Diarréia infecciosa – O que é?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios digestivos, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Dicionário

Qual a causa da diarréia e como tratar?

Escherichia coli

Existem duas apresentações clínicas características da diarréia infecciosa que nos ajuda a determinar o agente etiológico. As diarréias causadas pela ingestão de toxinas bacterianas pré-formadas e as que requerem a colonização. A primeira ocorre nas infecções pelo Staphylococcus aureus, Clostidium perfringens e Escherichia coli enterotoxigênica, inicia-se com náuseas e vômitos, seguida de diarréia dentro de 12 horas da ingestão e duram até cinco dias; a segunda ocorre na infecções pelas espécies de Salmonella não-tifóide, Escherichia coli enteropática e Campylobacter jejuni, produzem diarréia 48 horas após a ingestão do alimento, e dura 3 a 5 dias.

A diarréia bacteriana usualmente é auto-limitada, e necessita apenas de terapia de suporte (hidratação, antipirético e antiemético) Antibióticos são reservados para pacientes com diarréia que persiste por mais de sete dias ou que exibem sintomas tóxicos de febre, dor abdominal ou hematoquezia.

COMO PREVENIR – O médico deve advertir aos viajantes sobre os perigos das pedras de gelo, água de torneira, saladas (mesmo consumidas em restaurantes caros), alimentos que não tenham sido recentemente cozidos e frutas descascadas.

Outros agentes etiológicos da diarréia infecciosa

E. coli O157:H7 – O E. coli O157:H7 (“Escherichia coli” Êntero-hemorrágica), um contaminante de bife ou queijo mal processados, pode causar colite hemorrágica, podem complicar como síndrome hemolítico-urêmica ou púrpura trombocitopênica trombótica. Acredita-se que ocorra pela citotóxina que danifica as células endoteliais.

Salmonella não tifóide – Esta bactéria presente em frangos e ovos freqüentemente é fonte de surtos epidêmicos de diarréia. Elas invadem a mucosa intestinal sem causar inflamação, portanto, não existem leucócitos nos exame das fezes.

Yersinia enterocolitica – Este microorganismo invade o cólon direito e íleo; uma infecção aguda que pode mimetizar apendicite ou doença de Crohn

Criptosporidíase – A diarréia Criptosporidíase é vista principalmente nos pacientes imunodiprimidos ou com SIDA. os microorganismos se ligam à borda em escova, levando ao desaparecimento desta borda e causando diarréia secretória. Não existe terapia específica. A sorte é que esta diarréia é autolimitada.

A QUEM CONSULTAR – Os quadro agudos devem ser acompanhados por médico clínico geral, geriatra ou pediatra. Os quadros complicados pelos gastroenterologista e infectologistas.

Referências:

Su C, Brandt L J – Escherichia coli O157:H7 infection in humans. Ann Intern Med 1995;123:698-714.

DuPont HL – Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. The Practice Parameters Committee of the American College of Gastroenterology. Am J Gastroenterol 1997;92:1962-1975.

Tags: , , , , ,


Veja Também:

Comments (1)     Envio por Email Envio por Email


Toxemia – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Emergências, Infecções bacterianas, Infectologia


Dicionário

O quadro de toxemia está associado à toxina mais frequentemente encontra nas infecções por certas cepas de Staphylococcus aureus ou Streptoccus pyogenes. A toxina entra na corrente sanguínea e causa febre, hipotensão, disfuncão dos orgãos vitais, caracterizando o chamado choque séptico que pode provocar o óbito. A conduta é intervensão rigorosa para tratamento do choque séptico, pois o paciente está com a vida em perigo.

Síndrome séptica

A resposta inflamatória do hospedeiro às várias agressões constitui a síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SRIS). Esta síndrome em combinação com infecção define sepse e duas categorias adicionais, sepse grave e choque séptico. Somente, a partir de uma definição de consenso para a síndrome séptica é que foi possível o avanço no estudo da fisiopatologia, evolução clínica e tratamento desta importante emergência médica.

Estudos em oito importantes centros de pesquisa médica revelaram que a síndrome séptica varia de 1,1 a 3,3 casos por 100 admissões hospitalares. O choque séptico respondeu por 25% dos casos. Destes 41%, não estavam sendo tratados em centro de cuidados intensivos, e apenas 28% dos pacientes tiveram hemoculturas (cultura de sangue) positivas. Ou seja, ainda estamos fazendo pouco diagnóstico precoce desta síndrome e fazendo um tratamento adequado. Por isso, e pela gravidade da síndrome, a taxa de mortalidade é de 16% nos pacientes com sepse; 20% nos com sepse grave; e 46% nos casos de choque séptico. Organismos Gram-positivos, particularmente os Staphylococcus, respondem pela maior percentagem de hemoculturas positivas (40%), e as bactérias Gram-negativas, particularmente as entéricas respondem por menos de 35% das hemoculturas.

A elucidação contínua acerca da fisiopatologia da síndrome séptica tem revelado uma complexa série de interações dinâmicas que cercam as citoquinas inflamatórias e antiinflamatórias.

Fisiopatologia – As endotoxinas, componentes lipopolissacárides (LPS) da parede de bactérias Gram-negativas, podem disparar o gatilho da síndrome séptica. Apesar, das tentativas de tratar sepse com administração de anticorpos monoclonais anti-LPS em combinação com antibióticos falharam em demonstrar benefícios consistentes, esta pode ser uma abordagem terapêutica promissora.

Uma outra cascata de processo do LPS desenvolvida no hospedeiro, com a participação de uma proteína sérica (proteína ligadora de lipopolissacarídio – LBP), e do complexo LPS-LBP, que ligando-se ao receptor de LPS, CD14, na membrana celular de monócitos ou de macrófagos, inicia sinais que resultam em múltiplas reações de citoquinas. Desse modo, a cascata de ligações LBP/CD14 oferece outro alvo terapêutico potencial para a síndrome séptica, com a interrupção dos efeitos da LPS.

Referências:

Nahass RG, Gocke DJ – Toxic shock syndrome associated with the use of a nasal tampon. Am J Med. 1988;84:629-631.
Todd JK – Toxic shock syndrome. Clin Microbiol Rev. 1988;1:432-436.
Sands KE, Bates DW, Lanken PN, Graman PS, Hibberd PL, et al – Epidemiology of sepsis syndrome in 8 academic medical centers. Academic Medical Center Consortium Sepsis Project Working Group. JAMA 1997;278:234-240.
Warren HS – Strategies for treatment of sepsis. N Engl J Med. 1997;336:952-953.
Wenzel RP, Pinsky MR, Ulevitch RJ, Young L – Current understanding of sepsis. Clin Infect Dis. 1996;22:407-412.

Tags: , , ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Celulite – O que é?

Categoria(s): Sem categoria


Dicionário

ErisipelaAs infecções cutâneas disseminadas que envolvem as estruturas mais profundas da derme e gordura subcutânea são denominadas de celulites (figura ao lado). Os agentes mais comuns da celulite são Streptococcus pyogenes (grupos A, B, C e G) e Staphylococcus aureus. Esses microorganismos, que podem colonizar a pele e mucosas, entram através de pequenas, às vezes inaparentes, rupturas da pele associadas a trauma, ou doenças de pele, como psoríase ou infecções causadas pro fungus. O diagnóstico do agente causal é feito por exames de hemoculturas, sobretudo nos pacientes graves.

A celulite responde bem ao tratamento com antibióticos associado a repouso no leito e elevação da área afetada para facilitar a drenagem linfática.

A celulite que segue-se à mordida animal ou humana podem envolver não somente S pyogenes e S. aureus da pele, mas também microorganismos da boca. Embora a flora oral varie entre as diferentes espécies, patógenos inoculáveis incluem anaeróbios, que podem causar infecções necrosantes, dai, a importância da sua rápida terapia.

As infecções cutâneas superficiais como, impetigo, foliculite, furunculose, são muito comuns, mesmo em pessoas saudáveis, e podem ser tratadas com antibióticos locais ou orais. Já, processos mais profundos, abscessos subcutâneo, antraz, freqüentemente requerem incisão e drenagem. As bactérias mais comuns nesses processos são Streptococcus pyogenes e Stafilococcus aureus.

Referências:

Chapnick EK, Abter EI – Necrotizing solt-tissue infections. Infect Dis Clin North AM. 10:835-855,1996.

Warren HS – Strategies for treatment of sepsis N Engl J Med 336:952-953,1997.

Tags: , , , , , , ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email