Cifose – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios metabólicos, Distúrbios osteoarticulares, Distúrbios psiquiátricos, Tratamento cirúrgico


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A pessoa, geralmente mulher branca na fase pós-menopausa, sente uma dor crônica bem localizada (nociceptiva), principalmente na coluna vertebral. Esta dor, incialmente de fraca intensidade, progride lenta e insidiosamente e irradia ponto a ponto da coluna. Apresenta caráter em peso, piora com o caminhar, com a posição ortostática e melhora com o repouso, chamada dor em ritmo mecânico. Além das dores ocorre a perda de altura corporal, arredondamento dos ombros e postura encurvada ou “corcunda”. Este achado físico e radiológico recebe o nome de cifose. Este fato pode levar a dificuldades respiratórias, desencadeando infecções pulmonares ou distúrbios digestivos como gastrites e esofagites.

Acredita-se que a dor da osteoporose resulte de alterações biomecânicas da coluna vertebral. Com o encunhamento anterior de alguns corpos vertebrais (decorrente de microfraturas do trabeculado ósseo), ocorre a cifose de raio de longa curvatura. Assim, os ligamentos vertebrais anteriores da coluna ficam frouxos, enquanto os ligamentos vertebrais posteriores ficam distendidos. Por se tratar de estruturas ricamente inervadas e vascularizadas ativam, através dessa distenção, os receptores nervosos da dor (nociceptivos) causando as dores crônicas. Esse fato explica as vantagens dos medicamentos antiinflamatórios, no combate a dor, e a pouca eficácia dos analgésicos.

Diagnóstico – O diagnóstico da cifose decorrente de enculhamento vertebral por fratura osteoporótica é feito pelo exame radiológico da coluna vertebral.

Tratamento – Existem várias terapêuticas medicamentos preventivas para o risco de fraturas, porém o tratamento das vertebras fraturadas são bastante traumáticas para os idosos, com alto risco cirúrgico. Uma forma de recompor a altura da vertebra e impedir a seqüelas da cifose é a técnica de preenchimento do corpo vertebral.

IMPORTANTE - Deve-se sempre incentivar o idoso a corrigir a sua postura, procurando andar o mais ereto possível, sempre olhando acima da linha do horizonte.

Referências:

FARIAS, F. A. B. Prevalência de Osteoporose, Fraturas Vertebrais, Ingestão de Cálcio, e Deficiência de Vitamina D em Mulheres na Pós-Menopausa. 2003. Tese [Doutorado em Ciências]. Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública – Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. [on line]

FERNANDES, C.E.; MELO, N.R.; WEHBA, S.; MACHADO, R.B. Osteoporose Pós-Menopáusica. [on line]

PINTO NETO, A.M.; SOARES, A.; URBANETZ, A.A.; SOUZA, A.C.A. et al. Consenso Brasileiro de Osteoporose. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 42, n. 6, nov./dez. 2002. [on line]

STOLNICKI, B.; ARONSON, D. Avaliação densitométrica em portadores de fraturas osteoporóticas. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 28, n. 5, Maio, 1993. [on line]

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