HEPATITE C – O que é?

Categoria(s): Infecções virais, Infectologia, Programas de saúde, Sexualidade e DST


Dicionário

A Hepatite C é uma doença viral, causada pelo virus HCV, com infecções assintomáticas ou sintomáticas (até formas fulminantes, raras). O quadro crônico da doença pode ter evolução para cirrose e hepatocarcinoma, fazendo com que o HCV seja, hoje em dia, responsável pela maioria dos transplantes hepáticos no Ocidente. O uso concomitante de bebida alcoólica, em pacientes portadores do HCV, determina uma maior propensão para desenvolver cirrose hepática.

Estimase que existam 170 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. As populações mais atingidas são os pacientes que realizam múltiplas transfusões, hemofílicos, hemodialisados, usuários de drogas injetáveis e inaláveis, assim como portadores
de tatuagens e de piercing.

Referência:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

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Hemocromatose – Qual o comprometimento dp fígado?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Distúrbios hematológicos, Distúrbios metabólicos


Complicações

O fígado é o primeiro órgão a ser acometido, verificando-se aumento do órgão (hepatomegalia) em mais de 95% dos pacientes, com funções hepáticas preservadas. O ferro parenquimatoso encontra-se na forma de ferritina e hemossiderina. Nos estágios iniciais, esses depósitos localizam-se nas células parenquimatosas periportais, depois evolui para a fibrose perilobular e, por fim, deposita-se no epitélio dos ductos biliares, nas células de Kupfer e nos septos fibrosos. No estágio avançado, sobrevém a cirrose hepática. O hepatocarcinoma (câncer do figado) desenvolve-se em cerca de 30% de paciente com cirrose, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da instituição imediata do tratamento.

Retardando a evolução cirrótica – A fibrose da cirrose hepática tem sido considerada como sua complicação mais deletéria e inúmeras terapias antifibróticas têm sido propostas. Dessas, a única que tem conseguido mostrar utilidade terapêutica é a colchicina, que vem sendo empregada no tratamento de cirrose hepática de diversas etiologias. A colchicina interfere no metabolismo de colágeno, inibindo sua síntese, diminuindo sua deposição e aumentando sua dissolução. Inibe também a secreção de procolágeno no tecido embrionário. Alguns acreditam que a colchicina possa atuar modificando a membrana de hepatócitos ou regulando o fluxo de mononucleares para a área necrótica. Os efeitos colaterais atribuídos à colchicina são: náuseas, vômitos, diarréia, hematúria, oligúria, predisposição à formação de úlcera péptica, desencadeamento de hemorragia gastrointestinal, miopia, interferência na absorção de vitamina B12. são raramente observados.

* Células de Kupfer são macrófagos (células que fagocitam=comem restos de células, vírus e todo elemento estranho das células) encontrados na luz dos capilares hepáticos que atuam metabolizando hemáceas velhas, digerindo suas hemoglobinas, secretando imunosubstâncias e destruindo possíveis bactérias que tenham penetrado pelo sistema venoso do fígado (sistema porta).

A QUEM CONSULTA – O médico indicado para o acompanhamento do caso é o hepatologista, especialista em fígado.

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