Hemodiálise – Como agir nos diabéticos?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios endócrinos, Distúrbios renais, Equipamentos


uso da insulinoterapia

Um tópico que merece destaque com relação à terapêutica dialítica peritoneal diz respeito a administração da insulina, em diabéticos, através da própria diálise. Como o paciente diabético é muito freqüente nos programas de pacientes renais mantidos em vida sob regime de diálise, deve-se saber que a introdução de insulina nas bolsas pode proporcionar um meio de se repor o hormônio por uma via mais natural do que a subcutânea, muscular ou venosa (afinal de contas, ela será reabsorvida e se dirigirá prontamente para o fígado).

Mas como calcular o quanto de insulina devemos infundir nas bolsas?

Vejamos a resposta através de um caso clínico fictício: suponhamos um paciente que faz 4 trocas diárias de bolsas (utilisando-se da técnica da CAPD), sendo 3 delas empregando bolsas com concentração de 1.5%, e uma de concentração 4.25%. Em primeiro lugar, para neutralizar esta glicose, responsável pela tonicidade das bolsas, devemos infundir 2 U de insulina regular nas bolsas de 1.5% e 4 U nas de 4.25%. Depois, dividimos o total de insulina que o paciente fazia uso (a partir de 0.4 U X Kg) antes da diálise, pelo número de trocas de bolsas que fará, e “convertemos” este número para insulina simples, regular.

Iremos adicionar esta insulina, sempre como insulina simples, às bolsas. Daí deveremos corrigir a hiperglicemia que poderá estar ainda presente: antes de realizarmos as trocas de bolsas, determinamos a glicemia por auto-monitoramento,(observe, imediatamente antes da infusão!) e então: 1- se ela estiver entre 80 e 120 mg%, retiramos 2 U dos cálculos feitos anteriormente, de quantidade de infusão da insulina; 2- glicemia entre 120 e 180 mg%, não adicionamos e nem retiramos insulina nas bolsas; 3- entre 180 e 240 mg%, adicionamos 2U; 4- entre 20 e 400 mg%, 4U e, se houver mais do que 400 mg% de glicemia, 6 U de insulina regular.

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