Varizes – Qual o tratamento fitoterápico?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios vasculares, Terapias complementares


Tratamento

Tratamento fitoterápico

Algumas plantas medicinais têm propriedades venotônicas, ou seja, são capazes de recompor o tonus venoso e melhorar a microcirculação de drenagem. A abaixo, os principais fitoterápicos e as suas características farmacológicas.

Asiaticoside
O asiaticoside é um fitoterápico regulador do tecido conjuntivo e ativador dos fibroblastos, desta maneira atuando equilibrando a produção das fibras colágenas, sobretudo ao nível da derme e das paredes venosas. Dosagem:30 mg 2x/dia nas refeições.

Castanha da Índia
O extrato da castanha da índia (Aesculus Hippocastanus L) contém vários princípios ativos, incluindo esculosídeos (heterosídeos cumarínicos), saponinas terpênicas (Escina) e bioflavanóides (Quercetina, Campferol e Esculina).

Os derivados cumarínicos agem nos distúrbios vasculares periféricos e nos edemas protéicos, retiram as proteínas do interstício e promovem a drenagem linfática. A escina atua sobre os distúrbios vasculares periféricos e sobre o edema. Os bioflavanóides possuem ação antiinflamatória, por inibirem o ciclo da lipoxigenase e cicloxigenase. Como resultado destas funções, não há liberação dos principais mediadores inflamatórios (prostaglandinas e leucotrienos), com redução da permeabilidade capilar, redução da inflamação e da dor.

Indicações: A castanha da Índia tem indicação nos casos de edemas vasculares crônicos conseqüente à varizes e na cosmetologia no tratamento das celulites.

Rutina
A rutina é um bioflavonóide antivaricoso, com potente ação sobre o endotélio capilar.
A rutina atua na bioquímica da via do ácido araquidônico, inibindo a síntese de prostaglandinas por inibição da prostaglandina sintetase e da ciclooxigenase e inibindo a ação dos leucotrienos por inibição da lipoxigenase. Como conseqüência do bloqueio da síntese de prostaglandina ocorre a lipólise estimulada pelas catecolaminas e hormônios lipolíticos; redução dos processos inflamatórios por diminuição da histamina e diminuição da permeabilidade capilar e ação vasoconstritora por bloqueio da síntese dos leucotrienos.

A rutina forma um complexo com os radicais livres, protegendo as estruturas vasculares contra sua ação lesiva, pois possui ação antilipoperoxidante, impedindo a oxigenação das gorduras. Sua ação também se faz sentir no tecido colágeno. Elastina e proteoglicanos, aumentando a síntese destes nas paredes dos vasos tornando-as mais resistentes
Dosagem: 100 a 300 mg/dia.

Hamamelis
Hamamelis – Adstringente, hemostático, vasoconstritor. Indicado como: antihemorrágico, para o tratamento de flebites, varizes, hemorróidas. Também por sua ação tônica e adstrigente, nos casos de diarréias e disistesias.Dosagem: 50 a 300 mg/dia.

Referências:

Neves MO, Paes T – Melilotus +Rutina X Gingko biloba. Mesoterapia atual out/nov/dez 1998.

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Hypericum perforatum – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios psiquiátricos, Medicina das plantas


Fitoterápicos

Hypericum perforatum

hypericum perforatum

O Hypericum perforatum, pertencente à família das Híperícaceae, é uma espécie nativa da Europa, Ásia e África, aclimatada nos Estados Unidos.

O gênero Hypericum conta aproximadamente com 370 espécies anuais, arbustivas e semi-arbustivas perenes e semi-perenes, encontradas principalmente nas regiões temperadas. Uma grande variedade de grupos provê muitas plantas finas de jardinagem para a maioria das aplicações. Hypericum pode derivar do grego hyper, “acima”, e eikon, “pintura”. de vez que as flores eram colocadas sobre imagens religiosas para afastar o mal no Dia de Solstício de verão do norte (24 de Junho, Dia de São João).

Para fins medicinais colhe-se a planta inteira e particularmente as cimeiras, na época da plena floração e com tempo ensolarado. São secadas à sombra, sob corrente de ar, ou num secador, a temperatura de 35°C no máximo. Os antigos alegavam que as propriedades mágicas do Hypericum perforatum eram, em parte, devidas ao pigmento vermelho fluorescente, um flavonóide denominado hipericina que escoa como sangue das flores esmagadas. Além da hipericina, contêm taninos (as flores até 16%), glicosídeos: rutina, hiperina, ocatecol peflavite (vitamina P), flavonóides, xantonas, ácidos carboxílicos fenólicos, óleos essenciais, carotenóides, alcanos, derivado de floroglucinol, fitosteróis, e ácidos gordurosos alcoólicos de cadeia média. O Tanino, em uma concentração média aproximada de 10%, é provavelmente o responsável pela ação adstringente da Erva de São João e o efeito precipitador de proteína, contribuindo para o tradicional uso tópico da planta como um agente curador de feridas.

Propriedades químicas

Quimicamente contém derivados antraquinônicos (hypericina, isohypericina, prothypericina); flavonóides (kaempferol, quercetina, Iuteolina); glicosídeos (hyperosídeos, isoquercetrina, quercitrina, rutina); biflavonóides (biapigenina e amentofiavona) e catequinas; contém ainda 8 a 9 % de taninos não-identificados, fenóis (ácido cafêico, ciorogênico, p-cumárico, ferúlico, hidroxibenzóico, vaníiico-1 éster 3,5 – dinitrobenzoato) e derivados floroglucinóis premiados; ainda contém óleos essenciais na proporção de 0,05 a 0,9 %, cujos maiores constituintes são metil-2-octano, n-nonano, a-e-b-pinenos, a-terpineol, geraniol, mirceno, limoneno, cariofileno e humuleno; apresenta por fim carotenóides, colina, nicotinamida, pectina, beta-sitosterol, ácidos isovaleriânico, nicotínico, misístico, paimítico e eseárico.

Referências

1. Bombardelli, E. et ai. Hypericum perforaturn. Fitoterapia, 1995; 1: 43-68.
2. Demisch, L. et ai. Pharmacopsychlatry, 1989; 22: 194, 7.
3. Perovic, S. et ai. Arzneimittel-Forschung, 1985, 45(11):1 145-1 148.
4. Thicie, B. et ai. Modulation of the cytokine expression by Hypericum extract. Nervenhellkunde, 1993; 12: 353-356.

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Rutina (Ruta graveolens) – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios hematológicos, Distúrbios Inflamatórios, Medicina das plantas


Fitoterápicos

Ruta graveolens L.

RutinaÉ uma espécie originária da Europa meridional; antigamente, era cultivada nos jardins como aromatizante e planta medicinal.

Contêm um óleo essencial venenoso, um glicosídeo, a rutina, anti-sépticos vegetais, princípios amargos e taninos. É a rutina que tem interesse farmacológico: incorporada, após purificação, em diversos medicamentos, baixa a pressão arterial, fortalece os capilares e diminui a sua permeabilidade.

Referências:

Neves MO, Paes T – Melilotus +Rutina X Gingko biloba. Mesoterapia atual out/nov/dez 1998.

Nègre-Salvayre A, Affany A, Hariton C, Salvayre R. _ Additional antilipoperoxidant activities of alpha-tocopherol and ascorbic acid on membrane-like systems are potentiated by rutin. Pharmacology 1991;42:262-272.

Cuidado – É uma planta venenosa, e o seu uso deve ser prescrito pelo médico.

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