Helicobacter pylori – O que é?

Categoria(s): Câncer, Dicionário, Distúrbios digestivos, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Dicionário

Helicobacter pylori, bactéria espiralada descrita por Warren e Marshall  em 1983, tem importante papel na secreção de ácido clorídrico pelas células do estomago. A secreção de ácido está na dependência de vários fatores ambientais, como tipo de alimentação, uso de determinados medicamentos, o hábito de fumar e o estado emocional. Existem evidências de que o H. pylori é importante na gênese da úlcera péptica, quer em razão da inflamação da mucosa resultante de sua presença, quer por alterar os mecanismos que regulam a produção de ácido. Cerca de 90% das pessoas portadoras de úlcera duodenal se encontram infectados pela bactéria. Sabe-se que a úlcera duodenal apresenta-se nos casos de hipersecreção e as úlceras gástricas com normo ou hipossecreção ácida.

Mais de 95% dos indivíduos infectados pela bactéria desenvolvem gastrite crônica ativa, que caminha, através de uma progressão lenta e gradual, para uma gastrite crônica com graus variáveis de atrofia e metaplasia intestinal, consideradas fatores de risco para o câncer gástrico. Em vista deste dado e do reconhecimento do papel do H. pylori na determinação do processo inflamatório gástrico, sugeriu-se a associação da infecção da bactéria com um aumento do risco de câncer gástrico. Em relação à úlcera péptica, uma vez erradicada a bactéria, pode-se afirmar que o paciente estará curado da úlcera.

A elevada prevalência da infecção pelo H. pylori em todo o mundo, e a bem estabelecida relação com a úlcera péptica e o câncer gástrico exigem que se considere esta infecção como um problema de saúde pública.

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Helicobacter pylori – Como é a contaminação?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Infectologia


Vias de transmissão

O H. pylori é transmitido de pessoa para pessoa, tanto pelo contato com as fezes como com a secreção gástrica (via feco-oral e oro-oral). Assim, sua transmissão é facilitada por precárias condições de higiene e de habitação, particularmente se houver aglomerado de pessoas que permitam contato mais íntimo entre adultos com alta prevalência da infecção e crianças.

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Helicobacter pylori – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Tratamento

Atualmente existe um arsenal terapêutico poderoso no combate ao H. pylori. O sucesso terapêutico irá depender de vários fatores, como a escolha correta da associação de medicamentos que devem ser utilizados. O esquema considerado hoje como de primeira linha associa um inibidor de bomba protônica em dose padrão + claritromicina 500 mg + amoxicilina 1.000 mg ou metronidazol 500 mg, duas vezes ao dia, por um período mínimo de sete dias.

Os principais inibidores da bomba de prótons que são utilizados na associação com os antimicrobianos na terapêutica anti-H. pylori, são: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol.
Os principais agentes antimicrobianos disponíveis são os sais de bismuto coloidal (subcitrato ou subsalicilato), os nitroimidazólicos (metronidazol ou tinidazol), os macrolídeos (claritromicina ou azitromicina), furazolidona, amoxicilina e tetraciclina.

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