Balanopostite – O que é?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios urogenitais, Infecções fúngicas, Infectologia


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Balanopostite

balanopostiteA balanopostite é uma inflamação conjunta da glande e prepúcio (balanite é inflamação da glande, postite; inflamação do prepúcio) desencadeada por diversos fatores.

Os mais comuns são conseqüências de fenômenos irritativos como hábitos higiênicos inadequados dos genitais – principalmente quando o paciente for portador de fimose – e excesso do prepúcio (a pele que envolve a glande). Neste caso, há depósitos de restos de descamação celular, chamado de esmegma, o qual promove a irritação. Ainda dentro desta causa, está o uso de agentes irritativos para limpeza do pênis, sendo aconselhável o uso de produtos neutros para higiene do pênis (como sabão neutro).

Outras causas importantes são as infecciosas como um fungo chamado Cândida albicans. Assim como os outros fungos, ele se aproveita do local quente e úmido existente entre a glande e o prepúcio. Esta doença é mais comum em algumas situações como obesidade, diabetes, idosos acamados, uso prévio de antibióticos e indivíduos com a imunidade rebaixada.

CândidaAs candidas (figura – candidas no exame de urina) possuem 4 características patogênico: 1. Crescer a 37oC; 2. Formar estruturas filamentosas – Hifas ou pseudohifas com mais de 200 μm de comprimento; 3. Produção de metabólitos: manifestações alérgicas; 4. Produção de mananas circulantes – Depressão da resposta imune celular.

Manifestação clínica no genital masculino:

• Região da glande e sulco balanoprepucial;

• Discreto eritema pruriginoso ou lesões vesiculares com conteúdo branco
cremoso (diabético);

Diagnóstico laboratorial:

• Coleta: Lesões mucocutâneas – “Swabs” estéreis – Não deixar secar
• Processamento do materia colhido: 2 etapas:

Etapa 1- Exame direto – Observa o material colhido da lesão em lâmina no microscopia – No exame pode observar os fungos  (Candida albicans ou Candida tropicalis)
Etapa 2 – Semeadura – O material colhido da lesão pode ser cultivado em meios de cultura com alguns antibióticos que permitiram o crescimento apenas do fungo causador da doença (Cultura 1. Sabouraud; Cultura 2. Sabouraud + cloranfenicol ou Cultura 3.  Sabouraud + cloranfenicol + icloeximida).

Tratamento:
Derivados imidazólicos (Fluconazol, clotrimazol, itraconazol) tópico e oral

Referências:

McClellan KJ, Wiseman LR. Markham A – Terbinafine – an update of its use in superficial mycoses. Drugs. 58:179-202,1999.

Eggimann P, Francioli P, BilleJ, Schmeider R, Wu MM, et al – Fluconazole prophylaxis prevents intra-abdominal candidiasis im hight-risk surgical patients. Crit Care Med, 27:1066-1072,1999.

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Candidíase vulvovaginal – O que é?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infectologia, Sexualidade e DST


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Candidíase vulvovaginal

A candidíase vulvovaginal é a segunda causa mais freqüente de vulvovaginite. Estima-se que 75% das mulheres terão ao menos um episódio ao longo de sua vida, sendo que 40% a 50% teriam uma segunda infecção. Em cerca de 5% das mulheres a candidíase adquire um padrão crônico com recorrências freqüentes (quatro ou mais episódios/ano). A Candida albicans é responsável por 85% a 90% dos casos de candidíase vulvovaginal. Outras espécies como Candida glabrata, Candida tropicalis e Candida pseudotropicalis podem determinar quadros clínicos semelhantes e tendem a ser mais prevalentes nos casos crônicos, como também apresentar resistência aos tratamentos habituais.

Pacientes sintomáticas tendem a apresentar maior concentração de fungos (> 106 ufc/ml de fluido vaginal) em comparação a pacientes colonizadas e assintomáticas (< 105ufc/ml)(27).

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Candidíase vulvovaginal – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infecções fúngicas, Infectologia


Tratamento

O tratamento para a candidíase pode ser local ou sistêmico. No entanto, as características da infecção e a preferência da paciente devem nortear o esquema terapêutico. Um dos melhores agentes tópicos ainda em uso é a nistatina – que apresenta taxa de cura micológica em torno de 70% a 80%. A nistatina, por ser pouco absorvida, não demonstrou efeitos teratogênicos (produto gerador de ma-formação nos fetos) quando empregada no primeiro trimestre da gestação. O tempo de tratamento prolongado (14 dias) limita um pouco sua prescrição. O tratamento oral é feito com medicamentos eficazes na erradicação do fungo da vagina e outros reservatórios sistêmicos, porém devem ser observados os efeitos colaterais, interações medicamentosas e toxicidade. Tanto o fluconazol como o itraconazol permitem o tratamento em um dia e têm apresentado menos efeitos colaterais quando comparados ao ketoconazol.

Além do tratamento medicamentoso, é fundamental identificar e afastar fatores predisponentes para um melhor resultado terapêutico. Deve-se orientar em substituir as roupas sintéticas por tecidos que facilitem a transpiração, como o algodão; da mesma forma, evitar roupas justas e abafadas. Não se recomenda o uso de materiais higiênicos perfumados, como também duchas e desodorantes vaginais. Os banhos de imersão devem ser evitados durante o período de tratamento.

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