Espondilite Anquilosante (EA) – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios genéticos, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares


Sintomas clínicos

O sintoma inicial mais característico do paciente espondilítico costuma ser a dor lombar baixa de ritmo inflamatório, que melhora com o movimento e piora com o repouso, apresentando rigidez matinal prolongada. Por vezes, o paciente também refere dor de ritmo inflamatório nas nádegas e face posterior da raiz da coxa, suscitando diagnóstico diferencial com dor ciática. A evolução costuma ser ascendente, acometendo posterior e progressivamente as colunas dorsal e cervical.

No início do quadro, predomina a dor axial intensa; na evolução, também aparecem o espasmo muscular paravertebral e as limitações funcionais, que contribuem para o desenvolvimento ela, “postura de esquiador”, caracterizada pela retificação da coluna lombar, acentuação da cifose dorsal e retificação da coluna cervical projetada para frente. No exame físico do paciente espondilítico podem ser observadas inúmeras alterações. Na coluna lombar, a inspeção revela retificação e a palpação mostra espasmo muscular paravertebral. Na coluna dorsal, a inspeção revela acentuação da cifose e a palpação mostra espasmo muscular paravertebral. Com relação ao acometimento articular periférico, é característica a presença de oligoartrite (predominando em grandes articulações, principal mente de membros inferiores).

Quanto as manifestações extra‑articulares, a mais freqüente é a uveíte anterior, aguda, unilateral, recorrente, que pode ser observada em até 25% dos pacientes num seguimento prolongado, estando associada ao HLA‑B 27 positivo, raramente cursando com seqüelas.

Quanto as manifestações cardíacas, também associadas ao HLA‑B 27 positivo, pode ocorrer aortíte e arritmia cardíaca, bloqueio cardíaco, requerendo marcapasso.

As alterações pulmonares são caracterizadas por um distúrbio da função pulmonar (defeito ventilatório restritivo leve, em pacientes com acentuada limitação do diâmetro respiratório, devido à restrição da caixa torácica) e por uma fibrose pulmonar apical (presente em 1 a 2% dos pacientes).

Quanto as manifestações renais, destacam‑se a nefropatia por IgA (hematúria e proteinúria geralmente leves, com biópsia renal revelando depósitos mesangiais de lgA) e a amiloidose secundária (pode acometer até 5 a 10% dos pacientes espondilíticos num seguimento prolongado, evoluindo com insuficiência renal, causa freqüente de óbito na EA);

As manifestações neurológicas, bastante raras, são caracterizadas pela subluxação atlantoaxial, síndrome da cauda eqüina ou fraturas vertebrais traumáticas.

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Doença de Crohn – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios digestivos, Exames laboratoriais


Doença de CrohnA doença foi descrita pela primeira vez em 1932 pelo Dr. Burril B. Crohn, da cidade de Nova York, e é caracterizada por uma inflamação crônica que afeta a mucosa intestinal. Ocorre mais freqüentemente entre os 10 e 40 anos, atingindo igualmente homens e mulheres. A causa da doença é desconhecida, porém as teorias recentes incluem fatores genéticos, infecciosos e imunológicos. Fatores psicológicos são provavelmente primários, mas podem estar envolvidos com a doença.

Os pacientes com doença de Crohn comumente se apresentam com diarréia, dor no quadrante inferior direito do abdome com massa inflamatória, febre e perda de peso. Esses pacientes, geralmente são fumantes e têm ulcerações aftosas ou lineares discretas com áreas de inflamação descontínuas ou salteadas. Granulomas não caseosos vistos na histopatologia (figura abaixo) são encontrados em 30% desses pacientes. Os pacientes podem se apresentar com ulceração, estenose, formação de fístulas e abscesso intestinal. Manifestam-se, comumente, por diarréia, anemia, enterorragia e dor abdominal. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por colonoscopia.

Teste laboratorial HLA B27 - O HLA B27 está presente em 50% dos pacientes com doença de Crohn e retocolite ulcerativa idiopática .

A causa mais comum de diarréia osmótica é a má-absorção de lactose por deficiência enzimática (lactase). A deficiência da lactase pode ser congênita ou secundária a infecção viral, giardíase, espru celíaco ou doença de Crohn.

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