Fasciíte plantar – O que é?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares


Dicionário

A fasciíte plantar é uma doença comum em indivíduos entre 40 e 60 anos, pode iniciar de forma insidiosa ou agudamente após trauma local ou uso excessivo do calcanhar (atletas, longas caminhadas), sapatos inapropriados ou não apresentar causa específica (idiopática).

esporãoOs pacientes apresentam dor na área plantar do calcâneo, pior pela manhã ao colocar o pé no chão, sendo mais severa durante os primeiros passos, com melhora posterior e piora no final do dia. A dor é descrita como uma queimação, profunda, ocasionalmente lancinante e é o resultado de alterações degenerativas na origem da fáscia plantar e da periostite por tração do tubérculo medial do calcâneo (ver figura anatômica). Com o passar do tempo e com o estresse repetitivo podem ocorrer microtraumas na origem da fáscia, gerando um processo inflamatório local, e posteriormente a imagem radiológica de um”esporão” .

O tratamento recomendado é relativo, diminuição de atividades que produzam estresse sobre o calcanhar, utilização de palmilhas e órteses, antiinflamatórios não hormonais.

péReferências

1. Hoppenfeld S – Exame do pé e tornozelo. In: Propedêutica ortopédica. São Paulo, Atheneu, 1996. p. 207-248.

2. Pinals RS – Traumatic arthritis and allied conditions. In: Koopman WJ. Arthritis and allied conditions. A textbook of rheumatology. 13th ed, Pensylvania, Williams and Wilkins, 1993.p.1767-1771.

3. Araujo NC; Fermandes JA – Reumatismos de partes moles – II. Membros inferiores. Elementos Básicos de Diagnóstico. Temas de Reumatologia Clínica Junho2003;v.4(2):38-42.

Veja mais –  Esporão do calcâneo – Dúvidas e respostas.

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Dores no pé – O que pode ser?

Categoria(s): Distúrbios osteoarticulares


Prevenção

Dores no pé – A maior parte deste distúrbio doloroso não é tratada por especialistas como reumatologistas, ortopedistas e apenas em 15% dos casos os diagnósticos estão corretos. “O que acontece geralmente é a auto-medicação ou o que é pior uso de medicamentos sem comprovação científica, que pode ter como principal consequência o mascaramento de alguma doença mais grave.”

Dor na parte posterior do calcanhar

Bursite retrocalcânea – A bursa retrocalcânea causa dor na parte posterior do calcanhar com dor à palpação anteriormente ao tendão do calcâneo e à dorsiflexão do tornozelo. Pode ser decorrente de doença reumatóide, espondilite anquilosante, artropatias reativas, gota ou trauma local. A bursite retrocalcânea também é conhecida como esporão do calcâneo.

Dor abaixo do calcanhar

Fasciíte plantar (síndrome da dor subcalcaneal) – Mais comum em indivíduos entre 40 e 60 anos, pode iniciar de forma insidiosa ou agudamente após trauma local ou uso excessivo do calcanhar (atletas, longas caminhadas), sapatos inapropriados ou não apresentar causa específica (idiopática). Os pacientes apresentam dor na área plantar do calcâneo, pior pela manhã ao colocar o pé no chão, sendo mais severa durante os primeiros passos, com melhora posterior e piora no final do dia. A dor é descrita como uma queimação, profunda, ocasionalmente lancinante e é o resultado de alterações degenerativas na origem da fáscia plantar e da periostite por tração do tubérculo medial do calcâneo.

Dor na região interna do tornozelo

Tendinite do tibial posterior – Essa dor ocorre devido a trauma, torção interna (pronação) excessiva do tornozelo ou secundária à doença reumatóide e espondiloartropatias. O diagnóstico é feito pela presença de dor e edema imediatamente posterior ao maléolo medial, com dor à inversão do tornozelo contra-resistência ou eversão passiva.  Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética podem ser necessárias para confirmação do diagnóstico.

Dor na região externa do tornozelo

Tendinite peroneal ou fibular – Decorrente de trauma repetitivo ou dorsiflexão súbita do tornozelo com inversão, podendo ocasionar ruptura tendínea. Neste caso, pode-se ouvir um estalido no momento da ruptura, além de dor local e à palpação próximo ao maléolo lateral. Em geral, tanto a tendinite quanto a ruptura, respondem bem ao tratamento conservador.

Dor tipo queimação, parestesia dos dedos e planta proximal ao maléolo medial

Síndrome do túnel do tarso – É a compressão do nervo tibial posterior no retináculo dos flexores (posterior e inferior ao maléolo medial). Mais freqüente em mulheres, pode ser desencadeada por traumas, fraturas, deformidade em valgo do pé, hipermobilidade, fatores ocupacionais e sinovite. Dor tipo queimação, parestesia dos dedos e planta proximal ao maléolo medial que piora à noite e melhora com os movimentos da perna, pé e tornozelo são os sintomas.

Síndrome do túnel do tarso anterior – Ocorre quando há compressão do nervo peroneal profundo no retináculo extensor inferior, localizado no dorso do pé e que pode ser desencadeada pelo uso de sapatos inadequados, salto alto, contusão no dorso do pé, fratura do metatarso, osteofitose tavicular e gânglios. Os sintomas são: parestesia no dorso do pé, sensação de aperto na face anterior do tornozelo, pior à noite, ou quando fica-se de pé por tempo prolongado.

Dor no tendão do dedão do pé

Tendinite do flexor longo do hálux – O tendão flexor do hálux é o mais posterior dos três tendões que correm posteriomente ao maléolo medial e passa através de um túnel fibrósseo. Na tenossinovite estenosante que ocorre quando este túnel estenosa e comprime o tendão, há dor durante a flexão plantar ativa e na dorsiflexão do primeiro dedo e um estalido pode ser notado na face póstero-medial do tornozelo.

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Rolfing – Em busca do equilíbrio

Categoria(s): Terapias complementares


Resenha

Dra Ida Rolf

Na década de 1920, Ida Rolf, bioquímica norte-americana, começou a estudar métodos de terapia que relacionassem a estrutura e a função motora, como yoga, quiropraxia e osteopatia, para tentar ajudar o filho que sofrera um grave acidente. Essa pesquisa resultou no método que ela chamou de Integração Estrutural e que seus alunos apelidaram de rolfing.

O rolfing age liberando os segmentos corporais de padrões de tensão adquiridos ao longo da vida. Uma disfunção em uma parte do corpo pode ocasionar distúrbios em todo conjunto músculo esquelético. por exemplo, um artrose de joelho pode modificar o modo de andar, alterando o movimento do quadril, que modifica a estrutura da vertebral lombar, ocasionando escoliose (desvio lateral da coluna). Como esse processo é constante e, muita vezes, inconsciente, gradativamente afasta do estado ideal de equilíbrio.

Ida Rolf fez uma descoberta importante sobre a constituição do corpo humano: a plasticidade das fácias, que são os tecidos conjuntivos que suportam os músculos e mantém a relação deles com os ossos, determinando, basicamente, a forma do corpo. Esta malha de tecido conjuntivo que envolve e conecta os músculos aos ossos através dos tendões é conhecido, atualmente, como esquelo fibroso.

Quando o músculo é sobrecarregado por alguma razão, a fáscia absorve parte dessa carga, impedindo que o músculo se rompa. Porém,  num esforço contínuo e excessivo, a fáscia se torna mais densa e curta. Isso faz com que ela perca a elasticidade e plasticidade, por inflamações dessa fáscias (fasciítes), mudando gradativamente,a  estrutura corporal.

Entretanto, descobriu-se que as fáscias podem ser modificadas, pela aplicação de energias naforma de pressão e calor. Assim, elas tornam-se mais maleáveis, permitindo que as estruturas contidas no seu tecido alterem seu alinhamento e se adaptem numa relação mais harmoniosa com as partes adjacentes do corpo.

A técnica consiste em aplicar uma pressão profunda sobre determinado local, de forma a alongar e “amolecer” a fáscia, permitindo que os músculos voltem a ter uma relação equilibrada e que o corpo se liberte das comprensações que o afastaram da postura ideal. Assim, o corpo não precisa mais gastar tanta energia para realizar os movimentos e ser dor por isso.

Técnica -O trabalho inicia-se com a observação e análise da estrutura corporal e de seus padrões de movimento. Cada sessnao focaliza uma parte do corpo, sendo que todas têm um pouco de trabalho de costas e cabeça. “As costas costumam ser uma área de muita tensão, que não pode ser feita de uma vez só. A fáscia do pescoço, especialmente da nuca, deve ser trata aos poucos, por ser muito espessa.

O rolfing é aplicado em uma série de dez sessões, em uma sequência lógica em que cada sessão tem objetivos específicos e diferentes níves de profundidade. O intervalo entre as sessões varia de acordo com a necessidade e possibilidade de cada paciente. Sem perder de vista a integração do corpo como um todo. Os resultados vão sendo atingidos a cada sessão e sedimentados de forma cumulativa. como o número de sessões é limitado, o terapeuta deve ensinar e pedir que o paciente execute exercícios de alongamento e fortalecimento em casa.

Benefícios – O rolfing melhora a flexibilidade da postura, da amplitude do movimento das articulações, da circulação  e da respiração. Alivia as dores, diminui o estresse e as tensões causadas pelas dores na região, e determina um aumento da consciência corporal e do equilíbrio físico e emocional. Os efeitos permanecem após o tratamento. Entretanto, recomenda-se que em 6 meses e uma ano depois, o paciente faça módulos de 3 a 5 sessões, para manutenção dos resultados.

Contra-indicações – O rolfing não deve ser feito na vigência de processos inflamatórios, em que sofre de cardiopatias e pneumopatias graves.

O Holfing pode ser usado em qualquer fase da vida, mesmo nas gestantes,  quando presta uma contribuição importante, pois na gestação, ocorrem alterações nos tecidos – especialmente das regiões abdominal e lombar – que o terapeuta atuando nestas regiões de desconforto, aliviam a tensão do gravidez. O ideal é que a mulher procure o terapeuta de rolfing um mês após o parto, afim de verificar como está o seu esquema corporal apósa as mudanças sofridas durante a gestação.

Veja mais sobre –

Fáscia – esqueleto fibroso do corpo

Método Rolfing por Ida Rolf

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