Suplemento energético – L-carnitina

Categoria(s): Alimentos funcionais, Atividade física, Dietas


Suplemento energético – L-carnitina

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas como a L-carnitina é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

L-carnitina – A L-carnitina é um metabólito essencial envolvido no transporte dos ácidos graxos de cadeia longa, do citosol para a matriz mitocondrial, onde ocorre a ß-oxidação, ou seja, a oxidação dos ácidos graxos, com produção de energia.

Vários trabalhos foram publicados na literatura esportiva abordando o efeito ergogênico da L-carnitina, visando à melhora do desempenho, já que a mesma pode aumentar a oxidação de ácidos graxos, diminuir as taxas de depleção do glicogênio muscular, e aumentar a resistência à fadiga muscular. Porém, a utilização de L-carnitina por longos períodos em indivíduos saudáveis não treinados não mostrou melhora do desempenho físico.

Parece lógico supor que a suplementação de L-carnitina deva ser utilizada preferencialmente em indivíduos com composição corporal adequada, especialmente no que se refere à reserva adiposa, já que a substância estimula a utilização de gorduras como substrato.

Algumas doenças contribuem para a diminuição dos níveis de L-carnitina como: doenças do coração, dislipidemia (aumento de colesterol e/ou triglicerides no sangue), cirrose hepática, hipotireoidismo, entre outras. Desta forma, pode justificar-se a sua suplementação nestes casos.

A L carnitina pode ser obtida na dieta através da carne (principalmente vermelha) e seus derivados e também dos produtos lácteos. Uma alimentação equilibrada fornece diariamente cerca de 50mg de L-carnitina, mas a quantidade recomendada para que se possa usufruir dos benefícios deste nutriente é de cerca de 250 a 500mg.

ACIDOS GRAXOS DE CADEIA LONGA
A maior parte das gorduras naturais é constituída por 98% a 99% de triglicerídeos que são, primariamente, constituídos por ácidos graxos (cadeias retas de hidrocarbonetos terminando num grupo carboxila e na outra extremidade um grupo metila). Os ácidos graxos essenciais de cadeia curta possuem 18 carbonos e os ácidos graxos de cadeia longa tem 20 ou mais átomos de carbono. A existência ou não de duplas ligações na cadeia determina o grau de saturação do ácido graxo. Os ácidos graxos saturados são aqueles que contêm uma única ligação entre carbonos, ou seja, não possuem duplas ligações. São geralmente sólidos à temperatura ambiente. Gorduras de origem animal são geralmente ricas em ácidos graxos saturados. Os ácidos graxos insaturados são aqueles que possuem uma ou mais duplas ligações e são mono ou poliinsaturados.

– Gordura: Predominam radicais de ácidos graxos saturados, ou seja, apresentam ligações simples entre carbonos.
Ex.: Sebo, banha, gordura de coco, etc.
– Óleo: Predominam radicais de ácidos graxos insaturados, ou seja, contém ligações duplas entre carbonos.
Ex.: Fígado de bacalhau, amendoim, oliva, milho, girassol, soja, girassol, etc.

Veja mais sobre os ácidos graxos de cadeia longa

Referências:

Rodrigues LP, Padovan GJ, Marchini JS. Uso de carnitina em terapia nutricional. Nutrire. 2003;25:113-34.

Neder JA, Nery LE. Fisiologia do exercício: teoria e prática. São Paulo: Artes Médicas; 2003.

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Suplemento energético – Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR)

Categoria(s): Alimentos funcionais, Atividade física, Programas de saúde


Suplemento energético – Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR)

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas como os aminoácidos de cadeia ramificada  é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR) – Os aminoácidos de cadeia ramificada (ACR), leucina, isoleucina e valina, são primariamente metabolizados no músculo esquelético como substratos energéticos, ou utilizados como precursores para a síntese de outros aminoácidos e proteínas.

Eles exercem uma influência significativa sobre o metabolismo da glutamina e servem como importante substrato energético para o cérebro, rins, fígado e coração.

O aumento da concentração de ACR no músculo esquelético reduz a atividade da glutamato desidrogenase, reduzindo a degradação da glutamina. O glutamato intracelular tem papel central na preservação dos fosfatos de alta energia no músculo e seus baixos níveis intramusculares estão associados à acidose lática precoce durante o exercício.

A infusão de ACR estimula a síntese e diminui a degradação protéica, regulando a renovação muscular. Durante exercícios prolongados, os ACR podem servir como substrato oxidativo para os músculos esqueléticos. Em condições de relativa falta de energia, como sepse, trauma e hipóxia, o metabolismo dos ACR encontra-se acelerado no músculo esquelético.

Glutamina – A glutamina é o aminoácido livre mais abundante nos músculos esqueléticos, tendo uma concentração normal de 20mmol/L. Exercícios de intensidade moderada (quase intensa) depletam os estoques musculares de glicogênio e demandam elevado metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada. A concentração de glutamina muscular então é aumentada nos primeiros momentos desse tipo de exercício, porém volta ao normal em seguida devido a sua exportação para a circulação. Nesta, a glutamina tem com principais destinos o fígado e os rins, onde é utilizada no processo de gliconeogênese. Alguns estudos demonstraram que a glutamina é o principal precursor para a gliconeogênese hepática. Outros destinos da glutamina são as células intestinais e, principalmente, as células do sistema imune durante o exercício, quando ocorre leucocitose (aumento dos globulos brancos no sangue periférico).

Referências:

Freund H, Hoover HC Jr, Atamian S, Fisher JE. Infusion of branched chain amino acids in postoperative patients. Anticatabolic properties. Ann Surg. 1979;190(1):18-23.

Neder JA, Nery LE. Fisiologia do exercício: teoria e prática. São Paulo: Artes Médicas; 2003.

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Suplemento energético – Creatina

Categoria(s): Alimentos funcionais, Cuidados alimentares, Programas de saúde, Terapias complementares


Suplemento energético – Creatina

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas, como a creatina, é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

A creatina é um nutriente encontrado em alimentos, como peixes e carnes, podendo ser sintetizado endogenamente no fígado, rins e pâncreas a partir de outros aminoácidos (glicina, arginina e metionina). A maior parte da creatina está no músculo esquelético, sob a forma de fosfocreatina. A fosfocreatina é a primeira reserva energética degradada durante atividades de alta demanda energética, que variam de dez segundos a cerca de um minuto, porém seus estoques são ressintetizados em poucos minutos, o que a torna importante em exercícios intermitentes.

A suplementação de creatina tem sido muito utilizada por atletas. Contudo, evidências recentes indicam que a creatina pode ser útil no tratamento de doenças, principalmente naquelas que resultam em atrofia e fadiga muscular. Outro aspecto relevante, que justificaria o uso da creatina em pacientes com doenças pulmonares crônicas, é que esta população apresenta redistribuição dos tipos de fibras musculares, com predomínio de fibras do tipo II, que se caracterizam por contrações rápidas e apresentam maior capacidade anaeróbia que as do tipo I. Estudos apontam que as fibras do tipo II apresentam maior utilização de fosfocreatina durante o exercício. Desta forma, a suplementação de creatina pode ser uma alternativa válida, juntamente com o treinamento físico, no intuito de diminuir a intolerância ao exercício.

A creatina é um composto que contém carbono, hidrogênio e nitrogênio, sintetizado nos rins, pâncreas e fígado a partir de três aminoácidos: glicina, arginina e metionina. Sua biossíntese envolve a ação de duas enzimas, a arginina:glicina amidinotransferase (AGAT) e a guanidinoacetato metiltransferase (GAMT). Diariamente aproximadamente 2g de creatina são convertidas, através de reação não-enzimática, em creatinina que atravessa livremente a membrana celular sendo posteriormente excretada pelos rins. A creatinina pode ser dosada no sangue e serve como parâmetro de avaliação da função renal.

Referência:

Casey A, Greenhaff PL. Does dietary creatine supplementation play a role a role in skeletal muscle metabolism and performance? Am J Clin Nutr. 2000;72(2 Suppl):607S-17S.

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