Doença Pulmonar Intersticial (DPI) – O que é?

Categoria(s): Distúrbios osteoarticulares, Distúrbios respiratórios


Dicionário

O termo “Doença Pulmonar Intersticial (DPI)” refere-se a uma categoria ampla de doenças pulmonares que acometem o interstíco pulmonar ao invés de uma patologia específica. Muitas dessas doenças acarretam inflamação crônica, a qual leva à cicatrização progressiva (fibrose) do parênquima pumonar, e grave insuficiência respiratória. As pessoas apresentam falta de ar, respiração rápida e superficial, a qual é lentamente progressiva, e uma tosse irritante sem catarro. Ao exame físico pode-se observar lábios e língua rouxos em repouso que piora durante o exercício. Na ausculta pulmonar ouvem-se crepitações finas, tipo “ruído de velcro”, especialmente nas bases pulmonares e no final da inspiração.

Referências:

1. West, John B., Doenças Restritivas, in Fisiopatologia Pulmonar Moderna, 1986, Ed. Manole.

2. Tarantino, Affonso B., Doenças Pulmonares, segunda edição, 1982, Ed. Guanabara Koogan.

3. Scanlan, Craig L. ET all, Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan, sétima edição, primeira edição brasileira, 2000, Ed. Manole.

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Doença de Behçet – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios


Tratamento

Diversos tipos de drogas têm sido utilizados com o objetivo de suprimir a resposta inflamatória, porém os resultados são desanimadores.

Nas lesões mucocutâneas, as medicações utilizadas são: Prednisona (exacerbações agudas); ou Colchicina; ou Dapsona; ou Talidomida.
No comprometimento neurológico, na uveíte posterior e na arterite se utiliza altas doses de glicocorticóides e imunossupressores tais como azatioprina, ciclosporina A e clorambucil, são os medicamentos utilizados.

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Doença de Crohn – Como se apresenta?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios digestivos, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios


Aspectos clínicos

A doença de Crohn pode acometer todo o tubo digestivo, da boca ao ânus, tendo predileção pela região ileocolônica quando se expressa preferencialmente por febre baixa, diarréia, emagrecimento e anemia. A forma estenosante é a mais comum no intestino delgado proximal (jejuno) e a fistulizante em delgado e cólon, podendo inclusive comprometer os órgãos vizinhos, como bexiga, útero e vias urinárias. Acomete todas as camadas da parede intestinal, daí a denominação de transmural, e apresenta um caráter de descontinuidade (“em salto”).

Em cerca de 25% a 40% das vezes, a doença se apresenta de forma sistêmica, ou seja, comprometendo estruturas extra-intestinais, como pele, articulações, olhos, figado, etc.

A artralgia periférica é a manifestação sistêmica mais comum da doença. Pode ser poliarticular, simétrica ou assimétrica. Os pacientes apresentam fator reumatóide negativo e a artralgia relaciona-se à atividade inflamatória intestinal, melhorando junto com o controle da mesma. 10% dos pacientes com doença de Crohn pode apresentar alterações oculares como: epiesclerite, a esclerite e uveíte.

A doença de Crohn (DC) deve ser diferenciada de outros processos inflamatórios intestinais, entre eles as colites infecciosas, a colite isquêmica, outras moléstias como a doença de Behçet, tuberculose intestinal.

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