Cirurgia – Risco de trombose venosa profunda

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios hematológicos, Distúrbios Inflamatórios, Emergências


Os pacientes idosos em tratamento cirúrgico de patologias neoplásicas ou ortopédica são os que apresentam maiores risco de trombose venosa das veias profundas (TVP). Os pacientes com baixo risco apresentam a chance de 0,4% de TVP. Neste grupo de pacientes estão os obesos, as mulheres em terapia hormonal com estrôgenos ou anticoncepcionais, grávidas ou no puerpério, pacientes imobilizados, portadores de doença auto-imune, leucemias, policitemia, doenças trombogênicas e síndrome nefrótica . Nos pacientes com risco moderado, a porcentagem é de 2% a 8% para TVP, neste grupo estão os paciente que apresentem infarto do miocárdio complicado ou não, acidente vascular cerebral isquêmico, varizes, úlcera e estase nas pernas, diabetes, insuficiência cardíaca descontrolada e infecções. Nos pacientes de alto risco, a porcentagem é de 10% a 20% dos casos, ou seja bem alta. Neste grupo de pacientes estão os submetidos a cirurgia de grande porte, politraumatizados, queimaduras extensas, cirurgia de longa duração (acima de 1 hora), portador da síndrome anti-fosfolipídeo, antecedentes de TVP, cirurgia de colocação de prótese de quadril ou joelho.

Recomendações para profilaxia da TVP:
– movimentação ativa das pernas
– deambulação precoce
– meias elástivas de média compressão até as coxas
– compressão pneumática intermitente
– medidas farmacológicas: heparina 5000 UI subcutâneo 2 vezes por dia, enoxiparina, nadroparina, dalteparina

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Endocardite da valva aórtica – O que é?

Categoria(s): Bacilo, Distúrbios cardiocirculatórios, Infectologia


Dicionário


vegetação aórtica

A endocardite da valva aórtica é um infecção bacteriana gravíssima que acomete a valva aórtica provocando a formação de vegetações constituídas por colônias de bactérias e células inflamatórias. A endocardite provoca a destruição da valva causando no pacientes sintomas de toxêmia e insuficiência cardíaca. Os achados clássicos da insuficiência aórtica aguda é o sopro diastólico na borda estenal esquerda, com curta duração e baixa intensidade.

Hemodinâmica – Nos pacientes com insuficiência aórtica aguda, a pressão diastólica final do ventrículo esquerdo é marcadamente elevada, como resultado do grande volume que volta ao ventrículo pequeno e não-complacente. E as pressões na diástole final, dentro da aorta e do ventrículo esquerdo são praticamente iguais.

Diagnóstico – O quadro infeccioso deve ser diagnosticado com o isolamento do agente causador através da cultura de cinco amostras de sangue, em tempos diferentes (hemocutura), e teste de sensibilidade ao antibiótico. Além do quadro clínico, a ecodopplercardiografia transtorácica permite caracterizar e quantificar a lesão da valva aórtica (vegetação na valva), dispensando os procedimentos cardiológicos de risco com estudo hemodinâmico ou caro com a tomogafia computadoriza do tórax. Se a ecodopplercardiografia transtorácica não elucidar o diagnóstico, a transesofágica deve ser realizada.

Tratamento – O tratamento inicial da endocardite é com antibioticoterapia de amplo espectro, enquanto se aguarda a cultura do sangue colhido do paciente, com detecção do gere causador e o antibiótico ideal. A insuficiência aórtica aguda é tratada com reposição valvar cirúrgica imediatamente, sob o risco do paciente apresentar choque cardiogênio e toxêmico.

Veja – Insuficiência aórtica

Legenda – AoV – Valva aórtica, Veg – vegetação

Referências:

Dervan J, Goldberg S – Acute aortic regurgitation: pathophysilogy and management. Cardiovasc Clin 1986;16:281-288.

Vlessis AA, Hovaguimian H, Jaggers J, Ahmad A, Starr A – Infective endocarditis: tem-year review of medical and surgical therapy. Ann Thorac Surg 1996;61:1217-1222.

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Miocardiopatia dilatada – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


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Miocardiopatia dilatada

A miocardiopatia dilatada é uma condição em que o coração encontra-se com todas as camaras aumentadas de tamanho, geralmente ocorre após um período em que o coração, mesmo doente, consegue utilizar mecanismos fisiológicos para compensar as necessidade circulatória do organísmo. A miocardiopatia dilatada ocorre nas fases finais de inúmeras doencas cardíacas como miocardites virais, miocardites isquêmicas, doenças de depósito, doenças parasitárias (doença de Chagas), doenças autoimunes, etc. A figura ao lado ilustra um coração normal e um coração com dilatação das camaras.

Referências:

Opasich C, Febo O, Riccardi PG, Travesi E et al – Concomitant factors of descompensation in chronic heart failure. Am J Cardiol. 1996;78:354-357.

Suaide Silva CE, Seixas MA, Moreira MM, Ortiz J – Insuficiência Cardíaca Congestiva – Novos Métodos de Avaliação da Função Ventricular. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo 1999;1:44-54

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