Rinite alérgica – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios respiratórios


Rinite alérgica


Como é feito o tratamento

rinite

O tratamento da rinite alérgica deve ser amplo com orientações sobre as medidas a serem tomadas para evitar as crises, afastando os agentes causadores da alergia, fármacos nas crises, medidas higiênicas e imunoterapia. Não raramente, as pessoas que têm rinite alérgia também sofre que alergias cutâneas (urticárias), bronquites alérgicas e quadros de distúrbios intestinais e enxaquecas.O ponto fundamental no tratamento é afastar o agente causador da alergia, tão longo tenha sido determinado.

Obstrução nasal

A obstrução nasal, decorrente do edema da mucosa e o alívio da obstrução nasal pelo uso de agentes vasoconstritores pode fazer com que eles sejam usados de modo abusivo, ocasionando o agravamento da obstrução por efeito rebote.

Medidas antiinflamatórias

A utilização de medicamentos anti-histamínicos, que bloqueam ação da histamina, ou medicamentos simpaticomiméticos tópicos (spray nasal) ou sistêmicos visam descongestionar o tecido nasal, permitindo um respirar normal.

Terapia imunológica

A imunoterapia, ou seja terapia do sistema imunológico, envolve a injeção (vacinas) de doses mínimas do antígeno lesivos no paciente. Essa terapia visa reduzir os níveis séricos de Imunoglobulina E – IgE, e aumentar os anticorpos IgG (imunoglobulina G) que atuarão como anticorpos bloqueadores, diminuindo a sensibilidade das células (eosinófilos e mastócitos) liberadoras de histaminas e diminuindo a responsividade  dos linfócitos. O uso de corticoterapia está indicado para diminuir a intensidade do processo inflamatório.

 

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Angioedema – O que é?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Dicionário, Distúrbios da pele


Dicionário

O angioedema é uma enfermidade bastante comum que acometem 20% das pessoas em alguma fase da vida, sendo facilmente reconhecidas pelos pacientes e pelos médicos. Entretanto é altamente complexa quanto as manifestações clínicas e a terapia empregada. O angioedema, inicialmente chamado de urticária gigante ou edema angioneurótico, resulta de edema na derme profunda, tecidos subcutâneos e submucoso, acometendo freqüentemente as pálpebras e os lábios (figura ao lado).

AngioedemaNa forma aguda, os episódios duram de poucos dias até seis semanas, sendo o fator causal identificado nas maiorias das vezes. Pode ocorre outros sintomas como falta de ar (dispnéia), chiado no peito (sibilância), edema de laringe ou hipotensão arterial. Na forma crônica, as lesões estão presentes diariamente ou quase diariamente, permanecem menos de 24 horas, durando mais de 6 semanas. O agente causal, geralmente, não é encontrado.

mastócitosOs pacientes com angioedema apresentam um grande aumento de mastócitos na pele, sugerindo um papel de destaque na fisiopatogênese da doença. Diversos mecanísmos imunológicos e não imunológicos podem provomer a ativação dos mastócitos, causando a sua degranulação e o aumento da histamina sangüinea. Este fenômeno bioquímico ocasiona vasodilatação local, com aumento da permeabilidade capilar e aparecimento de eritema (cor avermelhada da pele) e edema. O edema acomete a região logo abasico da epiderme, onde existem muitos pequenos vasos, provocando dilatação vascular e linfática, com infiltrado de celulas inflamatórias, predominantemente em torno dos vasos.

A figura ao lado mostra vários mastócitos com grânulos de histamina no interior do citoplasma.

O angioedema geralmente coexiste com episódio de urticária, não apresentando diferença quanto a etiologia, patogenia e tratamento.

Tratamento:

O tratamento envolve: 1. afastar os agentes agresivos encontrados; 2. uso de anti-histamínicos, que são eficazes por impedirem a liberação de histamina; 3. uso de glicocorticóides. Em casos crônicos, rebelde aos tratamentos acima, pode se utilizar ciclosporina-A, metotrexato, hidroxicloroquina, nifedipina, dapsona, sulfasalazina, cinetidina e moduladores de leucotrienos.

Referências:

Soter NA – Acute and chronic urticaira and angioedema. J Am Acad Dermatol 1991;25:146-154.

França AT – Urticária e Angioedema: Diagnóstico e Tratamento; Rio de Janeiro,Editora Revinter 2000.p.117

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Urticária – Qual o mecanismo de formação?

Categoria(s): Distúrbios da pele


A urticária é lesão da pele com uma condição bem diversificada, cujos mecanismos de aparecimento envolve uma grande variedade de substâncias bioquímicas, que são liberadas a partir da ativação de diferentes células e vias enzimáticas. Os pacientes com urticária apresentam um grande aumento de mastócitos na pele, sugerindo um papel de destaque na gênese da doença. Diversos mecanísmos imunológicos e não imunológicos podem provomer a ativação dos mastócitos, causando a chamada degranulação e o aumento da substância histamina sangüinea, observado nos vários tipos de urticária.

Este fenômeno bioquímico ocasiona vasodilatação local, com aumento da permeabilidade capilar e aparecimento de lesões de coloração avermelhada (eritema) e inchaço. O inchaço acomete a região superior da pele (derme), havendo dilatação vascular e linfática, com infiltrado celular, predominantemente envolta dos vasos.

Os pesquisadores identificaram cinco tipos possíveis mecanismos bioquímicos da urticária:

1. mediada pela imunoglobulina E (IgE),

2. por ativação do sistema de complemento,

3. por degranulação inespecífica dos mastócitos,

4. por formação de metabólitos do ácido araquidônico e

5. as denominadas idiopáticas.

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