Ferritina – O que é?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Exames laboratoriais


Avaliação hematológica

Ferritina

A ferritina é uma proteína encontrada em todas as células, especialmente nas envolvidas na síntese de compostos férricos e no metabolismo e reserva do ferro. Sua concentração está aumenta em resposta a infecções, traumatismos e inflamações agudas. A elevação ocorre nas 24 a 48 horas iniciais, com um pico no terceiro dia, e se mantém por algumas semanas.
As metodologias amplamente utilizadas são quimioluminescência e imunonefelometria. A presença de hemólise* e hiperlipemia** no soro constitui fator interferente.
A ferritina pode ser utilizada para a avaliação de síndrome de ativação macrofágica (hemofagocítica), na qual também podem ser encontrados valores maiores do que 10.000. Atualmente, tem sido utilizada com preditor de parto prematuro, de gravidade de síndrome do estresse respiratório agudo, trauma craniencefálico e preditor de doenças cardiovasculares, assim como a proteína C retiva (PCR).
Pode achar-se elevada em casos de leucemias agudas e crônicas, neuroblastoma, melanoma maligno, tumores de linhagem germinativa, necrose hepática aguda e hemocromatose. Entretanto, nessas condições, raramente seus níveis se encontram acima de 3.000.

*Hemólise – hemólise é a lise das células sanguíneas, especialmente hemáceas.

** Hiperlipemia – hiperlipemia é aumento da taxa dos lípides (colesterol, triglicérides) no sangue.

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Hemocromatose – Como é feito o dignóstico?

Categoria(s): Distúrbios genéticos, Distúrbios hematológicos, Exames laboratoriais


Devemos pensar em excesso de ferro no organismo quando uma das seguintes situações existirem no paciente:

1- Anemias com sobrecarga de ferro
2- Talassemia major
3- Sideroblastose
4- Anemias hemolíticas crônicas
5- Sobrecarga de ferro alimentar
6- Hemotransfusões múltiplas
7- Cirrose alcoólica
11- Após derivação porto-cava

Avaliação laboratorial

O nível de saturação de transferrina e a dosagem de ferritina são virtualmente diagnósticos de hemocromatose. O teste genético para mutação no gene HFE é caro e não está amplamente disponível. A biópsia hepática, para avaliar a carga de ferro, é o próximo passo após a realização destes testes.

Os exames laboratoriais para avaliar as complicações da hemocromatose são: Glicemia, Hematócrito, Hemoglobina, Sorologia para hepatite C, Sorologia para hepatite B, Pesquisa de anticorpo anti-ilhota de Langehans, eletroforese de hemoglobina, Ferro Sérico, Ferritina, Transferrina, TGO – TGP – Gama GT, Fosfatase-Alcalina, Bilirrubinas, Alfa Feto proteína, Lipoproteína-A, apolipoproteina B , TNS alfa 1 (fator de necrose tumoral), cortisol e ACTH.

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Hemocromatose – Qual o comprometimento dp fígado?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Distúrbios hematológicos, Distúrbios metabólicos


Complicações

O fígado é o primeiro órgão a ser acometido, verificando-se aumento do órgão (hepatomegalia) em mais de 95% dos pacientes, com funções hepáticas preservadas. O ferro parenquimatoso encontra-se na forma de ferritina e hemossiderina. Nos estágios iniciais, esses depósitos localizam-se nas células parenquimatosas periportais, depois evolui para a fibrose perilobular e, por fim, deposita-se no epitélio dos ductos biliares, nas células de Kupfer e nos septos fibrosos. No estágio avançado, sobrevém a cirrose hepática. O hepatocarcinoma (câncer do figado) desenvolve-se em cerca de 30% de paciente com cirrose, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da instituição imediata do tratamento.

Retardando a evolução cirrótica - A fibrose da cirrose hepática tem sido considerada como sua complicação mais deletéria e inúmeras terapias antifibróticas têm sido propostas. Dessas, a única que tem conseguido mostrar utilidade terapêutica é a colchicina, que vem sendo empregada no tratamento de cirrose hepática de diversas etiologias. A colchicina interfere no metabolismo de colágeno, inibindo sua síntese, diminuindo sua deposição e aumentando sua dissolução. Inibe também a secreção de procolágeno no tecido embrionário. Alguns acreditam que a colchicina possa atuar modificando a membrana de hepatócitos ou regulando o fluxo de mononucleares para a área necrótica. Os efeitos colaterais atribuídos à colchicina são: náuseas, vômitos, diarréia, hematúria, oligúria, predisposição à formação de úlcera péptica, desencadeamento de hemorragia gastrointestinal, miopia, interferência na absorção de vitamina B12. são raramente observados.

* Células de Kupfer são macrófagos (células que fagocitam=comem restos de células, vírus e todo elemento estranho das células) encontrados na luz dos capilares hepáticos que atuam metabolizando hemáceas velhas, digerindo suas hemoglobinas, secretando imunosubstâncias e destruindo possíveis bactérias que tenham penetrado pelo sistema venoso do fígado (sistema porta).

A QUEM CONSULTA – O médico indicado para o acompanhamento do caso é o hepatologista, especialista em fígado.

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