Doença inflamatória intestinal – O que pode ser?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios digestivos


Resenha

medico17

As doenças inflamatórias intestinais podem ser de dois tipos básicos: a retocolite ulcerativa idiopática e a doença de Crohn (conhecida como ileíte regional).

A retocolite ulcerativa idiopática (RCUI) e a doença de Crohn representam mais de 90% dos casos e podem ser distinguidas uma da outra pela clínica, pela endoscópica, pela patologia e pela sorologia. O 10% dos casos restantes são consideradas como sendo DII indeterminada. Ambas, retocolite ulcerativa idiopática e doença de Crohn, têm curva de incidência bimodal, com maior pico em torno da idade de 20 anos e pico menor na idade de 50 anos, mas cada doença pode ocorrer em qualquer idade.

O diagnóstico diferencial da RCUI deve ser feito com doenças infecciosas e parasitárias, como Salmonelose, Shiguelose, Escherichia coli, Campylobacter jejuni, colite pseudo membranosa pelo Clostridium difficile, amebíase, esquistossomose e tuberculose.

Na doença de Crohn o diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças infecciosas como a blastomicose, actinomicose, histoplasmose, tuberculose intestinal e Yersinia enterocolitica. Doenças com linfoma, adenocarcinoma, síndrome carcinóide, amebíase, amiloidose, esquistossomose e sarcoidose devem ser lembradas.

retocolite

Retocolite ulcerativa idiopática – Os pacientes com colite ulcerativa se apresentam com diarréia e hematoquezia (sangue nas fezes), geralmente não são tabagistas e têm ulcerações superficiais se extendendo do reto até os colons, com abscessos da cripta intestinal. O diagnóstico diferencial da colite ulcerativa inclui colite infecciosa, colite induzida por estrogênio ou antiinflamatórios não hormonal (AINEs), isquemia, vasculite, lesões por irradiação, colite por exclusão de segmento colônico ou linfoma.

Doença de Crohn – Os pacientes com doença de Crohn comumente se apresentam com diarréia, dorno quadrante inferior direito do abdome com massa inflamatória, febre e perda de peso. Esses pacientes, geralmente são fumantes e têm ulcerações aftosas ou lineares discretas com áreas de inflamação descontínuas ou salteadas. Granulomas não caseosos vistos na histopatologia (figura abaixo) são encontrados em 30% desses pacientes.

Doença de Crohn

Teste laboratoria HLA B27 – O HLA B27 está presente em 50% dos pacientes com doença de Crohn e retocolite ulcerativa idiopática .

A Doença de Whipple (ou granulomatose intestinal lipofágica com densa infiltração da parede intestinal), na doença celíaca (enteropatia induzida por glúten de causa desconhecida), na síndrome da alça cega (bypass jejunoileal), na amebíase e na giardíase também são causas de inflamação intestinal, mas sem associação com o HLA B27.

Veja mais sobre:

Doença de Crohn

Doença inflamatória intestinal – Terapia biológica

Doença de Whipple

Referência:

Enzenauer RJ, Root S – Arthropathy and celiac disease. J Clin Rheumatol. 1998;4:205-208.

Fiocchi C – Inflammatory bowel disease – etiology and patogenesis. Gastroenterology 1998;115:182-205.

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Diarréia – Por que os antibióticos causam?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Distúrbios Iatrogênicos


Os antibióticos usando indiscriminadamente podem destruir bactérias úteis que vivem normalmente dentro do nosso intestino, e quando essas bactérias são destruídas, outras que não são sensíveis ao antibiótico usado (geralmente estafilococos) se multiplicam e produzem irritação da mucosa intestinal (enterocolite pseudomembranosa).

Existem aproximadamente 100 trilhões de bactérias em nosso intestino, representantes de 400 a 1000 espécies. Entre as mais comuns, são as enterobactérias, seja como constituintes da microbioma intestinal normal ou patogênicas, como: Escherichia, Aerobacter, Serratia, Salmonela, Shigella, Proteus, Yersinia, Lactobacillus e Bifidubacterium
Probióticos
são as bactérias que agindo em substrato apropriado (prebióticos) produz substâncias importante para nossa atividade da vida diária. Esta simbiose entre os microorganismos intestinais e nós inicia-se tão logo nascemos, povoando todo o nosso intestino, que é esteril dentro do útero materno. Como os excessos (bebidas, antibióticos, antiinflatórios, uso de laxantes, etc) e mais o envelhecimento das células intestinais, ficamos carentes destes benefícios na velhice, causando um desequilíbrio na flora intestinal, conhecida como disbiose. Com o uso indiscriminado de antibióticos podemos provocar uma superinfecção intestinal e ao agente mais frequente é o Clostidium difficile.

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