Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) – Como é feito o diagnóstico?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais


Diagnóstico

O diagnóstico da hiperplasia Prostática Benigna (HPB) inicia-se com a história clínica  dos sintomas e avalição do grau de comprometimento pela International Prostatic Symptom Score: I-PSS, e deve incluir uma revisão do uso de medicamentos, pois, muitas drogas podem contribuir para os sintomas miccionais através de propriedades anticolinérgicas ou alfa-adrenérgicas.

O exame físico deve incluir a palpação abdominal para excluir bexiga palpável e o toque retal fornece informações sobre o volume prostático e lesões suspeitas de malignidade. O fluxo urinário máximo (Qmáx) pode ser avaliado de forma rápida através medida eletrônica. O resíduo urinário pós-miccional pode ser medido por ultra-sonografia.

International Prostatic Symptom Score: I-PSS - O questionário de avaliação dos sintomas prostáticos é composto de sete questões a respeito dos sintomas urinários mais comuns. Para cada pergunta há cinco alternativas possíveis, que variam de acordo com a intensidade subjetiva dos sintomas na avaliação do próprio paciente. Desta forma, a cada alternativa recebe uma pontuação, que varia de 0 até 5, determinando, ao final das sete questões, uma pontuação somatória mínima de 0 e máxima de 35. O questionário prevê que o paciente responda as questões sem o auxílio do médico assistente, utilizando-se de linguagem leiga e direta.
As questões 2, 4 e 7 se referem aos sintomas que podem aparecer durante o enchimento vesical, chamados irritativos, ou seja, polaciúria (aumento do número de micções diurnas), urgência urinária (vontade imperiosa de urinar, podendo até mesmo causar incontinência urinária) e noctúria (aumento do número de micções noturnas).
As questões 1, 3, 5 e 6 se relacionam aos sintomas que podem ocorrer no esvaziamento vesical, ou seja, sensação de esvaziamento incompleto, intermitência (parar e recomeçar a urinar durante a micção), jato urinário fino e hesitação (fazer força para começar a urinar), respectivamente.
A somatória final das respostas obtidas permite a classificação dos sintomas apresentados pelo paciente em leves (0 a 7), moderados (8 a 19) e intensos (20 a 35).

Referências:

Barry HJ, Fowler FJ Jr, O’Leary MP: The American Urological Association symptom index for benign prostatic hyperplasia. The Measurement Committee of the American Urological Association. J Urol 1992; 148(5): 1549-57.

Hollander JB, Diokno AC: Prostatism: Benign prostatic hyperplasia. Urol Clin North Am; 1996; 23(1), 75-86.

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