Rinite alérgica – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios respiratórios


Rinite alérgica


Como é feito o tratamento

rinite

O tratamento da rinite alérgica deve ser amplo com orientações sobre as medidas a serem tomadas para evitar as crises, afastando os agentes causadores da alergia, fármacos nas crises, medidas higiênicas e imunoterapia. Não raramente, as pessoas que têm rinite alérgia também sofre que alergias cutâneas (urticárias), bronquites alérgicas e quadros de distúrbios intestinais e enxaquecas.O ponto fundamental no tratamento é afastar o agente causador da alergia, tão longo tenha sido determinado.

Obstrução nasal

A obstrução nasal, decorrente do edema da mucosa e o alívio da obstrução nasal pelo uso de agentes vasoconstritores pode fazer com que eles sejam usados de modo abusivo, ocasionando o agravamento da obstrução por efeito rebote.

Medidas antiinflamatórias

A utilização de medicamentos anti-histamínicos, que bloqueam ação da histamina, ou medicamentos simpaticomiméticos tópicos (spray nasal) ou sistêmicos visam descongestionar o tecido nasal, permitindo um respirar normal.

Terapia imunológica

A imunoterapia, ou seja terapia do sistema imunológico, envolve a injeção (vacinas) de doses mínimas do antígeno lesivos no paciente. Essa terapia visa reduzir os níveis séricos de Imunoglobulina E – IgE, e aumentar os anticorpos IgG (imunoglobulina G) que atuarão como anticorpos bloqueadores, diminuindo a sensibilidade das células (eosinófilos e mastócitos) liberadoras de histaminas e diminuindo a responsividade  dos linfócitos. O uso de corticoterapia está indicado para diminuir a intensidade do processo inflamatório.

 

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Mastocitose – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios da pele, Distúrbios hematológicos


Dicionário

Mastocitose é um quadro raro caracterizado pela proliferação e acúmulo de mastócitos* na pele e/ou em outros órgãos e tecidos, principalmente na medula óssea e no trato gastrointestinal.

* Os mastócitos são células do tecido conjuntivo, originado de células mesenquimatosas, que contém no seu interior uma grande quantidade de grânulos cheios de histamina (substância envolvida nos processos de reações alérgicas) e heparina (uma substância anticoagulante).

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Proteína C Reativa – O que significa?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios


Proteína C Reativa – O que significa?

A proteina C reativa (PCR) tem funções pró e anti-inflamatórias, promovendo a interação entre imunidades humoral e celular. É produzida no fígado e classificada como pentraxina – um pentâmero com uma fenda ligadora de fosfatidilcolina (dependente de íons cálcio) e outras em face oposta que se ligam ao componente do sistema complemento C1q e à porção Fc de imunoglobulinas. Sua função é ligar-se a patógenos e células lesadas e/ou células apoptóticas (fosfatidilcolina) e iniciar sua eliminação por meio da ativação do sistema complemento e de fagócitos (C1q e Fc). Essas ligações e atrações celulares permitem considerá-la como uma opsonina. Também atua regulando a extensão e a intensidade da reação inflamatória.

A ativação do complemento ocorre pela via clássica, por deposição dos fragmentos de C3 e C4 na PCR e no ligante, formação da C3 convertase clivando o C3 em C3a, uma anafilatoxina que induz a liberação de histamina de basófilos e mastócitos, e C3b, que atua como opsonina, atraindo fagócitos – macrófagos – ao local da inflamação. A ativação não converte C5, ou seja, não há amplificação dos efeitos pró-inflamatórios ou formação do complexo de ataque à membrana diretamente pela PCR. A PCR e a via clássica do complemento atuam em sintonia, promovendo a limpeza de células apoptóticas sem ocasionar lise celular, minimizando a liberação de mediadores que aumentariam a reação inflamatória. É sabido que, na artrite reumatoide (AR), o complemento é ativado pela PCR, especialmente naqueles com maior atividade de doença, porém não está clara a participação da ativação do complemento na manutenção da reação inflamatória e destruição articular.

A interação entre PCR e porção Fc de imunoglobulinas dá-se, em fagócitos, por meio de receptores FcRI (CD64) e FcRIIa (CD32), levando à indução de fagocitose e à secreção de citocinas pró-inflamatórias como interleucina (IL)-1 e fator de necrose tumoral (TNF). Já em neutrófilos, a interação promove down-regulation da inflamação com inibição da resposta quimiotática, clivagem de L-selectina diminuindo a marginação de leucócitos e endocitose de receptores IL-6.

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