Diarréia osmótica – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios digestivos


Diarréia é definida quando ocorre mais de 200 gr de fezes por dia, a diarréia osmótica é definida pelo Gap osmótico* maior que 50 e menor 500 gr de fezes com jejum.

* O Gap osmolar fecal é calculado pela seguinte expressão: osmolalidade – 2x([Na]+[k]).

A causa mais comum de diarréia osmótica é a má-absorção de lactose por deficiência enzimática (lactase).

A deficiência da lactase pode ser congênita ou secundária a infecção viral, giardíase, espru celíaco ou doença de Crohn.

A dieta livre de lactose é terapêutica. A figura abaixo ilustra mucosa normal do intestino delgado e a presença dos lactobacillus necessários para o bom funcionamento intestinal normal.

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Diarréia – Quais os tipos?

Categoria(s): Distúrbios digestivos


Conceito

Normalmente o intestino processo 9 litros de fluidos e nutrientes diariamente, dois litros de ingesta oral e sete litros de células intestinais e secreções glandulares. Aproximadamente 90% desse fluido é absorvido no intestino delgado deixando passar um litro para o cólon, através da válvula ileocecal. Desse material, 90% são absorvidos no cólon, permanecendo somente 100 ml de volume diário de fezes.

A maioria das disfunções intestinais ocorre por malabsorção de fluidos, má digestão de nutrientes, secreção de fluidos das criptas intestinais para dentro do lúmen, perturbações da moticidade ou desordens inflamatórias.

Diarréia é definida quando ocorre mais de 200 gr de fezes por dia, podendo ser classificada em quatro tipos básicos: 1) diarréia osmótica com Gap osmótico* >50 e < 500 gr de fezes com jejum; 2) diarréia secretória com Gap osmótico fecal <50 e > 500 gr de fezes com jejum; 3) diarréia inflamatória com presença de neutrófilos nas fezes e ulcerações colônicas e 4) diarréia por dismotilidade com teste respiratório da glicose positivo e exame de fezes negativo.

* O Gap osmolar fecal é calculado pela seguinte expressão: osmolalidade – 2x([Na]+[k]).

Referências:

Mascolo R, Saltzman JR – Lactose intolerance and irritable bowel syndrome. Nutr Rev. 1998;56:306-308.

Bohmer CJ, Tuynman HA – The clinical relevance of lactose malabsorption in irritable bowel syndrome. Eur J Gastroenterol Hepatol. 1996;8:1013-6.

Shaw AD, Davies GJ – Lactose intolerance: problems in diagnosis and treatment. Clin Gastroenterol 1999;28:208-216.

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Enteropatia por glúten – O que é?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios digestivos, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios


Dicionário

A doença celíaca ou enteropatia por glúten é uma síndrome de má-absorção causada por danos ao vilos e microvilos intestinais decorrentes da hipersensibilidade ao glúten. Os vilos danificados assumem uma arquitetura anormal, levando à má-absorção. A primeira descrição dessa doença data de 1888 por Samuel Gee, que a denominou de mal celíaco (celiac affliction). Outras denominações para a doença celíaca são, esteatorréia idiopática e espru. A doença celíaca é uma doença intestinal causada por alterações imunológicas, que ocorre em pessoas geneticamente predispostas. Sua incidência é de 0,5% a 1,0% da população geral.

espru

As lesões intestinais causadas pelo glúten (proteína presente no trigo) surgem com a ingestão de alimentos contendo essa proteína. Ocorre distúrbios da maturação das células epiteliais dos vilos, inflamação da mucosa do intestino delgado e perda de vilos em graus variados, processos cujo resultado final é uma mucosa de aspecto atrófico. Observe no corte histógico o tamanho dos vilos da mucosa intestinal normal e no corte de um caso de doença celíaca

Fisiopatologia – Quando o glúten derivado do trigo, centeio ou cevada entra em contato com a mucosa intestinal, ele reage formando gliadinas, que são capazes de causa lesões.

A causa mais comum de diarréia osmótica é a má-absorção de lactose por deficiência enzimática (lactase). A deficiência da lactase pode ser congênita ou secundária a infecção viral, giardíase, espru celíaco ou doença de Crohn.

Referências

Farrell RJ, Kelly CP – Diagnosis of celiac sprue. am J Gastroenterol 2001;96:3237-3246.

Collin P Reunala T, Pukkia E, et al – Celiac disease- associated disorders and survival. Gut 1994;35:1215-1220.

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