Depressão – Como entender

Categoria(s): Distúrbios psiquiátricos


Depressão

 

ansiedadeO mal da sociedade atual

Do ponto de vista médico, a depressão é uma doença que afeta o bem-estar físico e psíquico do indivíduo. Afeta o estado de ânimo, diminuindo a disposição para as atividades rotineiras e a forma de pensar, gerando pessimismo, sentimento de culpa e ruína.

A depressão produz  insônia, e perda do apetite. Pode levar a um desejo de isolamento em relação a família, amigos e colegas de trabalho. Pode, muitas vezes, gerar aumento de ansiedade e diminuição de interesse e prazer para realizar diferentes atividades.

Um transtorno depressivo não é a mesma coisa que um estado passageiro de tristeza. Sem tratamento, os sintomas tendem a piorar e podem durar semanas, meses e até anos. Todavia, a maioria das pessoas melhoram muito com um tratamento adequado.

As causas da depressão não se conhece, mas existe uma serie de fatores que podem desencadear a enfermidade. De um modo geral, existem evidências de um componente genético, que podemos denominar de  “vulnerabilidade biológica”, existindo pessoas com uma tendência maior para a depressão do que outros. Habitualmente, existem antecedentes familiares ou pessoais de depressão.

Na depressão há também evidências de fatores neuroquímicos contribuindo para a gênese do quadro. Isso é demostrado por alterações no funcionamento de substâncias químicas existentes em nosso cérebro, conhecidos como neurotransmissores, que são responsáveis pela transmissão do impulso nervoso. Na depressão o principla neurotransmissor envolvido é a serotonina.

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Constipação intestinal – Como entender?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Distúrbios funcionais


Editorial

A fisiologia da evacuação está diretamente relacionada com o funcionamento adequado do sistema nervoso central e entérico. Este relacionamento é extremamente complexo, e somente na última década pode ser melhor compreendido, pois envolve a participação do sistema nervoso entérico intrínseco (figura) e o autonômico, extrínseco, com seus nervos simpáticos (segmentos torácicos e lombares) e parassimpáticos (vago e plexo lombo-sacro), todos conectados ao SNC, via medula espinhal.

O SNC recebe continuamente informações de todo trato gastrointestinal, porém , em condições fisiológicas a maioria das informações não atinge o nível de consciência, portanto sem a nossa percepção, sendo processadas pelo hipotálamo.

Colon

A refeição é o maior estímulo para a movimentação peristáltica do cólon. A motricidade intestinal é controlada pelo plexo mioentérico e, os plexos da submucosa, o controle do fluxo sanguíneo e da secreção. O plexo mioentérico responsabiliza-se por dois terços de todos os neurônios entéricos, incluindo neurônios aferentes intrísecos primários, interneurônios, neurônios motores excitatórios e inibitórios, neurônios viscerofugais e neurônios secretomotores e vasomotores que se projetam ao epitélio e a vasos sangüíneos da submucosa.

A atividade neuronial entérica é modulada por diversas substâncias, como a histamina, prostaglandinas, leucotrienos, interleucinas, proteases e a serotonia. A função de modulação do trato gastrointestinal pela serotonina (5-HT) é estabelecida pela sua ação em nervos intrísecos e extrínsecos que, possuindo os receptores serotoninérgicos, sinalizam aos neurônios aferentes modificações presentes na mucosa do trato digestivo.

A serotonina liberada pelas células enterocromafins, nos neurônios, mastócitos e células musculares, por aumento da pressão intraluminal do intestino e estímulos químicos, atinge os receptores (5-HT 1p; 5 – HT3; 5-H4) existentes nos neurônios aferentes intrínsecos primários e, conseqüentemente, reflexos entéricos capazes de alterar a secreção intestinal ou a contração muscular. A estimulação de receptores 5-HT4 resulta na liberação de neurotransmissores como acetilcolina e peptídeo relacionado ao gen da calcitonina de neurônicos entéricos os quais modulam o reflexo peristáltico.

Estes mecanismos explicam os distúrbios intestinais decorrem dos estados emocionais, tanto de constipação, como de diarréias. Veja Síndrome do Intestino irritável (SII).

A história clínica permite uma boa inferência no diagnóstico e a utilização de tratamentos psicológicos que incluem psicoterapia, hipnoterapia, terapia comportamental é de extrema valia no controle das doenças intestinais. O uso de anti-depressivos e ansiolíticos pode controlar os episódios agudos ou prolongados do distúrbios intestinal, porém o seu uso deve ser bem criterioso.

Referências:

Mearin F, Roset M, Badia X, Balboa A, Baro E, et al – Spittling irritable bowel syndrome: from original Rome to Rome II criteria. Am J Gastroenterol 2004;99:122-130.

Schwertz I, Bradesi S, mayer EA – Current insights into pathophysiology of irritable bower syndrome. Curr Gastroenterology Reports 2003;5:331-336.

Quilici FA, André SB – Um consenso nacional sobre a síndrome do intestino irritável. Lemos Editorial. 2000; 106 pgs.

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Neurotransmissores – O que são?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios neurológicos


Dicionário

Neurotransmissores são substâncias químicas que se prestam para permitir o impulso nervoso de um neurônio a outro.
Os neurotransmissores são sintetizados no corpo celular do neurônio e são armazenados em vesículas sinápticas junto ao botão terminal das sinápses nervosas. Quando do impulso nervoso o neurotransmissor é liberado da vesícula sináptica para a fenda, agindo sobre os receptores específicos, que se localizam no outro neurônio após a sinápse (receptores pós-sinápticos).
Como a síntese de neurotransmissores ocorre constantemente, e em diferentes níveis celulares, se formam dois compartimentos ou “pools” de neuro-transmissores: o “pools lábil” ou recém sintetizado e o “pool fixo” ou estável. Após sua liberação, nas fendas sinápticas, o neurotransmissor pode ser metabolizado por enzimas específicas ou ser recapturado pela terminação sináptica e rearmazenado novamente nas vesículas sinápticas.
Os neurotransmissores podem ser dos seguintes tipos: Catecolamimas (Noradrenalina, Dopamina,), Indolamina (serotonina), Histamina, Acetilcolina e Ácido gama-amino-butirico “GABA”.

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