Cistite de repetição – O que é?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infectologia


A cistite representa a segunda maior causa de consultas médicas por doenças infecciosas. Só perdendo para as infecções pulmonares. Por ano, pelo menos 4 milhões de brasileiros procuram médicos queixando-se de cistite, infecção urinária do baixo ventre que atinge especialmente as mulheres. Um fato que tem preocupado os médicos é o aumento dos casos de cistite de repetição, caracterizada por mais de um episódio de infecção por ano. Uma das razões é a falta de um diagnóstico correto, com a determinação do germe patogênico através de urocultura (cultura da urina).

A realização de uma cultura da urina (que pesquisa a existência de bactérias) e de um antibiograma (exame que aponta a resistência dos micróbios a antibióticos) é uma das medidas indispensáveis durante os episódios de cistite. O uso indiscriminado de antibióticos ocasiona germes altamente resistente aos antibióticos.

A QUEM CONSULTAR – Nos casos de ciste de repetição o médico indicado é o urologista.

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Botox (Toxina botulínica) – O que é?

Categoria(s): Distúrbios neurológicos, Distúrbios urogenitais, Terapias complementares


Tratamento

A Toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que age nas placas neuromusculares impedindo a liberação do neurotransmissor acetilcolina, e consequentemente que o músculo se contraia. Foi usado inicialmente para corrigir problemas neuromusculares, como espasmo na pálpebra e estrabismo. Hoje vem sendo utilizada nas clínicas de estética para suavizar rugas de espressão, com também nos casos de distonias (doença neurológica com movimentos involuntários de piscar os olhos, torcer o pescoço, retorcer o tronco), hiperidrose (transpiração excessiva) e bexiga hiperativa.

Uso nas sequelas de ACV – Pessoas que sofreram um derrame cerebral (Acidentes vascular cerebral) e ficaram com rigidez muscular que impede a locomoção ou o uso do braço lesado podem se beneficiar com injeções de toxina butulínica nos músculo flexores liberando o movimento do braço ou da perna paralizada. Este procedimento deve ser feito por médico neurologista, que muitas vezes utilizam medicamentos antiespasmódicos como tizanide e baclofen, que usados via oral atinge todos os músculos indistintamente e não somente os afetados pela paralisia.

Uso na incontinência urinária – A bexiga hiperativa é uma alteração funcional que obriga a pessoa urinar inúmeras vezes durante o dia (mais de oito vezes) ou urgência, caso contrário perde urina involuntariamente. Este fato causa muito estresse e reclusão social, onde a pessoa evita de sair de casa pelo constrangimento de nnao conseguir segurar a urina. Nas pessoas normais, o nervo parassimpático libera o neurotransmissor acetilcolina em quantidade suficiente para que ele se una ao músculo da bexiga (músculo detrussor), que se contrai e libera a urina quando a bexiga estiver cheia (aproximadamente 400 mL).  Nas pessoas com incontinência urinária por bexiga hiperativa, há um excesso de liberação de acetilcolina e a bexiga passa a contrair involuntariamente a toda hora e a pessoa perde urina antes mesmo de conseguir chegar ao banheiro. Injeções  (aproximadamente 30 aplicações) de toxina botulínica no músculo da bexiga realizado por médico urologista, via uroscópia, ajuda a controlar o problema. O efeito é de nove meses a um ano, devendo ser repetido o procedimento após este período.

Contraindicação – A toxina butilínica é contra indicada nos pacientes com insuficiência respiratória.

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Avaliação urodinâmica – O que é?

Categoria(s): Distúrbios funcionais, Distúrbios urogenitais, Exames laboratoriais


Testes laboratoriais

A avaliação urodinâmica são exames utilizados para avaliar a pressão da bexiga em vazia e quando ela se enche, sendo indicado para o estudo dos casos de incontinência urinária crônica. O teste é realizado com a passagem de uma sonda vesical e, enquanto a bexiga é enchida com soro fisiológico através da sonda, é realizada a medida da pressão no seu interior. Normalmente, a pressão aumenta lentamente. Em algumas situações, a pressão aumenta em espasmos súbitos ou aumenta muito rapidamente antes da bexiga estar completamente cheia (Ex. bexiga hiperativa). Este exame ajuda o urologista a determinar o mecanísmo da incontinência e o melhor tratamento para o caso.

No final do exame mede-se a velocidade do fluxo urinário, para determinar se o fluxo urinário encontra-se obstruído e se os músculos da bexiga conseguem contrair com força suficiente pra expulsar a urina.

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