Infecção pelo HIV – Como é a fase crônica

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História da infecção pelo HIV sem tratamento

A história natural de um paciente não tratado é variável. Para os pacientes que não recebem terapia anti-retroviral ou imunomoduladora, o declínio médio na contagem de linfócitos CD4 é de 50 células/ano, e o tempo médio desde a aquisição da infecção pelo HIV até uma manifestação clínica é de 10 anos. Entretanto, há fatores relacionados com a cepa do vírus e com o hospedeiro que determinam a taxa de declínio imunológico e o tempo das manifestações clínica e o óbito. Alguns pacientes pode evoluir para óbito rapidamente em 2 a 3 anos e outros podem experimentar pequeno ou nenhum declínio imunológico em 10 a 20 anos.

Uma pequena quantidade de pacientes chamados “não-progressores por longo tempo” permanecem estáveis e assintomático por períodos muito longos. Se alguns desses pacientes vai ter uma expectativa de vida normal, permanece sem resposta; quase todos, ao final, mostram declínio imunológico. Um das primeiras doenças que chamou atenção para síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) foi o Sarcoma de Kaposi.

Preditor de evolução da doença
– A probabilidade de que a doença progrida está relacionada tanto à contagem de linfócitos CD4 como à carga plasmática de HIV. Assim, a contagem dos linfócitos CD4 é um excelente preditor da probabilidade de que o paciente vá desenvolver manifestações clínicas no futuro imediato.

A infecção pelo Pneumocystis carinii ocorre quando os paciente apresentam contagem de linfócito CD4 é de menos 200 células/ml. Nas doenças por citomegalovírus, complexo Mycobacterium avium disseminado e toxoplasmose ocorrem quando a contagem de linfócito CD4 encontram-se abaixo de 100 células/ml.

Contagem de linfócitos CD4 – A contagem de linfócitos CD4 pode ser feita por dois métodos: por percentagem e por contagem absoluta. A percentagem células linfócitos T que são CD4 positivas é feita com as medidas pela citometria de fluxo, é um preditor melhor da suscetibilidade à infecção do que do que a contagem absoluta de linfócitos, variando menos de semana a semana. A contagem absoluta de linfócitos é feita pela multiplicação da percentagem de CD4 pelo número absoluto de linfócitos e é mais consistente e acurada como um indicador de suscetibilidade à infecção. Os infectologistas estão mais familiarizados com a contagem absoluta dos linfócitos CD4.

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Infecção pelo HIV – A circuncisão protege?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios imunológicos, Distúrbios urogenitais, Infecções virais, Infectologia


Prevenção

Estudos clínico no continente africano comprovaram uma constatação de que homens circuncisados correm muito menos risco de contrair o vírus HIV. O estudo mostrou que a presença da circuncisão diminui em até 65% no risco de contágio entre os homens nas relações heterossexuais.

Acredita-se que as células do prepúcio sejam mais sensíveis ao vírus HIV, assim a circuncisão ou postectomia (retirada do excesso de prepúcio) diminui os riscos de infecção, estando indicado este método preventivo nos locais de alta incidência de infecção pelo HIV. Porém, o homem jovem submetido à circuncisão não deve manter relações sexuais por 30 (trinta dias), período de cicatrização completa. A ONU apoia este procedimento preventivo, julgando que assim poderá diminuir a taxa de 14 mil casos novos diários de infecção pelo HIV.

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Sarcoma de Kaposi Associado ao HIV – O que é?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios da pele, Distúrbios imunológicos, Sem categoria


O Sarcoma de Kaposi á a doença neoplásica mais comum, quando associada com a infecção HIV. Apresenta-se usualmente como lesões cutâneas, entretanto, podem ser disseminadas e envolver a cavidade oral, vísceras e pulmões.

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