Câncer colorretal – Diagnóstico por colonoscopia?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios digestivos


Como funciona?

O sangramento vivo intestinal baixo recebe o nome de hematoquezia. Toda pessoa com idade superior há 5o anos com queixa de hematoquezia tem indicação de colonoscopia (exame endoscópico do intestino grosso), independente da presença ou ausência de hemorróidas, para a procura de câncer do intestino. O exame é realizado com o paciente sedado e colocado deitado sobre o seu lado esquerdo. O colonoscópio (tubo flexível com uma câmera conecta a um aparelho de televisão, que permite acompanhar e filmar toda imagem obtida pelo aparelho) é introduzido pelo ânus até a região do ceco (final do cólon), visualizando todo o intestino grosso. No dia anterior a realização do exame o paciente deve fazer um preparo do intestino com a ingestão de laxantes e líquidos, deixando o intestino totalmente limpo. Não pode comer alimentos sólidos no dia anterior.

A figura A – ilustra o exame de colonoscopia; a figura B um exame evidenciando lesão vegetante na luz do intestino característica de neoplasia; a figura C os vários estágios do câncer do cólon, desde os iniciais (estágio 0) onde as células cancerosas ficam apenas na mucosa, até o estágio IV com o câncer invadindo a parede intestinal e dando metástases à distância.

Referências:

Khullar SK, Sisaario JA – Colon cancer screening. Sigmoidoscopy or colonoscopy? Gastrointest Endoscop Clin North Am. 1997;7:365-386.

Winawer SJ, Fletcher RH, Miller L, et al – Colorectal cancer screening: clinical guidelines and ratiomale. Gastroenterology 1997;112:594-642.

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Diverticulite – Hemorragia intestinal

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Emergências


Complicações

Os divertículos do cólon representam a causa mais freqüente de hemorragia intestinal nos idosos, podendo os pontos de sangramento estar localizados igualmente em cólon esquerdo e em cólon direito. A diverticulose está presente em aproximadamente 50% dos indivíduos com mais de 50 anos.

O divertículo se forma por adelgaçamento da parede intestinal, pela ausência da camada muscular (seta), como ilustra a figura a direita, expondo os vasos do fundo do divertículo.

diver O fator desencadeante do sangramento seria o aparecimento de erosões ou ulcerações no colo ou fundo do divertículo, comprometendo ramos intramurais da artéria marginal, responsável pela vascularização do cólon.

Normalmente, o sangramento se origina em um único divertículo, mais comumente do lado direito do cólon, e, em geral cessa, espontaneamente.

A utilização de ácido acetilsalicílico e de antiinflamatórios não-hormonais poderá desencadear o sangramento dos divertículos, que se manifesta por meio da evacuação de abundante quantidade de sangue, geralmente em coágulos, misturado com fezes.

A recorrência do episódio de sangramento ocorre em 25% dos casos.

diverticulosO diagnóstico é realizado por meio do exame endoscópico (colonoscopia) como ilustra a figura ao lado; muitas vezes, porém, pela quantidade de sangue coletado e pela impossibilidade de realizar preparo adequado, tem-se prejudicada a total visualização da mucosa colônica. Nessas condições, é importante dispor do recurso da arteriografia da mesentérica inferior, que, quando o fluxo de sangramento for superior a 0,5 ml/min, demonstrará o local de sangramento e também verificará outras causa possíveis da hemorragia, principalmente as de origem vascular. Por meio da arteriografia poderá ser efetuada, também, a embolização do vaso sangrante.

A terapêutica, na maior parte das vezes, é conservadora, com reposição volêmica. A utilização de clisteres com sulfato de bário tem ação efetiva, com tamponamento dos divertículos pela aderência dessa substância à mucosa intestinal. Com a colonoscopia, pode-se, também, tratar localmente o sangramento por meio de esclerose ou eletrocoagulação.

Em situações mais graves, com desencadeamento do choque hipovolêmico, sem resposta à terapêutica clínica, deverá ser indicada a opção cirúrgica, com remoção de todo o cólon comprometido.

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Doença de Crohn – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios digestivos, Exames laboratoriais


Doença de CrohnA doença foi descrita pela primeira vez em 1932 pelo Dr. Burril B. Crohn, da cidade de Nova York, e é caracterizada por uma inflamação crônica que afeta a mucosa intestinal. Ocorre mais freqüentemente entre os 10 e 40 anos, atingindo igualmente homens e mulheres. A causa da doença é desconhecida, porém as teorias recentes incluem fatores genéticos, infecciosos e imunológicos. Fatores psicológicos são provavelmente primários, mas podem estar envolvidos com a doença.

Os pacientes com doença de Crohn comumente se apresentam com diarréia, dor no quadrante inferior direito do abdome com massa inflamatória, febre e perda de peso. Esses pacientes, geralmente são fumantes e têm ulcerações aftosas ou lineares discretas com áreas de inflamação descontínuas ou salteadas. Granulomas não caseosos vistos na histopatologia (figura abaixo) são encontrados em 30% desses pacientes. Os pacientes podem se apresentar com ulceração, estenose, formação de fístulas e abscesso intestinal. Manifestam-se, comumente, por diarréia, anemia, enterorragia e dor abdominal. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por colonoscopia.

Teste laboratorial HLA B27 - O HLA B27 está presente em 50% dos pacientes com doença de Crohn e retocolite ulcerativa idiopática .

A causa mais comum de diarréia osmótica é a má-absorção de lactose por deficiência enzimática (lactase). A deficiência da lactase pode ser congênita ou secundária a infecção viral, giardíase, espru celíaco ou doença de Crohn.

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