Miocardiopatia dilatada – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Dicionário

Miocardiopatia dilatada

A miocardiopatia dilatada é uma condição em que o coração encontra-se com todas as camaras aumentadas de tamanho, geralmente ocorre após um período em que o coração, mesmo doente, consegue utilizar mecanismos fisiológicos para compensar as necessidade circulatória do organísmo. A miocardiopatia dilatada ocorre nas fases finais de inúmeras doencas cardíacas como miocardites virais, miocardites isquêmicas, doenças de depósito, doenças parasitárias (doença de Chagas), doenças autoimunes, etc. A figura ao lado ilustra um coração normal e um coração com dilatação das camaras.

Referências:

Opasich C, Febo O, Riccardi PG, Travesi E et al – Concomitant factors of descompensation in chronic heart failure. Am J Cardiol. 1996;78:354-357.

Suaide Silva CE, Seixas MA, Moreira MM, Ortiz J – Insuficiência Cardíaca Congestiva – Novos Métodos de Avaliação da Função Ventricular. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo 1999;1:44-54

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Miocardiopatia dilatada – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Sintomatologia

Os sintomas clínicos da miocardiopatia dilatada descompensada resultam da insuficiência cardíaca esquerda (átrio e ventrículo esquerdos) e da insuficiência cardíaca direita (átrio e ventrículo direito).

A falência cardíaca esquerda ocasiona uma diminuição do débito cardíaco, ou seja, o coração tem dificuldade em manter a perfusão dos tecidos, provocando queda da pressão, tonturas às atividades do dia-a-dia, fadiga, dores musculares.

Já a insuficiência cardíaca direita (ICD) se apresenta em decorrência de falência crônica da função ventricular direita. Como o ventrículo direito funciona principalmente na forma de capacitância estes fenômenos ocorrem de forma lenta e gradual. Os sinais e sintomas apresentados pelos pacientes são de edema periférico (inchaço nos pés, pernas, abdome e braços), congestão visceral – figado com hepatomegalia dolorosa, esplenomegalia e edema das alças abdominais, além de coleção de líquido entre as serosas (ascite, derrame pleura, derrame pericárdico). As veias mostram-se bastante distendidas, especialmente as jugulares e safenas.

Insuficiência cardíaca grave – Em pacientes com insuficiência cardíaca grave admitidos em unidade intensiva, demonstrou que a história prévia de acidente vascular encefálico, disfunção renal e hiponatremia na admissão, idade >70 anos e fibrilação atrial em eletrocardiograma inicial são potenciais preditores. Também, a anemia, a hiponatremia (ion sódio baixo no sangue), a elevação dos níveis sanguíneo de uréia e creatinina achados na admissão hospitalar são reconhecidos como preditores de mau prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca grave, tanto a curto como a longo prazo.

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