Depressão – Como entender

Categoria(s): Distúrbios psiquiátricos


Depressão

 

ansiedadeO mal da sociedade atual

Do ponto de vista médico, a depressão é uma doença que afeta o bem-estar físico e psíquico do indivíduo. Afeta o estado de ânimo, diminuindo a disposição para as atividades rotineiras e a forma de pensar, gerando pessimismo, sentimento de culpa e ruína.

A depressão produz  insônia, e perda do apetite. Pode levar a um desejo de isolamento em relação a família, amigos e colegas de trabalho. Pode, muitas vezes, gerar aumento de ansiedade e diminuição de interesse e prazer para realizar diferentes atividades.

Um transtorno depressivo não é a mesma coisa que um estado passageiro de tristeza. Sem tratamento, os sintomas tendem a piorar e podem durar semanas, meses e até anos. Todavia, a maioria das pessoas melhoram muito com um tratamento adequado.

As causas da depressão não se conhece, mas existe uma serie de fatores que podem desencadear a enfermidade. De um modo geral, existem evidências de um componente genético, que podemos denominar de  “vulnerabilidade biológica”, existindo pessoas com uma tendência maior para a depressão do que outros. Habitualmente, existem antecedentes familiares ou pessoais de depressão.

Na depressão há também evidências de fatores neuroquímicos contribuindo para a gênese do quadro. Isso é demostrado por alterações no funcionamento de substâncias químicas existentes em nosso cérebro, conhecidos como neurotransmissores, que são responsáveis pela transmissão do impulso nervoso. Na depressão o principla neurotransmissor envolvido é a serotonina.

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Doença de Alzheimer – Como é o tratamento?

Categoria(s): Distúrbios neurológicos, Medicamentos


Tratamento

Embora com etiopatogenia ainda não completamente conhecida, sabe-se que o déficit cognitivo na DA decorre basicamente da deficiência do neurotransmissor acetilcolina, por sua vez decorrente da morte neuronal exacerbada em população de neurônios colinérgicos. Em vista disso, as pesquisas terapêuticas visão: aumentar a produção de acetilcolina com substâncias precursoras (colina, L-acetilcarnitina e a citicolina); drogas que inibissem a enzima de degradação da acetilcolina (Ex. donepezil, galantamina, tacrina, fisostigmina e o metrifonato).

Farmacologia

Precursores da acetilcolina – Assim, as primeiras tentativas de tratamento tinham como proposta, aumentar a produção de acetilcolina pelos neurônios sobreviventes, através da suplementação de colina, o que não produziu efeitos significativos. Outros precursores também foram utilizados, como a L-acetilcarnitina e a citicolina, porém com resultados pouco animadores, sugerindo que o problema não é a falta de precursores e sim a falta de atividade neuronal capaz de produzir acetilcolina.

Inibidores da acetil-colinesterase – Uma alternativa foi buscar drogas que inibissem a enzima de degradação da acetilcolina, a acetil-colinesterase (AchE), melhorando o aporte de acetilcolina na fenda sináptica. Atualmente, várias drogas estão disponíveis nesta linha de atuação, respaldadas por estudos clínicos controlados por placebo.

Inibidores da AChE (IAChE)

Os IAChE têm comprovada efetividade em estudos clínicos controlados por placebo, melhorando a cognição por critérios objetivos e subjetivos. Embora não revertam a progressão da doença, tendem a estabilizar o quadro cognitivo a médio prazo, diminuindo a velocidade das perdas, porém não contribuem para a cura da DA, que progride inevitavelmente. O período mínimo de tratamento com IAChE é de seis meses para a avaliação da resposta.Dependendo desta e da tolerância do paciente, o tratamento deve ser continuado, sendo que o efeito parece se manter por dois anos.

Os IAChE podem ser seletivos da AChE ou não seletivos e inibir também a butirilcolinesterase (BuChE), uma enzima que parece estar envolvida na patogênese da DA, cuja inibição pode apresentar benefícios clínicos adicionais.

Além da seletividade, essas drogas se diferenciam enquanto inibidores reversíveis, pseudo-irreversíveis e irreversíveis da AChE. Entre os IAChE seletivos temos o donepezil e a galantamina que são inibidores reversíveis. Entre os não seletivos temos a tacrina e a fisostigmina que são reversíveis e a rivastigmina que é pseudo-irreversível. Temos ainda o metrifonato, um inibidor não seletivo irreversível.

Tacrina – A primeira droga disponibilizada no mercado como IAChE foi a tacrina, que embora tenha demonstrado melhoras significativas da cognição em estudos clínicos controlados, mostrou efeitos adversos importantes, como a elevação de enzimas hepáticas (demandando controles periódicos de TGO e TGP), além de requerer várias tomadas ao dia.

A segunda geração de inibidores da acetilcolinesterase, mostrou ter bem menos toxicidade hepática e maior facilidade posológica. Os efeitos colaterais são, em geral, gastrointestinais, tipo náuseas, vômitos e diarréia, podendo também afetar o sono.

Donepezil – O donepezil, de vida média mais longa, é administrado em dose única diária de 5 mg, podendo chegar a 10 mg, se houver melhora do quadro cognitivo e o paciente não apresentar reações adversas.

Rivastigmina – A rivastigmina, de vida média mais curta, deve ser administrada em duas tomadas ao dia, iniciando-se com comprimidos de 1,5 mg (3 mg/dia). A cada duas semanas, a dose pode ser aumentada em 1,5 mg até uma dose máxima de 6 mg duas vezes ao dia. Há estudos mostrando que a rivastigmina, por inibir também a BuChE, pode ter benefícios adicionais em termos da lentificação da progressão da doença. Mais recentemente foi lançada a galantamina, que além de inibir a acetilcolinesterase, exerce uma modulação alostérica nos receptores nicotínicos pós-sinápticos, desta forma potencializando o efeito neurotransmissor. Deve ser tomada em duas doses diárias, iniciando com 8 mg e chegando a 24 mg ao dia.

Todas as drogas, no entanto, até o momento descritas com alguma eficácia, têm efeito a curto e médio prazo, já que não tratam o processo que leva a degeneração neuronal.

O uso de antiinflamatórios não hormonais, assim como de estrogênio, parece proteger contra a DA, por razões ainda não totalmente esclarecidas.

Referências:

Brucki, S.M.D.; Bertolucci, P.H.F.; Okamoto, I.H.; Macedo, M.B.M.; Toniolo Neto, J.; Ramos, L.R. Consortium to Establish a Registry for Alzheimer’s Disease. I. Aspectos epidemiológicos. Arquivos de Neuropsiquiatria 1994; 52 (sup.):pp.99.

Brucki, S. M. D. Curso clínico da Doença de Alzheimer. In: Forlenza, O. V & Caramelli, P. Neuropsiquiatria geriátrica, São Paulo, Atheneu, P.119-28, 2000.

Laboratório de Neurociências da USP[on line]

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Neurotransmissores – O que são?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios neurológicos


Dicionário

Neurotransmissores são substâncias químicas que se prestam para permitir o impulso nervoso de um neurônio a outro.
Os neurotransmissores são sintetizados no corpo celular do neurônio e são armazenados em vesículas sinápticas junto ao botão terminal das sinápses nervosas. Quando do impulso nervoso o neurotransmissor é liberado da vesícula sináptica para a fenda, agindo sobre os receptores específicos, que se localizam no outro neurônio após a sinápse (receptores pós-sinápticos).
Como a síntese de neurotransmissores ocorre constantemente, e em diferentes níveis celulares, se formam dois compartimentos ou “pools” de neuro-transmissores: o “pools lábil” ou recém sintetizado e o “pool fixo” ou estável. Após sua liberação, nas fendas sinápticas, o neurotransmissor pode ser metabolizado por enzimas específicas ou ser recapturado pela terminação sináptica e rearmazenado novamente nas vesículas sinápticas.
Os neurotransmissores podem ser dos seguintes tipos: Catecolamimas (Noradrenalina, Dopamina,), Indolamina (serotonina), Histamina, Acetilcolina e Ácido gama-amino-butirico “GABA”.

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