Toxemia – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Emergências, Infecções bacterianas, Infectologia


Dicionário

O quadro de toxemia está associado à toxina mais frequentemente encontra nas infecções por certas cepas de Staphylococcus aureus ou Streptoccus pyogenes. A toxina entra na corrente sanguínea e causa febre, hipotensão, disfuncão dos orgãos vitais, caracterizando o chamado choque séptico que pode provocar o óbito. A conduta é intervensão rigorosa para tratamento do choque séptico, pois o paciente está com a vida em perigo.

Síndrome séptica

A resposta inflamatória do hospedeiro às várias agressões constitui a síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SRIS). Esta síndrome em combinação com infecção define sepse e duas categorias adicionais, sepse grave e choque séptico. Somente, a partir de uma definição de consenso para a síndrome séptica é que foi possível o avanço no estudo da fisiopatologia, evolução clínica e tratamento desta importante emergência médica.

Estudos em oito importantes centros de pesquisa médica revelaram que a síndrome séptica varia de 1,1 a 3,3 casos por 100 admissões hospitalares. O choque séptico respondeu por 25% dos casos. Destes 41%, não estavam sendo tratados em centro de cuidados intensivos, e apenas 28% dos pacientes tiveram hemoculturas (cultura de sangue) positivas. Ou seja, ainda estamos fazendo pouco diagnóstico precoce desta síndrome e fazendo um tratamento adequado. Por isso, e pela gravidade da síndrome, a taxa de mortalidade é de 16% nos pacientes com sepse; 20% nos com sepse grave; e 46% nos casos de choque séptico. Organismos Gram-positivos, particularmente os Staphylococcus, respondem pela maior percentagem de hemoculturas positivas (40%), e as bactérias Gram-negativas, particularmente as entéricas respondem por menos de 35% das hemoculturas.

A elucidação contínua acerca da fisiopatologia da síndrome séptica tem revelado uma complexa série de interações dinâmicas que cercam as citoquinas inflamatórias e antiinflamatórias.

Fisiopatologia – As endotoxinas, componentes lipopolissacárides (LPS) da parede de bactérias Gram-negativas, podem disparar o gatilho da síndrome séptica. Apesar, das tentativas de tratar sepse com administração de anticorpos monoclonais anti-LPS em combinação com antibióticos falharam em demonstrar benefícios consistentes, esta pode ser uma abordagem terapêutica promissora.

Uma outra cascata de processo do LPS desenvolvida no hospedeiro, com a participação de uma proteína sérica (proteína ligadora de lipopolissacarídio – LBP), e do complexo LPS-LBP, que ligando-se ao receptor de LPS, CD14, na membrana celular de monócitos ou de macrófagos, inicia sinais que resultam em múltiplas reações de citoquinas. Desse modo, a cascata de ligações LBP/CD14 oferece outro alvo terapêutico potencial para a síndrome séptica, com a interrupção dos efeitos da LPS.

Referências:

Nahass RG, Gocke DJ – Toxic shock syndrome associated with the use of a nasal tampon. Am J Med. 1988;84:629-631.
Todd JK – Toxic shock syndrome. Clin Microbiol Rev. 1988;1:432-436.
Sands KE, Bates DW, Lanken PN, Graman PS, Hibberd PL, et al – Epidemiology of sepsis syndrome in 8 academic medical centers. Academic Medical Center Consortium Sepsis Project Working Group. JAMA 1997;278:234-240.
Warren HS – Strategies for treatment of sepsis. N Engl J Med. 1997;336:952-953.
Wenzel RP, Pinsky MR, Ulevitch RJ, Young L – Current understanding of sepsis. Clin Infect Dis. 1996;22:407-412.

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Pielonefrite aguda – Como tratar?

Categoria(s): Infectologia


Tratamento

Considerando-se a gravidade da infecção, com o risco de óbito por septicemia o médico deve inicialmente administrar um antibótico de amplo expectro até que o resultado da cultura da urina e o teste de antiobióticos fiquem prontos. A utilização de uma fluoroquinolona deve ser o antibiótico de escolha inicial, devido à sua atividade contra Escherichia coli, o agente mais comum causando pielonefrite aguda.

Pielonefrite aguda for adquirida fora do ambiente hospitalar, dita infecção comunitária, cujo tratamento é ambulatorial: deve ser tratada por 14 dias. As drogas indicadas pela Comissão de Uso e Controle de Antimicrobianos do HCRP são: norfloxacin; cefuroxima e gentamicina.

Pielonefrite aguda grave deve ter tratamento hospitalar: a internação está indicada para pacientes com febre, toxemia e queda do estado geral, e o tratamento deve durar 14 dias. Deve ser iniciado por via intravenosa e, quando houver melhora do estado geral, transferido para via oral.

Nos pacientes que apresentam pienonefrite quando da internação para outros procedimentos, cada caso deve ser estudo em separado, com análise criteriosa do quadro clinico (p.ex. utilização de sonda vesical) e escolha do antibiótico sob orientação da comissão de infecção hospitalar.

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Apendicite – Quais as complicações?

Categoria(s): Distúrbios digestivos


Complicações

Se a apendicite se apresentar de forma aguda, e não for descoberto rapidamente, o apêndice pode se romper, espalhando a infecção pela área ao seu redor ou por todo o peritônio abdominal (peritonite) , podendo ocasionar choque toxêmico, falência dos órgãos homeostáticos (pulmões, rins e coração) e até a morte.

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