Wolf-Parkinson-White – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Tratamento

O tratamento inicial da síndrome de Wolf-Parkinson-White (WPW) é observacional com explicação o que ocorre ao paciente e familiares, afastando a ansiedade que a taquicardia pode provocar. Medidas com respiração profunda e lenta podem reverter os episódios de taquicardia expontâneamente. Caso o episódio leve algum desconforto ao paciente a melhor conduta é ser visto por um médico que realizará um eletrocardiograma e procederá manobras que retirará o paciente da crise. Após alivida a crise o paciente deverá ser estudo para um cardiologista especializado em arritmias que conduzirá o caso.

1. Farmacológico
Estudos com 20 anos de acompanhamento em crianças portadoras de WPW controladas com digital, mostraram o caracter benigno desta patologia na maioria das crianças, embora estudos mais rescentes demonstrem que esse fármaco pode encurtar o período refratário da via anômala e deve, portanto, ser evitado.

2. Cirúrgico

Cobb e col em 1968, tratou cirugicamente com sucesso paciente com síndrome de WPW. A partir de então as cirurgias para os casos com difícil controle clínico passaram a ser utilizadas. De uma forma geral, as indicações para o tratamento cirúrgico incluem insucesso do tratamento fármacológico, intolerância a anti-arrítmicos e presença de fibrilação atrial. Atualmente abordagem cirúrgica, para a ressecção da via anômala, se faz por duas formas a endocárdica, conforme a técnica descrita p[r Ferguson e col, e a via epicárdica descrita por Guiraudon e col. As complicações mais comuns associadas a cirurgia são síndrome pós-pericárdiotomia, disfunção ventricular direita, síndrome de baixo débito, fibrilação atrial e infarto do miocárdio, assim o tratamento cirúrgico não é isento de riscos.

3. Eletrofulguração

Um bom recurso terapêutico para a síndrome de Wolff-Parkinson-White que respondem mau a terapia convencional e a fulguração ou ablação das vias anômalas por radiofreqüência (veja a figura abaixo com eletrodo posicionado na via anômala). A fulguração endocavitária por radiofreqüência é feita por médicos cardiologista especializados em arritmia e nos laboratórias de cateterismos cardíacos. O sucesso da fulguração vária na dependência da localização e das propriedades eletrofisiológicas das vias anômalas. Para tal, e necessário um estudo eletrofisiológico detalhado e o mapeamento minucioso das vias anômalas.

A QUEM PROCURAR - Nas crises emergenciais deve recorrer a um servico de emergência cardiológica. O cardiologista fará o diagnóstico e encaminhará a um médico cardiologista arritmologista, que é especialista no estudo e tratamento das arritmias cardíacas.

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