Doença hepática gordurosa não-alcoólica – O que é?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Distúrbios Inflamatórios


Dicionário

    Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica (DHGNA)

    O quadro histopatológico da esteatohepatite não alcoólica é semelhante da hepatite alcoólica, podendo ser encontrado os corpúsculo de Mallory*, até algum tempo considerado patognomônico da hepatite alcoólica , podendo evoluir para fibrose e eventualmente cirrose, porém sem a etiologia do consumo de bebidas alcoólicas.

    No idioma inglês esta doença é conhecida como síndrome de NASH – Nonalcoholic steatohepatitis.

    O que tem observado é um forte associação desta alteração hepática com a obesidade, diabetes mellitus, hiperlipemia (hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia), nutrição parenteral total, desnutrição grave, dietas ricas em proteínas para perda de peso e o uso de alguns medicamentos (ex.amiodarona). Em aproximadamente 40% dos pacientes com esteatohepatite não alcoólica  não se encontramos nenhuma das causas anteriores para explicar seu aparecimento.

    Cincoenta por cento dos obesos têm estatose hepática diagnósticada através das biópsias, porém nem todos já tem o quadro de esteatohepatite. A patogênese da doença hepática ainda é obscura, embora alguns observações apontam para uma desordem subjacente de sensibilidade insulínica dos hepatócitos.

    Diagnóstico – o diagnóstico pode ser suspeitado pelo ecografia abdominal que mostra imagem hepática com ecos não uniforme.

    * Os corpúsculos de Mallory, ou corpúsculos hialinos alcoólicos são encontrados no interior dos hepatócitos sob forma de condensações grosseiras de material filamentar, eosinófilas, próximas ao núcleo da célula, que muitas vezes é circundada por leucócitos polimorfonucleares.

    Tratamento – o tratamento visa controlar os fatores de risco quando observado no exame clínico, como controle da glicemia, da obesidade, do colesterol e da triglicerídeos alto, da desnutrição, afastar alguns medicamentos hepatóxicos ou que tenham metabolísmo hepático.

    Referências:

    Sheth SG, Gordon FD, Chopra S – Nonalcoholic steatohepatitis (NASH). Ann Intern Med 1997;126:137-145.

    Bacon BR, Farahvasch MJ, Janney CG, Neuschwander-Tetri BA – Nonalcoholic steatohepatitis (NASH): an expanded clinical entity. Gastroenterology 1994;107:1103-1109.

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    Hipotireoidismo na gestação – Qual o risco para o feto?

    Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios neurológicos


    Hipotireoidismo gestacional

    A tireoide do feto só se torna operacional a partir da metade da gestação, assim no início da gestação o desenvolvimento neurológico do feto é totalmente dependente dos hormônios tireoideanos maternos. Esses hormônios são essenciais para a multiplicação neuronal, migração e organização estrutural, crescimentos axonal e dendrítico, sinaptogênese e formação da mielina. Estudos tem mostrado que crianças de mães com hipotireoidismo gestacional não tratadas têm maior dificuldade no aprendizado escolar, além de deficit de atenção e hiperatividade.

    São consideradas gestantes de alto risco para doença da tireoide, as que apresente história de hipertireoidismo, hipotireoidismo ou tireoidite em gestações anteriores, diabetes mellitus tipo I ou outra doenca auto-imune (lupus, febre reumática, artrite reumatóide,etc.); história de abortos, parto prematuro, infertilidade, hipercolesterolemia, hiponatremia ou anemia.

    Considerando-se o risco para o desenvolvimento mental da criança, existe a necessidade de realização de um avaliação da tireoide em toda grávida, mesmo que assintomática.

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    Vitamina B3 – Propriedades

    Categoria(s): Terapia antioxidante


    Terapia antioxidante


    As funções medicinais desta vitamina são extensas. É auxiliar no tratamento do colesterol, aumentando o colesterol “bom”, HDL, e diminuindo os níveis de triglicérides, LDL e colesterol total. Possui propriedades ansiolíticas e também atenua os sintomas da depressão. Ainda tratando de distúrbios neurológicos, é comprovado seu efeito benéfico para alguns tipos de esquizofrenia. Carnes magras, fígado, amendoim e levedo são fontes naturais desta vitamina.

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