Varizes – Por que as pernas incham?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios vasculares


Resenha

Por que as pernas incham

Drenagem venosa das pernas – A drenagem venosa dos líquidos das pernas (tecidos cutâneo, subcutâneo e tecido muscular) é feita pelos; sistema venoso superficial (15%) e os sistemas venosos profundo e perfurante comunicante que respondem pela drenagem dos 85% do sangue das extremidades. Os  líquido que fica entre os tecidos das pernas são retirados pelos vasos linfáticos. Dai, conclui-se que temos três tipos de inchados nas pernas; um resultante das insuficiência, edema venoso; um resultante da insuficiência do sistema linfático, edema linfático (também conhecido como linfedema) e, finalmente um edema misto resultante da insuficiencia dos dois sistema, o venoso e o linfático.

varizes

O organismo humano utiliza-se de alguns mecanismos para auxiliar o retorno venoso das pernas quando a pessoa fica em pé e a força da gravidade gera uma dificuldade para o retorno venoso: o “coração venoso periférico”, as válvulas venosas, a aspiração torácica, a pressão no leito arteríolo-capilar, a viscosidade sangüínea* e finalmente a pulsatilidade das artérias.

O “coração venoso periférico” consiste na ação da massa muscular da panturrilha sob todas as veias dos membros inferiores com o auxílio das válvulas venosas. Todos os segmentos venosos possuem essas válvulas que, quando íntegras, permitem a passagem do sangue da superfície para a profundidade e desta para o coração. Na marcha, esses músculos se contraem, comprimem as veias profundas e as válvulas íntegras orientam a coluna sangüínea centripetamente. Quando as válvulas venosas se tornam insuficientes como ilustrado na figura ocorre as varizes e o inchaço das pernas.

* Viscosidade sangüínea – A viscosidade sangüínea é uma característica do sangue constituída pelas proteínas, em especial a albumina, lipídeos, glicídeos e eletrólitos, que promovem uma pressão colóido-osmótica que mantém o sangue dentro dos vasos, impedindo-o de sair para o interior dos tecidos.

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Linfangite pós erisipela – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios vasculares, Infectologia


Dicionário

Linfangite é a lesão infecciosa dos vasos linfáticos de um determinada região. Essa lesão, pode ser causada por uma bactéria (Streptococcus pyogenes grupo A); por um verme (helmintos da espécie Wuchereria bancrofti); por disseminação linfogênica de um câncer; ou por lesões químicas ou irradiações de tumores.

Linfangite estreptocócica ou erisipela

erisipelaNo Brasil a causa mais comum de linfangite é a complicação da erisipela, infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos.

A partir de lesão causada por fungos (frieira) entre os dedos dos pés, arranhões na pele, bolhas nos pés produzidas por calçado, corte de calos ou cutículas, coçadura de alguma picada de inseto com as unhas, pacientes com varizes ou com diminuição do número de linfáticos têm uma predisposição maior de adquirir a doença, como é o caso de pacientes submetidas à mastectomia, portadoras de linfedema. As pessoas portadoras de diabetes ou varizes estão mais propensas a esta infecção.

Os primeiros sintomas podem ser aqueles comuns a qualquer infecção: calafrios, febre alta, astenia, cefaléia, mal-estar, náuseas e vômitos. As alterações da pele podem se apresentar rapidamente e variam desde um simples vermelhidão, dor e edema (inchaço) até a formação de bolhas e feridas por necrose (morte das células) da pele.

A localização mais freqüente é nos membros inferiores, na região acima dos tornozelos, mas pode ocorrer em outras regiões como face e tronco. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente. Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha).

O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico.Exames laboratoriais são geralmente dispensáveis para se fazer o diagnóstico, mas são importantes para acompanhar a evolução do paciente.

A crise de erisipela deve ser tratada com repouso, medidas higiênicas locais e antibióticos, sempre que possível em ambiente hopitalar. Com o tratamento correto, a erisipela não deixa seqüelas. Porém, alguns casos podem evoluir para elefantíase (conhecida com elefantíase nostra).

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Referência:

www.erisipela.com.br

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Drenagem linfática

Categoria(s): Terapias complementares


A drenagem linfática é um tipo de massagem destinada e melhorar as funções essenciais do sistema circulatório linfático mediante, manobras que acompanham os trajetos dos vasos linfáticos como os mostrados na figura.

linfaO que é o sistema Linfático?

A linfa não é o sangue, sua composição é totalmente diferente, resulta de uma combinação de proteínas, imunoglobulinas, que são proteínas de defesa do nosso organismo, uréia, células linfáticas e sais minerais.

O corpo humano tem aproximadamente 10 litros de linfa.

Os vasos que transportam a linfa são bem finos e recebem o nome de vasos linfáticos. O sistema linfático cumpre o importante e insubstituível papel de levar os nutriente para as células e retira delas as substâncias tóxicas.

Quando nosso organismo sofre uma agressão por uma infecção, trauma ou cirurgia e nós ficamos com o local inchado, é conseqüente ao extravasamento de plasma e células inflamatórias neste local. Para haver a recuperação da área inflamada é necessário que o sistema linfático drene toda as “sujeiras” existentes como restos de células, bactérias, proteínas e substâncias resultante de metabolismos de defesa, os chamados imunocomplexos.

O que é o Linfedema?

Quando o sistema linfático está sobrecarregado ocorre a retenção da linfa e das escorias do corpo que deveriam ser eliminadas. Este processo acarreta uma dificuldade na drenagem e rápida melhora do estado clínico geral do paciente e, do local afetado.

As mulheres têm maior propensão a formar o linfedema, especialmente nas pernas, geralmente associadas ao edema causado pelas veias varicosas (varizes).

Terapia preventiva

Existem inúmeras substâncias, sobretudo, fitoterápicas com propriedades de tonificação das veias e vasos linfáticos, auxiliando no tratamento e prevenção do linfedema.

A massagem drenadora atua como adjuvante no processo terapêutico e preventivo, sendo indicada nos casos de tratamento de obesidade, gordura localizada, inchaço nas pernas, nos pós-operatório de cirurgia plástica e lipoescultura.

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