Policitemia vera – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios hematológicos


Manifestações clínicas

Após longo período sem nenhum sintoma, os pacientes podem apresentar cefaléia, prurido, dispnéia, hipertensão, gota úrica e úlcera péptica (5% a 10% dos casos). Durante o curso da doença, é comum a ocorrência de tromboses, devido ao aumento da viscosidade sanguínea, da estase sanguínea vascular* e da plaquetose (aumento das plaquetas). O infarto miocárdico, pulmonar e cerebral e as tromboses periféricas são freqüentes, podendo atingir, em alguns estudos, 30% a 40%. Essas ocorrências se devem a tromboses em artérias de médio e pequeno calibre, sendo maior nos pacientes tratados somente com flebotomias (retirada de sangue). As tromboses em artérias de grande calibre e as alterações na função e no débito cardíaco são eventos raros.

Os pacientes com policitemia vera apresentam elevada incidência de oclusão coronária; porém, como a faixa etária preferencial é dos idosos, a maioria desses pacientes já apresenta doença aterosclerótica de base. A causa mais freqüente de mortalidade, nessa doença, não é a trombose vascular decorrente da elevação da massa eritrocitária, mas decorrente da presença de história anterior de trombose, em pacientes com mais de 70 anos. A relação entre risco de trombose e idade sugere, nos pacientes com policitemia vera, que o fator vascular é fundamental para que esses eventos ocorram. Em pacientes mais jovens, essa concomitância deve-se ao hábito de fumar. Além disso, há correlação direta entre nível elevado do hematócrito e desenvolvimento de episódios trombóticos. Outra possível complicação da policitemia vera é a presença de hemorragias devido às anormalidades funcionais de plaquetas.

Estase sanguínea vascular – O sangue flui muito lentamente, quase parado no interior do vaso, propiciando a formação de coagulos (trombos).

Na evolução de longo prazo, pode haver uma fase de redução das flebotomias, com relativa diminuição da atividade da doença. Posteriormente, pode haver uma fase de exaustão da medula óssea, onde o paciente passa a ter anemia e plaquetopenia, que pode ser acompanhada de sintomas sistêmicos de febre, perda de peso e sudorese noturna.

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Estenose aórtica calcífica – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Sintomatologia

Durante longo período a pessoa portadora de estenose aórtica calcífica  permanece sem sintomas. Com um progressivo e gradual processo de adaptação do sistema cardiocirculatório, onde ocorre a sobrecarga do ventricular esquerdo e subseqüente hipertrofia miocárdica. O débito cardíaco conserva-se por muitos anos, caindo apenas nas fases tardias da doença.

O aspecto geral do paciente pouco se modifica nas fases iniciais da doença, e somente observamos alterações mais significativas quando se instala a insuficiência cardíaca esquerda, com dispnéia de repouso, taquicardia, episódios de síncope ou angina.

A curva de sobrevida mostra que nos pacientes portadores de angina o óbito pode ocorrer nos primeiros cinco anos do início do sintoma, nos portadores de episódios de síncope, dentro dos primeiros três anos, e nos portadores de insuficiência cardíaca o seu prognóstico e bem reservado com o óbito ocorrendo num prazo máximo de dois anos.

Referência:

Miguel Jr. A – Retratos em Cardiologia . Fundo Editorial Byk São Paulo, 1997.

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Asma – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios respiratórios


A asma é uma doença inflamatória das vias aéreas inferiores caracterizada por resposta exacerbada aos agentes agressores alergênicos (como pó, odores, medicamentos, alimentos, etc) e limitação do fluxo de ar nos pulmões, reversível espontaneamente ou com o tratamento. É uma doença pulmonar que envolve diversos fatores genéticos, alergênicos, socioeconômicos, psicológicos e exposição ambiental, e se manifeta por episódios de falta de ar (dispnéia), aperto no peito, tosse e broncoespasmo (chiado no peito), particulamente à noite e pela manhã, ao despertar.

Graças ao excesso de poluição ambiental, surgimento inúmeros produtos químicos (conservantes, corantes, dispersantes,etc) adicionados aos alimentos industrializados, agrotóxicos e fármacos diversos, a incidência e prevalência da asma estão aumentando em todo o mundo, causando milhares de internações e óbitos. No Brasil, segundo dados colhidos junto aos Sistema Único de Saúde (SUS) a asma é a quarta maior causa de internações nos hospitais públicos.

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