MUSICOTERAPIA – No tratamento das doenças neurológicas

Categoria(s): Distúrbios neurológicos, Terapias complementares


MUSICOTERAPIA – No tratamento das doenças neurológicas

A musicoterapia estimula o sistema o sistema nervoso através do som, ritmo, harmonia e melodia facilitando o aprendizado, a comunicação e a memória, desenvolve potenciais individuais, a fim de melhorar e/ou restabelecer as funções do indivíduo.

A musicoterapia atua como função compensatória no processo de recuperação de pacientes com distúrbios da fala e visão, deficientes físicos, doenças mentais, lesões cerebrais, dependentes químicos (Nascimento, 2009).

Em pacientes portadores de Doença de Alzheimer, a musicoterapia melhora a perda de memória e retarda o aparecimento de complicações ligadas à doença. Em pacientes com Doença de Parkinson (figura acima), melhora os sintomas como a rigidez muscular e os tremores de repouso, previnindo as quedas.

O atendimento musicoterapêutico deve ser realizado por um profissional que tenha um curso de graduação ou uma especialização, a fim de criar um ambiente propício para desenvolver potenciais e restaurar as funções do indivíduo.

Referência:

França Passarini LBF – Musicoterapia como tratamento complementar no Mal de Alzheimer. III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia [on line]

Lodovice Neto P – A Musicoterapia como tratamento coadjuvante na Doença de Parkinson. Tese Mestrado em Gerontologia, PUC-SP, São Paulo. 2006. [on line]

Nascimento, M. – Musicoterapia e reabilitação do paciente neurológico, Editora Memnon, 2009.

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Doença de Parkinson – O que é?

Categoria(s): Direitos, Distúrbios neurológicos


Dicionário

A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, a primeira é a doenca de Alzheimer, cuja prevalência aumenta com a idade, atingindo 1 em cada 100 pessoas com idade acima de 75 anos. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que em 2020 mais de 40 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras de DP. Segundo a Organização Mundial da Saúde, atualmente, cerca de 4 milhões de pessoas em todo mundo sofrem da doença de Parkinson. No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Parkinson (ABP), mostram que cerca de 200 mil pessoas tenham a doença e que, ano a ano, vinte novos casos são diagnosticados para cada 100.000 pessoas.

Essa doença se caracteriza por tremores, rigidez muscular, diminuição da mobilidade e alterações posturais. O comprometimento da memória, a depressão, alterações no sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo também fazem parte do quadro clínico dessa doença.

A doença de Parkinson é uma afecção degenerativa do sistema nervoso central que progride lentamente em uma condição crônica. Essa doença não tem causa conhecida, porém, atualmente, acredita-se que fatores genéticos e ambientais podem contribuir para seu aparecimento. Se desenvolve principalmente pela perda de neurônios de uma área específica do cérebro (pars compactada substância negra mesencefálica), diminuindo a produção da dopamina e alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários). Os sintomas da DP costumam ter início insidioso, e diferir de pessoa para pessoa. Os primeiros sinais da doença são os tremores ou a perda da mímica facial associados a diminuição do piscar, olhar fixo e lentidão de movimentos. A voz pode se tornar monótona, a pele, principalmente a facial, fica lustrosa e seborréica. Ele ainda lembra que a marcha fica cada vez mais lenta e difícil, aumentando a freqüência de quedas e fraturas. Outra característica postural é que os braços ficam encolhidos e o tronco inclinado. Em casos avançados, pode haver um aumento na velocidade da marcha para não cair (festinação) ou então o paciente pode ficar parado (congelado) com dificuldade de iniciar um movimento. São considerados sinsis principais da doença, que fecham o diagnóstico clinico o tremor de repouso, rigidez nos movimentos, bradicinesia (movimentos lentos) e instabilidade postural.

Um caso recente e famoso desta doença foi o do Papa João Paulo II, que mostrou a todos a evolução do quadro de uma pessoa com Parkinson. As conseqüências da doença podem ser tão desastrosas quanto a doença em si. Como no caso do Papa, a dificuldade de expectorar pode causar as broncopneumonias, levando às infecções e conseqüentemente à morte. Outros casos conhecidos de Parkinson são do o ex-atleta Muhammad Ali e do ator Michael J. Fox.

Parkinsonismo – Alguns  medicamentos (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos e encefalites podem ser a causa dos sintomas e sinais semelhantes a DP e que recebe o nome de Parkinsonismo.

parkinson

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Doença de Parkinson – Aspectos clínicos

Categoria(s): Distúrbios neurológicos


Aspectos clínicos

Sinais da DP – Os sinais mais freqüentes são: tremores de repouso, diminuição da velocidade dos movimentos (bradicinesia), rigidez e comprometimento dos reflexos posturais; marchas com passos pequenos, dificuldades para se levantar da cama ou cadeira, fácies inexpressivas, dificuldades para falar, engolir, salivação abundante (sialorréia), engasgos, intestino lento, hipotensão postural e déficit cognitivo.

A doença de Parkinson (DP), doença degenerativa do sistema nervoso central, ocasionada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta do cérebro, sem etiologia definida, tem seu diagnóstico feito como na época de seu descobridor Dr James Parkinson, ou seja, através da história clínica, exame físico geral e neurológico, em 1817 . Este fato, retarda o início do tratamento, pois muitas vezes, chega ao neurologista nas fases intermediárias e avançadas da doença. parkinEsta doença tem um curso médio de 15 anos após o diagnóstico, dai a importância do diagnóstico precoce e início do tratamento, mudando a evolução da doença.

Discinesia – A discinesia se caracterizam por movimentos anormais e involuntários que podem estar presentes durante boa parte das horas de vigília de uma pessoa com DP. Os tipos de flutuação motora (discinesias) mais comuns das complicações do tratamento da DP com a levodopa são a “deterioração-de-final-de-dose” (wearing-off) e as flutuações aleatórias, também conhecidas como “fenômeno on-off”.

A deterioração-de-final-de-dose está associada ao perfil farmacocinético da droga (com o uso da levodopa em intervalos regulares, a concentração da droga cai entre a final da dose e o começo da ação da dose seguinte, com isso os neurônios dopaminérgicos são estimulados de forma intermitentes). O “fenômeno on-off”, também é conhecido como efeito ioiô. Neste fenômeno ocorre uma mudança brusca do estado de mobilidade do paciente sem que haja uma relação com o horário de tomada das doses da levodopa. Em alguns pacientes, à medida que a doença progride o estado on pode ser tão curto quanto 30 ou 40 minutos. Quando o wearing-off se instala, a tendência natural em acrescentar novas doses de levodopa não é a melhor medida, pois cada vez mais novos acréscimos terão de ser feitos com o tempo, fazendo com que o indivíduo venha a tomar uma dosagem inviável de levodopa em pouco tempo.

A melhor estratégia para evitar a estimulação intermitente dos neurônios pela levodopa, é estabelecer uma estimulação dopaminérgica o menos descontínua possível, com a ajuda de medicamentos que mantêm uma maior concentração de dopamina circulante, como os inibidores da catecol-O-metil-transferase (COMT), a entacapona e a tolcapona. A combinação dos fármacos facilitam a vida do paciente, uma vez que a administração pode ser de 1 vez ao dia, permitindo uma concentração sangüínea estável. (Formulação indicada: 50 mg de levodopa + 12,5 mg de carbidopa + 200 mg de entacapona).

Referências:

Ferraz HB, Borge V – Doença de Parkinson Rev. Bras. Med. 2004: 59(4):207-219.

Siderowf, A; Stem, M. Update on Parkinson disease. Annals of Internal Medicine 2003; 138 (8):651-658.

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