Herpes-zoster – Como diagnosticar?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Diagnóstico

herpes

O diagnóstico é basicamente clínico. Lesões vesicobolhosas agrupadas sobre base eritematosa, seguindo trajeto de nervos, unilaterais. Pode ser feito por cultura de tecidos.

Quadro Clínico

O Herpes-zoster tem um período de incubação de 7 a 12 dias, o início é rápido e com manifestações cutâneas características por vesículas agrupadas seguindo o trajeto de um nervo, unilateral, acompanhada ou precedida de dor neural e febre. Os dermátomos (são as áreas da pele inervadas por fibras provenientes de uma única raiz nervosa) mais acometidos são os: torácicos (55%), cranianos (20%), lombares (15%) e sacrais (5%).

Na face o ramo oftálmico do nervo trigêmio é o mais acometido, podendo levar a cegueira devido a possível queratite. O envolvimento dos ramos maxilar e mandibular pode expressar-se com lesões osteolíticas e dentárias.

As manifestações motoras podem localizar-se na face, como na Síndrome de Remsay-Hunt, com as características vesículas cutâneas no conduto auditivo (zoster octicus), e paralisia ipsilateral do tipo infranuclear.

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Herpes-zoster – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios da pele, Infectologia


Tratamento

Terapia antiviral – A terapia medicamentosa antiviral é utilizada com a finalidade de promover com mais rapidez a cura e reduzir a gravidade e a incidência da neurite pós-herpética.

Vacina contra o Herpes Zoster – O Shingles Prevention Study conduziu um grande estudo com a finalidade de estabelecer o impacto de uma vacina contra o Herpes Zoster . O estudo teve por objetivo estudar a redução da dor e do desconforto relacionado a doença, o impacto sobre a sua incidência como um todo, além de medir a freqüência de complicações, como a PHN (neuropatia pós herpética), em uma população idosa. Durante o seguimento do estudo foram confirmados 957 casos de zoster, 315 no grupo vacinado e 642 no grupo placebo, foi usado o antiviral em ambos os grupos,ocorreram 107 casos de PHN, sendo 27 no grupo vacinado e 80 no placebo. O uso da vacina reduziu o impacto da doença em termos de dor e desconforto em 61,1%, reduziu a incidência da doença em 51% e reduziu a incidência de PHN em 66,5%. Na avaliação estratificada por faixa etária a redução da doença foi de 65% no grupo de 60 a 69 anos e de 55% no grupo acima de 70 anos.

Efeitos adversos da vacina foi a reação local, geralmente leve.

A vacina foi aprovada pelo FDA, em junho de 2006 e tem previsão de disponibilidade no Brasil por volta de 2007.

Referências:

Vilela,JC. – Herpes Zoster, Atualizações Diagnósticas e Terapêutica em Geriatria; cap.81, pg 747 e 748, editora Ateneu,2007.

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Angina pecturis – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Emergências


Sintomatologia

angina

A angina pecturis é uma síndrome clínica tipicamente descrita como um desconforto precordial esquerdo ou subesternal, que é percebido como um “aperto” ou “peso” ou “pressão”. A dor pode ser irradiada para o pescoço, face interna do braço esquerdo, mandíbula, epigástrio e mais raramente para o dorso.

A dor anginosa tem duração de até 20 minutos, melhorando com o repouso e vasodilatadores coronários. Devemos lembrar que 20% dos diabéticos podem apresentar fenômenos isquêmicos indolores, mesmo acontecendo com os pacientes submetidos a transplante cardíaco.

Excetuando-se os fenômenos álgicos e os aspectos psicológicos (angústia, medo, sensação de morte eminente, pavor) provocados pelo episódio anginoso, a propedêutica cardiológica pouco revela. Porém devemos chamar a atenção para o aparecimento de sinais de disfunção ventricular esquerda durante os episódios anginosos graves, tais como: dispnéia, ortopnéia, dispnéia paroxística noturna, taquicardia, hipotensão arterial, presença de terceira bulha (bulha ventricular) ou quarta bulha (bulha atrial).
Além disso, alguns pacientes desenvolvem, durante o episódio, sopros de regurgitação mitral ou tricúspide, conseqüente a disfunção do músculo papilar.

Diagnóstico diferencial – Os mesmos sintomas da dor  anginosa aparecem no: aneurisma dissecante da aorta, dor torácica músculo-esquelética, dor do herpes zoster, pneumonia, embolia pulmonar, esofagites, hérnia de hiato esofágico, gastrite, colecistite, pancreatite e úlcera péptica.

Referências:

Buxton AE, Goldberg S, Harken A – Coronary artery spasm imediately after myocardial revascularization. N Engl J Med.1981;304:1249.
Prinzmetal M, Kennamer R, Merliss R et al – Angina pectoris. 1. A váriant form of angina pectoris. Am J Med,1959;27:375-7.

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