deve ser mantida dentro de limites estáveis, o que se consegue através da interação entre ingestão de glicose, sua liberação de depósitos endógenos e a liberação de vários hormônios. Hormônios da família dos glicocorticóides, adrenalina, glucagon, hormônio de crescimento e a insulina participam da regulação dos níveis de glicose sérica.

Insulina

insulina

Dentre os hormônios, o mais importante é, sem dúvida nenhuma, a insulina. A insulina é produzida pelas células beta, localizadas nas ilhotas de Langerhans, no interior do pâncreas, e tem a função de regular a quantidade de glicose existente no organismo.

A glicose penetra nas células graças à ação da insulina. No diabetes há falta de insulina e portanto a glicose não penetra nas células permanecendo na circulação. O nível normal de açúcar no sangue é de 70 a 110 mg/dL. Acima de 110 e até 126 mg fala-se em intolerância à glicose e após 126mg – diabetes mellitus.

Referências:

ALBUQUERQUE Reginaldo. Hipoglicemia. Sociedade Brasileira de Diabetes. [on line]

Diabetes Mellitus. [on line]

FAJANS, Stefan S. Diabetes Mellitus; Hipoglicemias. Manual Merck, Seção 13 – Distúrbios Hormonais, Capítulo 148 – Hipoglicemia. [on line]

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Seção Conteúdo Público. O que é Diabetes? [on line]

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Diabetes Mellitus. [on line]

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Diabetes mellitus – Quais os riscos na gravidez?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos


Orientações

As mulheres grávidas que têm diabetes estão classificadas como gravidez de alto risco, isso quer dizer que a saúde da mãe e da criança podem ser prejudicadas, havendo risco de vida para ambas. Por isso essas pacientes precisam de acompanhamento especial, mais intenso, durante toda a gestação e parto.

É possível ainda que a diabetes mellitus apareça somente na gravidez e é chamada de diabetes gestacional. Apesar de surgir em situação específica, a mulher deve ficar atenta e fazer a prevenção para que não se manifeste nas demais fases de sua vida.

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Apnéia obstrutiva do sono – Complicações metabólicas

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios endócrinos


Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono – SAHOS

Alterações Metabólicas

1 Resistência à insulina e intolerância à glicose, sugerindo que a SAHOS contribui para o desenvolvimento de Diabetes;

2 Fatores Humorais adipocíticos: leptina e adiponectina: A leptina secretada palos adipócitos regulam o apetite, o peso e o metabolismo glicêmico. A hipóxia intermitente, estimula a secreção de leptina (hiperleptinemia) e pacientes com SAHOS tem resistência periférica à leptina e isto correlaciona-se com o grau de obesidade visceral e resistência à insulina. A leptina é um estimulante respiratório e a resistência a esse hormônio contribui com a instabilidade ventilatória. Obesidade, hipóxia e fragmentação do sono, inibem a secreção de adiponectina que regula o metabolismo glicêmico e melhora o rendimento da insulina;

3 Hiperatividade autonômica e desregulação do eixo hipófise-adrenal: Alterações hemodinâmicas, fragmentação do sono e hipóxia intermitente, estimulam intensamente o sistema nervoso autonômico, influenciando o metabolismo e homeostase glicêmica. Isto aumenta o catabolismo do glucogênio, estimula a secreção do hormônio corticotrófico aumentando o cortisol e seus efeitos na secreção da insulina.

4 Endocrinopatias: Alterações tiroidianas em mulheres menopausadas, redução de libido e impotência em homens, acromegalia em ambos os sexos.

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