Diverticulite – Quando cirurgia é necessária?

Categoria(s): Distúrbios digestivos


Tratamento

Indicações cirúrgicas da diverticulite

a) Quando a diverticulite é recorrente;
b) quando os divertículos ameaçam romper-se, ou realmente se rompem, causando peritonite;
c) quando a inflamação é tão intensa que forma abscessos localizados ou fístulas, que alcançam órgãos adjacentes ao intestino;
d) quando os divertículos sangram muito.

Os pacientes que tiveram complicação significativa de diverticulose devem ser considerados para ressecção cirúrgica eletiva, em especial quando a avaliação por colonoscopia ou enema de bário demonstra um segmento relativamente limitado de diverticulos. O procedimento mais comum, conhecido como ressecção do cólon (colectomia), envolve a remoção da parte do cólon que contém os divertículos e a reconexão das extremidades.

Cirurgia de urgência

Quando executada em situação de emergência, a ressecção do cólon é feita num processo em dois tempos (duas fases) por causa da presença das fezes e o risco potencial de infecção. Na primeira fase, a secção do cólon é retirada, mas por causa de infecção, não é seguro unir as extremidades. Ao invés disso, o cirurgião cria um buraco temporário, ou estoma, na parede do abdome e conecta o cólon a ela, um procedimento chamado colostomia. Uma bolsa é presa à parede do abdome para servir de depósito das fezes. Mais tarde, num segundo tempo (em geral de 2 a 3 meses após a operação) é realizada a reconexão das extremidades do cólon e assim a colostomia é fechada. Às vezes, se a situação não for de emergência, a cirurgia pode ser feita de uma só vez (sendo precedida da limpeza do intestino).

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