Dietas – Quais os alimentos para portador de síndrome da alça curta?

Categoria(s): Cuidados alimentares, Dietas, Distúrbios digestivos


Tratamento dietético

O paciente vai evoluir com a síndrome da alça curta e sua gravidade vai depender da quantidade e porção que permanece após a ressecção. A capacidade de absorção esta reduzida mas melhora com o tempo: a glicose e carbohidratos são facilmente absorvidos se quantidades de enzimas intestinais estão presentes, a absorção de proteína é eficaz mesmo em pequenas quantidades de intestino normal, mas as gorduras são pobrementes absorvidas, além disso os ácidos graxos não absorvidos dificultam a absorção de cálcio, zinco e o magnésio alem das vitaminas lipossoluveis. O intestino após vários meses, aumenta sua superficie de absorção atraves de hiperplasia e formação de vilos mais altos e criptas de Lieberkuhn mais profundas. Somente poderemos dar um suporte de nutrição oral se o intestino remanescente for de 60 a 100 cm, caso contrário o paciente terá de ser mantido com nutrição parenteral.

O cuidado pós cirúrgico pode ser divididos em estagios:

1º estagio- suporte nutricional somente por via parenteral e pode durar semanas.

2º estagio-transição da nutrição parenteral para enteral- lactose e sacarose devem ser evitadas no inicio, sendo administradas formulas líquidas e conforme a adaptação intestinal o paciente gradualmente retorna a uma dieta normal, tambem deverá receber suplementos a base de vitaminas A,D,E,K,B12 e a nutriação enteral interrompida somente quando a manutenção do peso com a enteral se permanecer inalterada.

3º estagio – define o período compreendido nos 5 meses após a ressecção quando o intestino já esta adaptado e o paciente poderá receber totalmente alimentos por via oral e acrecentando outros tipos de alimentos em sua dieta. Deve ser evitados durante pelo menos um ano da cirurgia alimentos que contenham cafeina e alcool e as refeições diárias deverão ser feitas em pequenas quantidades divididas em 6 a 8 vezes.

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